segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Crítica | "Entre Nós"

Favela? Um palavrão por minuto? Miséria? Comédia novelesca?

Esqueça todos os possíveis clichês e esteriótipos do cinema nacional. "Entre nós" veio pra mostrar que podemos sim, passear por outras áreas e sermos bem sucedidos!

Um suspense psicológico e uma boa dose de drama compõem o filme.

Roteiro perfeito e um elenco bem entrosado vêm para somar nessa produção que nos deixa hipnotizado do início ao fim!

Em minha opinião, o filme vai muito além de uma trama sobre autoria e ética, como muito foi vinculado na mídia. Trata-se de dramas pessoais, conflitos internos e, principalmente, a fidelidade aos nossos desejos em detrimento de qualquer laço exterior.

Do que somos capazes para conquistarmos aquilo que almejamos?

O filme dirigido por Paulo Morelli, conta a história de 7 amigos, em torno dos vinte anos, que passam um final de semana regado a álcool, maconha e diversão.

Poderia ser uma cena típica dos anos 70, mas o filme começa em 1992.



Sendo todos aspirantes a críticos literários e escritores, a primeira parte do filme foca na intimidade entre o grupo, a amizade e os sonhos individuais de futuro profissional e pessoal.

O grupo tem a ideia de escrever uma carta relatando o que esperam para si mesmo daqui dez anos. Enterram as cartas e combinam o retorno para abrirem, lerem e conferirem o que foi realizado ou não.

Um acidente de carro, ao término do fim de semana, encerra a primeira parte. Iniciando a segunda já com o retorno e reencontro do grupo.

Os diálogos são simples e de fácil identificação do telespectador. Conversas comuns em qualquer roda de amigos. Sonhos, ideologias, divergências de opiniões... O roteiro traça, ainda, um paralelo muito interessante com o tempo apresentado, frisando bem a esperança que tomava conta de todos naquela época: O sonho do fim da corrupção com Lula sendo eleito e a chance do Brasil ter um final diferente da última Copa, são exemplos dos assuntos abordados.

O clima de descontração é o tempo todo cortado com uma tensão que incomoda no ponto certo! As características individuais vão se delineando ao longo do filme e nos prendendo a atenção cada vez mais.

Uma atitude tomada por um dos personagens é o ponto de encontro de toda a linha que desenha o filme. Mas nem de longe é a única.

Muitas revelações do passado, medo, insegurança, arrependimento e desejos, temperam um roteiro que, em muitos momentos, lembra ao cinema argentino e, junto de uma fotografia incrível e poucos efeitos visuais, formam o que eu chamo de um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos!


E vocês, já assistiram? Conta aqui nos comentários o que acharam pra gentee! :3


Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

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2 comentários:

  1. Ótimo filme, excelente crítica. Amei a maneira que o autor buscou contar a história de forma sutil, trazendo uma proximidade gritante com quem assiste. Sem dúvidas, bem diferente de tudo que costumamos ver por aí no nosso cinema nacional. Ótima iniciativa!! =)

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    Respostas
    1. Que bom que gostou, Matheus! <3 Do filme e da critica! hehe

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