sábado, 1 de novembro de 2014

Resenha | Princesa de Rua (Fernanda Mello)

Título: Princesa de Rua
Autor: Fernanda Mello
Editora: Neutra
Número de páginas: 199

Sinopse: É aquela velha história. Amor, pra mim, só dura em liberdade. Nasci pra ser livre e – quem quiser – que me aceite assim. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Sou guerreira. Sou druida. Sou filha da lua. Quero sempre o voo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir por que o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo. Quer me prender? Nem tente. Quer me adorar? A escolha é sua, meu amigo, vá em frente!



De uma forma direta e muito peculiar à sua escrita, Fernanda Mello, na contracapa de seu livro, já nos dá ideia do que podemos esperar do 'recheio'.


A escritora nos presenteou com a reunião de várias de suas crônicas e poesias, no maravilhoso "Princesa de Rua", da Editora Neutra.



São pouco mais de 200 páginas de muito amor, intensidade e tudo aquilo que "não cabe mais na vida".



A gente passa o livro inteiro num conflito interno entre: Querer devorá-lo, por não conseguir parar de ler, e, ler bem devagar para que não acabe nunca...



Vocês já devem imaginar que não consegui me segurar...



Li, reli, e assim farei sempre. 



Fernanda é pura inspiração!



Já tenho decorado alguns, por ler incansavelmente...



"Você quer resolver meus problemas
Para me resolver dentro de você
Não temos nenhuma resposta
A vida não tem manual..."

A escritora usa uma linguagem que torna a leitura extremamente doce e sutil.

É bastante comum, no decorrer das crônicas, se flagrar pensando que 'esta ou aquela' foi escrita para nós.

A cada palavra, temos a impressão de tê-la mais próxima de nós, tamanha identificação!

O fato de ser todo escrito em primeira pessoa gera uma relação de 'confiança' com a leitura.

Fernanda não sabe, mas no final da leitura, já era minha amiga!



Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

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