quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva Literária 2015

E pra finalizar nossas retrospectivas, acompanhem agora o que a Pit leu este ano! Vem!!!

Retrospectiva Literária 2015

Olááá! Hora de mais uma retrospectiva! Desta vez, da Natalia!!! Vamos ver o que ela leu este ano?

Retrospectiva literária 2015

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Chegamos ao último dia de 2015 e gostaria de agradecer a cada um que passou por aqui ao longo do ano. Cada um que leu nossos posts, deixou um recadinho, nos curtiu nas redes sociais... Enfim, você leitor que esteve conosco ao longo de 2015, o nosso MUITO OBRIGADA! Estamos preparando muitas novidades para o ano que se aproxima...

Enquanto isso, vamos conferir o que nós lemos este ano? Vem!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

100 filmes que você precisa ver antes de morrer #10

Olá, tudo bem com vocês? 

O Blog voltou e com ele retomamos as indicações de filmes por aqui! Vem!!!

#46 - Uma prova de amor


Sinopse: Sara (Cameron Diaz) e Brian Fitzgerald (Jason Patric) são informados que Kate (Sofia Vassilieva), sua filha, tem leucemia e possui poucos anos de vida. O médico sugere aos pais que tentem um procedimento médico ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate. Disposto a tudo para salvar a filha, eles aceitam a proposta. Assim nasce Anna (Abigail Breslin), que logo ao nascer doa sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Anos depois, os médicos decidem fazer um transplante de medula de Anna para Kate. Ao atingir 11 anos, Anna precisa doar um rim para a irmã. Cansada dos procedimentos médicos aos quais é submetida, ela decide enfrentar os pais e lutar na justiça por emancipação médica, de forma a que tenha direito a decidir o que fazer com seu corpo. Para defendê-la ela contrata Campbell Alexander (Alec Baldwin), um advogado que cuidará de seus interesses.

Um filme lindo, comovente, inspirador e de chorar até secar as lágrimas! Tem que gostar muito de drama!!!

#47 - Cazuza - O tempo não para


Sinopse: A vida louca que marcou o percurso profissional e pessoal de Cazuza (Daniel de Oliveira), do início da carreira, em 1981, até a morte em 1990, aos 32 anos: o sucesso com o Barão Vermelho, a carreira solo, as músicas que falavam dos anseios de uma geração, o comportamento transgressor e a coragem de continuar a carreira, criando e se apresentando, mesmo debilitado pela Aids.

Não sei se vale tanto se você não é fã de Cazuza. Eu assisti totalmente influenciada por minha admiração pelo artista, compositor, poeta e pessoa que Cazuza foi. Sendo assim, amei o filme, a interpretação de Daniel Oliveira que entrou com tudo no personagem!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Dia Seguinte (Eliza Alvernaz)



Faltavam poucos minutos para a meia-noite. Poucos minutos para mais um Natal da vida de Alice.

De seu quarto ela observava, pela janela, a tempestade incessante.
Nada parecido com o romantismo dos filmes adolescentes. Não havia flocos de neve, tampouco renas felizes entre uma entrega de presente e outra. Apenas um forte vento, misturado em gotas de chuva que batiam e escorriam no vidro, afastando qualquer pessoa das ruas.

Próximo ao portão de saída, um velho pinheiro apresentava algumas folhas queimadas do sol de antes. Há algum tempo, ele era o primeiro sinal de que o Natal havia chegado, com muitos enfeites, sinos e laços.

Hoje, na cabeceira da cama, um pisca-pisca com algumas luzes falhadas é o que mais se aproxima de uma decoração natalina.

Do andar de baixo, um conhecido “Jingle Bell”. E era este som que embalava as lembranças que vinham à tona naquele momento.

Mesa farta, a família inteira presente, muita conversa e risada - assim era seu Natal de alguns anos atrás.

Ou, pelo menos, a impressão que tinha dele.

A semana inteira que antecedia a data era de preparação.

Separar as bolas coloridas, desembaraçar fios intermináveis, escolher a melhor estrela para o topo da árvore... Cada uma dessas ações sempre fora motivo de diversão! Era a semana mais feliz do ano, nunca tivera dúvidas.

Logo chegavam os primos para correr pela casa com ela e perguntar, insistentemente, a hora da troca de presentes.

Não demorou muito para que percebesse que o Papai Noel era o irmão gordo de seu avô. 

Aquele que só aparecia uma vez ao ano, com a típica roupa vermelha, barba falsa e entoando um forçado “ho ho ho”. Mas a expectativa por sua chegada, as surpresas por trás de cada embrulho, e o brilho nos olhos dos menores, contribuíram para que ela seguisse a fantasia por muito tempo.

Em pouco tempo, a casa ficava tão cheia que era preciso algumas cadeiras e mesas emprestadas.

De seus poucos anos e tamanho, Alice não alcançava o que havia por trás de toda essa felicidade compartilhada.

Ano após ano, divertia-se com as cenas rotineiras que cercavam os festejos. As piadas repetitivas de seu tio sobre o pavê, as reclamações de um e outro por alguns pratos que não ficaram de acordo com o gosto pessoal, as orações e rituais individuais... Tudo se misturava e dava o tom necessário à noite!

Nos dias vinte e quatro e vinte e cinco, todos eram felizes ao extremo, amorosos demais e realistas de menos. Mas este último ela, até então, não percebia.

Reunidos em volta da mesa principal, contavam histórias de infâncias vividas, relembravam parentes que já se foram, antecipavam expectativas para as festas do ano seguinte...

Era comum ter de explicar o porquê de separar as frutas cristalizadas do panetone, assim como eram certos os interrogatórios em cima de seu irmão adolescente e suas possíveis namoradas.

E, mesmo sendo possível prever a maior parte do que aconteceria, nada tirava todo aquele brilho natalino!

Com o passar dos anos, a diversão foi perdendo espaço.

As crianças cresceram e ter de trabalhar até quase na hora da Ceia não é nada estimulante.

A maturidade trouxe a sensatez. E esta carrega com ela uma melancolia que não acompanha os desejos.

Aos poucos, foi percebendo intenções por trás de cada cena. Razões, antes subentendidas, eram repentinamente escancaradas.

O Natal era o mesmo. Mas suas certezas mudaram.

Alice sabia que, ao descer as escadas de seu quarto para a sala, encontraria uma realidade que nada se aproximava das noites mágicas que já vivera ali.

As pessoas eram as mesmas, a rotina seguia inalterada. Mas, naquela noite, a alegria aparentemente natural de antes cederia lugar a algumas horas em que as diferenças são postas de lado. Os amores são intensificados e as dores não têm espaço.
Mágoas são esquecidas. Facilmente substituídas por um desejo automático, e quase obrigatório, de perdão.

Dos erros cometidos ao longo do ano, fica apenas a certeza da absolvição que o espírito natalino traz consigo.

Nesse misto de memórias de um passado recente e a chegada de um presente nada encantador, ela tentava entender quando os laços se resumiram a nós.

Já não era possível camuflar a realidade. E convicções muitas vezes não são satisfatórias.

Já não podia contar com as impressões dos tempos de criança. Significados encontravam-se ao avesso e as representações pareciam turvas.

Guardou, então, toda nostalgia no melhor lugar dentro de si e seguiu para alguns abraços e brindes. Sonhando em escrever uma carta, para um Papai Noel que não vem mais, pedindo de volta as sensações de antes e, principalmente, que elas não fossem esquecidas na manhã do dia seguinte.

Texto publicado originalmente na Coletânea "Presente do Céu", pela Editora Interagir - 2014.



Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Resenha | O Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos)




O Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos - Páginas: 195 - Editora: Melhoramentos



Sinopse: O Meu Pé de Laranja Lima Retrata a história de um menino de seis anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades, pelo que eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos; por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luís.
Ao longo da história vão acontecendo vários episódios na vida deste menino, uns mais alegres, outros mais tristes, que nos transmitem uma grande lição de vida e do modo como agir perante diversas situações, pois apesar de ter apenas cinco anos, Zezé já tinha atitudes que qualquer criança comum nunca teria, fazendo-nos então pensar um pouco à cerca de nós mesmos e das nossas atitudes perante determinadas situações.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Joga pedra na Geni!

Se você possui alguma rede social ou, ainda, um amigo que possua, tomou conhecimento do caso de Fabíola, seu marido, o amigo e o cinegrafista.

Se por algum motivo você perdeu tudo isso (talvez estivesse em coma, porque só assim para ficar livre disso), farei um breve resumo:

Uma mulher casada, adulta, foi flagrada pelo marido e um amigo saindo de um motel com outro cara, também casado, e também adulto e, por acaso, amigo do casal.

Faço questão de ressaltar que todos os envolvidos eram adultos para que fique bem claro que todos eram conscientes do que estavam fazendo.

Fabíola traiu o marido. O motivo? Não sabemos, e não devia nos interessar. Léo (o amigo) traiu a esposa. O motivo? Não devia fazer a menor diferença.

Não vou fazer ode à traição. Este não é um artigo em defesa de quem trai. Tampouco tentarei achar argumentos a favor deste ato. O que eu penso, e me estimulou a escrever aqui, é que traição em um, ou dois, casamentos, só deveria interessar aos envolvidos no imbróglio. Mas não é o que aconteceu. E vem acontecendo e crescendo na mesma proporção que crescem as redes sociais.

O "caso Fabíola" caiu nas redes e viralizou de tal forma que qualquer pessoa, em qualquer canto do país, com certeza sabe do que se trata. E com o conhecimento do caso, vêm as opiniões, ataques, defesas ...

Cada um toma seu partido, os juízes do facebook apontam e dão seus veredictos. Os advogados acusam, outros defendem. Discutem, debatem... A vida alheia.

E o mais surreal: No vídeo, há um "cinegrafista" que a todo minuto incita à violência, expõe Fabíola, insiste em que ela mostre o rosto para a câmera. E há um marido, revoltado, agressivo, que puxa o cabelo da esposa traidora, difere tapas, e destrói, o quanto consegue, o carro do amigo traidor. Mas nada disso importa. Não estamos nas redes sociais julgando a agressão, nem a destruição do carro, do celular... Também não importa que Léo também fosse casado. Afinal, homens estão certos em traírem suas esposas, né? Comum... Em dado momento, o cinegrafista até diz: "tanta piranha, Léo..." Claro, ele poderia ter escolhido qualquer uma para trair sua esposa. Lamentável que tenha escolhido a mulher do amigo.

Mas nada disso importa. O que foi julgado nos tribunais virtuais foi a conduta de Fabíola.
Puta. Traidora. Safada. Piranha.
Estes foram alguns dos milhares adjetivos que ela ganhou nos últimos dias. Ninguém se importou se ela tem uma mãe, uma avó... Ninguém se importou se ela tem filhos que talvez possuam celular e receberão um desses vídeos ou inúmeros memes com a foto da mãe.

Ninguém se importou que ela foi agredida. Exposta. Humilhada.

Falta amor. Falta empatia.

Vi pessoas encontrando justificativa para a reação do marido. Outras aplaudindo "Leo". 

Afinal, ela deve ter "esfregado na cara dele" e ele, "como bom homem, teve que pegar".


Vi de tudo. Mas um "tudo" que recai apenas em cima de Fabíola. A única errada da história. 

Mais uma Geni, em pleno 2015.







Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Resenha | Primo Basílio - Eça de Queiroz


Autor:Eça de Queiroz- Editora: Saraiva- Páginas: 460

Sinopse: O enredo gira em torno do adultério cometido por Luísa e seu primo Basílio, acabado de regressar do Brasil. Luísa está casada com Jorge há três anos, mas acaba por deixar-se seduzir pelo primo que fora o primeiro a fazer-lhe a corte, quando esta tinha apenas dezoito anos. Mas Basílio repudia Luísa depois de a ter seduzido e parte para Paris. Em casa, Luísa descobre que a sua Governanta apanhou as cartas de Basílio, fazendo chantagem do segredo em troca de jóias, vestidos e regalias, num crescendo de exigências. Jorge, desconfia e acaba por saber tudo. Luísa adoece gravemente e acaba por morrer.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Resenha | Em Busca de Cinderela (Colleen Hoover)

Olá gente! Tudo bem?

Chega hoje ao fim minha "preparação para a Bienal". Queria terminar com o mais recente livro da autora "O lado feio do Amor", mas infelizmente não será possível. Mas logo logo terá resenha do livro aqui no blog para vocês. Aguardem!

Espero que vocês tenham gostado do que disse dos livros tanto quanto eu gostei de lê-los e escrever sobre eles. Com certeza a Colleen marcou minha vida literária com sua escrita fácil.

Vamos curtir "Em Busca de Cinderela"...


Autor:Colleen Hoover - Editora: Record - Páginas: 476

Sinopse: Neste conto da bem-sucedida e adorada série Hopeless, o leitor conhecerá melhor dois personagens secundários de "Um caso perdido". Daniel está no breu do armário de vassouras da escola – o perfeito esconderijo para quem quer fugir do mundo real –, quando uma garota literalmente cai em cima dele. Às cegas, os dois vivem um curto romance, mesmo sem acreditar muito no amor. No fim a garota foge, como se realmente fosse a Cinderela e tivesse uma carruagem prestes a virar abóbora. Um ano depois, Daniel e sua princesa se reencontram, e percebem que é possível nutrir um amor de conto de fadas por alguém completamente real. Juntos, os dois irão perceber que fora do faz de conta, ficar juntos é bem mais difícil e os problemas de um casal são muito reais.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Resenha | Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

Autor: Ray Bradbury - Editora: Globo Livros - Páginas: 216


Sinopse: O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.
Fahrenheit 451 tornou-se um clássico não só na literatura, mas também no cinema. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme de mesmo nome estrelado por Oskar Werner e Julie Christie.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Resenha | Sem Esperança (Colleen Hoover)



Oi Gente! Estamos quase no final da minha "preparação para a Bienal". Hoje venho com o livro "Sem Esperança", que nos mostra o lado de Holder. Haja coração. É intenso como "Um Caso Perdido" e Colleen Hoover merece mais uma vez aplausos. 

Espero que gostem!! 

"Sem Esperança" - Autor: Coleen Hoover - Editora: Record  - Páginas: 320


Sinopse: Com a ajuda Dean Holder, Sky descobriu segredos familiares chocantes e reviveu lembranças e sentimentos que tinham deixado profundas cicatrizes. Mas toda história tem dois lados. E agora chegou a hora de descobrirmos a verdade a respeito dele. Assombrado pela culpa e pelo remorso por não ter conseguido salvar Hope nem Less, Holder desenvolveu uma personalidade agressiva e desconta sua raiva em qualquer um que tente desafiá-lo. Ele nunca imaginou que voltaria a ver Hope algum dia, e não acredita na própria sorte ao se deparar com ela depois de tantos anos. No entanto, Holder não poderia supor que o sofrimento seria ainda maior após o reencontro.

Em Sem esperança, o jovem revela como os acontecimentos da infância de Sky afetaram sua vida e sua família, fazendo-o buscar a própria redenção na possibilidade de salvá-la. Mas é apenas amando Sky que ele enfim será capaz de se reconciliar consigo mesmo.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Resenha | A Metamorfose (Franz Kafka)


Título: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 102




Sinopse: A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. O texto coloca o leitor diante do caixeiro-viajante Gregor Samsa, transformado em inseto monstruoso. A história é narrada com um realismo inesperado, que associa o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana.



domingo, 30 de agosto de 2015

100 filmes que você precisa ver antes de morrer #9

Olá, tudo bem com vocês? Como estão de final de semana?

Domingo é bom pra se jogar debaixo da coberta, fazer uma pipoca fresquinha e curtir um filme atrás do outro, né? 

Por isso, gostamos de trazer algumas dicas pra vocês por aqui... Hoje trago mais cinco indicações de filmes que eu amo e acho que todo mundo deveria dar uma oportunidade! Vamos conferir?


sábado, 29 de agosto de 2015

Aquela dos 30 - Filmes que não valem a pena!

Olá, tudo bem com vocês?

Depois de um tempo sem atualizar essa coluna que tanto adoramos, voltamos!!! 

Hoje vamos conhecer 30 filmes que consideramos totalmente dispensáveis.

Vem!!!


Resenha | O Sócrates Real (Rogério Hetmanek)

Páginas: 165 / Autor: Rogério Hetmanek / Editora: Ponto Vital



Sinopse: Você Sabe?
Que Sócrates não existe como personagem histórico ou real por não ter deixado nada escrito? Que, ao dizer sei que não sei, ele revelou um autêntico saber? Que ele identificou na alma do ser humano o eu racional, com capacidade de entender a razão da própria existência? Que a célebre fraseconhece-te a ti mesmo não foi criada por Sócrates? E que ele deu a esta frase uma inédita interpretação? Que para Sócrates a busca do conhecimento daverdade é que justifica a existência da filosofia? Que existe grande diferença entre o que é a verdade para cada um e o que é a verdade como conceito universal? Sabe o porquê de Sócrates ter sido reconhecido pelo Oráculo de Delfos como o homem mais sábio de sua época?
Nesta obra você te acesso as razões destes e de outros questionamentos, e conhecerá os fundamentos que justificam o lançamento de O Sócrates Real.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

1 filme por semana 30/54: A Princesinha


Sinopse: 1914, Simla, Índia. Sara Crewe (Lisel Matthews) é uma garota inglesa que vivia feliz, apesar de ser órfã de mãe. Quando eclodiu a 1ª Guerra Mundial seu pai, o capitão Crewe (Liam Cunningham), que pertencia ao exército inglês, tem que ir para a guerra. Porém antes vai a Nova York para deixar Sara num luxuoso internato para moças, no qual a mãe dela já estudara e que é administrado agora com mão de ferro pela Srta. Minchin (Eleanor Bron). A Srta. Minchin fica incomodada com a criatividade de Sara, que logo cativa a maioria das garotas. Um dia o Sr. Barrow (Vincent Schiavelli), o advogado do pai de Sara, chega no colégio para dizer que não haveriam mais pagamentos, pois o pai de Sara tinha morrido em combate. Minchin então faz Sara trabalhar como uma criada, para pagar sua estada ali.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Oz – Mágico e Poderoso - Especial Infantil



Imagino que todos que são apaixonados por O Mágico de Oz, tiveram a mesma reação que eu, quando descobriram que a Disney traria a terra de Oz para as telas com os recursos tecnológicos que temos hoje. Mais surtos psicóticos quando descobrimos que não seria um remake, mas a história antes da história. Por fim, a ansiedade tomou conta quando ouviu-se falar que, Oz – Mágico e Poderoso, seria um filme que contaria a história de Oscar Diggs, um mágico farsante do Kansas, que após fugir de um circo, cai na Terra de Oz e mal sabia que se transformaria em O Mágico de Oz.


O Mágico de Oz - O Filme - Especial Infantil - 1 filme por semana: 29/54

Lançado em 18 de Setembro de 1939, dirigido por Victor Fleming e estrelado por Judy Garland, O Mágico de Oz é um filme baseado no livro homônimo de L. Frank Baum. 
Dorothy mora no Kansas com sua tia Em e seu tio Henry. A menina possui um cachorro chamado Totó. Um dia, uma vizinha rica, chega na casa da menina acusando o cachorro de entrar em sua propriedade e quer levá-lo embora. Depois de apresentar um documento, a mulher consegue levar o cachorro que foge e volta para os braços de Dorothy.




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Resenha | O Mágico de Oz (L. Frank Baum)

Autor: L.Frank Baum - Páginas: 224 - Editora: Zahar


Sinopse: O Mágico de Oz - "Quando estava na metade do caminho, ouviu-se um grito fortíssimo do vento e a casa sacudiu com tanta força que Dorothy perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão. E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar, Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão."
Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz. Por lá, Dorothy faz novos amigos - o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde -, encara perigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos. Depois de tantas aventuras, a menina descobre que seus Sapatos de Prata têm poderes mágicos e podem levá-la para qualquer parte. Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa.
Um clássico indiscutível para todas as idades.


domingo, 23 de agosto de 2015

Peter Pan - Filme Disney - Especial Infantil




Sinopse: No clássico do autor James Matthew Barrie, o menino que se recusa a crescer convida Wendy Darling e seus irmãos João e Miguel a voar (com a ajuda do pó mágico da fada Sininho) até a Terra do Nunca, um mundo de fantasia onde vivem sereias, Meninos Perdidos e o arqui-inimigo de Peter Pan, o pirata Capitão Gancho. Após participar de fantásticas aventuras Wendy decide voltar para casa, mesmo correndo o risco de perder seu primeiro amor para sempre...

Que filme lindo! Tô mais encantada com a história e muito feliz com a maneira como ela foi contada nesse filme da Disney. Primeiro porque é muito próximo do livro. Então, para quem conhece a vida de Peter Pan através do desenho, terá uma noção mais ampla da história mesmo do Peter. Segundo porque foi muito bem feito o filme. Os efeitos, o elenco e o desenvolver da história.

Fiquei muito comovida por ter falas praticamente iguais as do livro, o que aproxima ainda mais o filme do livro e traz mais veracidade para o que está sendo contado. Teve muitas horas em que lembrei mesmo do livro e foi como se eu tivesse relendo e novamente imaginando as situações e personagens.

Por ser filme, a Naná, por exemplo, não ficou tão próxima, pois, afinal, ela é uma cadela, mas em compensação, achei que a Senhora Darling ficou mais próxima do tom do livro. Infelizmente, não posso dizer o mesmo do Sr. Darling, Miguel e João.

Mas, para felicidades dos fãs do enredo, Sininho e Wendy estavam perfeitas no filme. "Vestiram a camisa" e fizeram o papel certinho. Souberam mostrar bem o jeito, personalidade, manias das apaixonadas por Peter.

Inclusive, algo que me chamou muita atenção no filme foi a questão de Peter e Wendy parecerem de fato um casal pré-adolescente apaixonado. Pois no livro mostra o interesse, mas não chega a ser um quase romance não, já no filme fica muito claro um sentimento de amor de um casal jovem, que está descobrindo o que é paixão. Não me incomodo com isso, acho até que fez o filme ficar mais bonitinho, mas o livro não chega a tanto.



Sobre o Peter Pan, bom, o menino é lindo e bem como eu imaginava o personagem mesmo. Até algumas caras e bocas que ele fazia. Só achei essa versão menos prepotente, menos mandão e isso acaba influenciando na figura Peter Pan, pois mexe com a personalidade que o Barrie deu para seu personagem principal.

Já o Capitão Gancho, assim como o desenho, se mostrou completamente vilão, como se ele não tivesse motivos para não gostar de Peter ou como se não tivesse um lado bom, mesmo que escondido por baixo de seu gancho. Não vou dizer que muda muito do livro, mas posso reafirmar que este mostra um Gancho mais humano.

Achei realmente que as mudanças não mudaram a essência da história, afinal, já defendi aqui várias vezes e vou voltar a falar: não tem como ser 100% igual. Teve mudanças que até achei benéficas para o entendimento. Adorei a índia Tigrinha se apaixonar por João e não por Peter, diminuindo um pouco a bola do menino e ajudando no romance com Wendy e ciúmes da Sininho.

Indico com certeza. Para quem só viu o desenho, para quem só leu, para quem leu e viu o desenho. Peter Pan é um enredo lindo, quanto mais dessa singularidade das crianças, melhor!!

Estou muito ansiosa para o próximo filme sobre o personagem que sai em Outubro e nos conta como Peter foi parar na Terra do Nunca. O trailler é incrível e com certeza irei ver e vir aqui contar o que achei para vocês.


Até Outubro com mais Peter Pan!



Sobre o Autor:


Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Peter Pan - Desenho Disney - Especial Infantil



Sinopse: Londres. Peter Pan (Bobby Driscoll), o garoto que se recusa a crescer, espreita a casa dos Darling, pois Wendy (Kathryn Beaumont), a mais velha dos filhos do casal Darling, crê que ele exista e já convenceu seus irmãos, João (Paul Collins) e Miguel (Tommy Luske). Wendy tem certeza disto, pois Peter Pan perdeu sua sombra. Aproveitando a ausência dos pais de Wendy, ele vai até a casa dela. Após recuperar sua sombra, Peter Pan ensina a Wendy, João e Miguel o que devem fazer para voar: pensar em algo bom e usar um pó mágico, que uma pequena fada, Sininho, joga sobre eles. Peter leva as três crianças para um passeio na Terra do Nunca, uma ilha encantada que é o lar de Peter, Sininho, os Garotos Perdidos e um maquiavélico pirata, o Capitão Gancho (Hans Conried), que jurou se vingar de Peter. Gancho perdeu uma de suas mãos em um duelo com Peter Pan, com ela tendo sido comida por um crocodilo que agora segue sempre o navio do Capitão Gancho, pois quer comer o resto. Tudo realmente se complica quando Sininho fica com muito ciúme de Wendy e quer prejudicá-la.


Eu tinha visto o desenho de Peter Pan faz tanto tempo, que só lembrava mesmo do Peter e da Sininho. Foi bom rever e lembrar minha infância. Foi bom também ver como a Disney cresceu com o tempo e, hoje em dia, os filmes só melhoram, inclusive os que mostram os clássicos.


Peter Pan é um grande clássico infantil. E só de ter um filme que mostre para mais pessoas essa história, já é válida. É claro que, como tudo que a Disney produz em desenho, romantiza demais a história, mesmo assim não perde completamente sua essência, podendo ter uma noção clara da história de Barrie.

No desenho, senti os pais das crianças diferentes. Parecem mais tranquilos (se essa for a melhor palavra) do que no filme e achei também a presença da cadela/babá Naná menos presente. Isso de alguma forma deixa de mostrar a importância dessa família para história. Os acontecimentos também são mais breves. Claro, o visual é diferente da escrita. Eu sei! Eu sei! Mas, por exemplo, o início do filme já é a ida de Peter na casa da família Darling atrás de sua sombra.

Outro fator muito diferente foram os personagens Peter, que no filme não parece tão prepotente, o que é de se esperar já que é um filme da Disney e sempre passa alguma lição, e o Gancho, que no filme é completamente mau, apesar de ter um lado cômico, que também acredito que a Disney tenha colocado para chamar mais atenção da história. Até o crocodilo que quer comer o Capitão Gancho no filme parece um tanto "pastelão".

Os personagens que se mantiveram bem próximos foram os irmãos Miguel, João e Wendy. Dentro do esperado numa adaptação, eles ficaram bem próximos. E o Miguel do filme dá vontade de apertar!
Sininho foi outra personagem bem próxima do livro. Ela continuou a fadinha que ama o Peter, morre de ciúmes de Wendy, que tem seu lado bom e seu lado ruim. No livro eu imagino pior, mas mesmo assim ainda acho que não se distanciou muito do texto original.

As aventuras vividas na Terra do Nunca e os Meninos Perdidos seguem a sequência do livro. O que muda mesmo é como Peter chega ao barco do Capitão Gancho. Mas isso eu já esperava que mudasse, pois, apesar do livro ser infantil, a cena não é simples. Até porque temos que ter em mente que o livro foi escrito em outra época. O final é que tem uma modificada para ficar com esse ar mais romântico dos desenhos.

Com o papel que a Disney tem, o desenho desempenhou muito bem. Peter mostrou ser uma criança feliz, que quer sempre ser essa criança feliz e que vive num lugar de faz de conta chamada Terra do Nunca. 



Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Resenha | Peter Pan - Especial Infantil



Sinopse: Peter Pan conta as aventuras dos irmãos Wendy, João e Miguel na ilha da Terra do Nunca. Numa noite, ao voltarem de um jantar na casa de um vizinho, o sr. e a sra. Darling se deparam com o quarto das crianças vazio. A sra. Darling já sabia o que acontecera: Peter Pan voltara para buscar a sua sombra e acabou levando as crianças embora. De fato, Wendy acordou com o choro de Peter em seu quarto. Descobriu que ele estava triste por não conseguir ter de volta a sua sombra (ele tentara grudá-la em seus pés com sabonete). Depois de ajudá-lo costurando a sombra à seus pés, Wendy é convencida por Peter a viajar com ele até a Terra do Nunca, pois ele lhe prometera fadas, sereias e muitas aventuras. Só que, além de sua companhia, Peter estava interessado em suas histórias e em seu papel como mãe. Pois ele faz parte dos Meninos Perdidos, garotos pequenos sem mãe nem pai. E o sonho dos meninos era ter uma mãe que cuidasse deles, contasse histórias e os pusesse na cama antes de dormir.

Persuadida por Peter, Wendy acorda seus irmãos e, depois de aprenderem a voar com o pó de Sininho, a fada amiga de Peter Pan, os três partem para a Terra do Nunca. Depois de dias e de muitas aventuras em pleno voo, eles alcançam a ilha e, a partir daí, passam a conviver com os seres que lá habitam: Meninos Perdidos, animais selvagens (inclusive um crocodilo que engoliu um relógio e que por onde ele passa dá para se ouvir um "tique-taque"), índios peles-vermelhas e, é claro, os piratas. Numa trama repleta de intrigas e alianças, esses grupos vivem se metendo em aventuras e confusões, sempre existindo uma briga na qual os Meninos Perdidos se metem.

Eu nunca tinha lido Peter Pan. Eu sei, uma leitura indispensável, mas que eu nunca tinha feito e, hoje, fiquei muito feliz por realizá-la. Ainda tinha na cabeça a ideia do desenho de Peter Pan da Disney e foi bom ver que a história me oferece muito mais.

Como todos sabem, Peter Pan, do autor J.M. Barrie é um grande clássico infantil. Poderia até ser considerado um grande clássico mundial. É tão cheio de coisas a se ensinar, que já começa nos dizendo que o início do nosso fim é aos 2 anos, pois é a idade que descobriremos que um dia deixaremos de ser crianças e passaremos a ser adultos. E, apesar de muitos dizerem que não veem a hora de serem adultos, a verdade é que no fundo ninguém quer deixar de ser criança.

Peter é a representação desse sentimento, dessa vontade de nunca perder a alegria, a vivacidade, a esperança, os sonhos de criança. E a partir da história dele, muitas pessoas conseguem enxergar como é bom e necessário viver essa fase da vida.

O que tenho para falar primeiro é da construção da família. Um homem preocupado com as finanças, uma mulher que consegue viver adequadamente naquela sociedade, três filhos programados e estudados para existirem, sendo usado até termos engraçados para mostrar suas chegadas, uma necessidade de prestar contas a sociedade, inclusive tendo uma babá – mesmo que esta seja a cadela Naná – já que todos têm um babá.

Sobre a Naná, é engraçada sua construção, pois ao mesmo tempo em que a gente sabe que é um cachorro, ela traz características e comportamentos humanos, como pensar e conseguir dar conta dos horários e necessidades de Miguel, Wendy e João.

Há situações no livro que também merecem destaque como: a mãe conseguir ver e organizar os pensamentos dos filhos. É como se ela conseguisse prepará-los para o que estar por vir e, ao mesmo tempo, se prevenir do que eles sentem e pensam. Outro ponto seria a sombra de Peter conseguir ser pega, dando a ideia que uma parte nossa pode ser "descolada" e viver separado, nos mostrando para o mundo. E por último, a questão da inocência das crianças. Peter Pan não tem noção do que é um beijo e Wendy consegue demonstrar o que é carinho através de metáforas.

Peter Pan é, inclusive, um personagem complexo, pois é criança, não sabe separar realidade de ilusão, mas é extremamente prepotente, mandão, com um espírito de liderança muito forte para uma criança, mas ao mesmo tempo brincalhão, com alegria, com educação. Ele é muito respeitoso com Wendy por ser menina, dando valor ao sexo oposto e, no fundo, demonstra muito carinho por todos que te cercam: Meninos Perdidos, índios, Fadas e Sereias. É a representação de que as crianças sempre são injustiçadas pelos adultos. Ele também se esquecia das coisas vivia e das pessoas que conhecia. Uma marca muito clara da infância. Com o tempo, a gente perde as memórias. E também sempre usava o presente e nunca o passado.

Algo que para mim foi muito bem elaborado no texto, foi a questão do Narrador dialogar com o leitor, deixando claro o que estava por vir. E a todo tempo a gente tem essa proximidade com ele, como se a gente entrasse mesmo na história, como se estivéssemos em cima de uma nuvem ao lado do narrador assistindo e comentando todos os fatos. Ele é tão presente, que apesar de torcer por Peter, ele sempre vê e se coloca na posição do Capitão Gancho também.

Outra personagem que pode surpreender – ainda mais as gerações mais novas – é a Sininho. Nos filmes feitos para ela, a fadinha é sempre muito boa, muito amiga, muito generosa. E de fato é o que esperamos das Fadas. No entanto, Sininho é ou muito boa ou muito má. Tem ciúmes do Peter enorme, um ciúmes de homem e mulher, nem parece que é uma criança e um ser sobrenatural. Isso, a meu ver, mostra que esses sentimentos são construídos em nós ainda pequenos, na nossa infância.

Aliás, Peter é "o rei da cocada preta", pois não só Sininho tem esse sentimento por ele, Wendy e a índia Tigrinha também compartilham desse interesse, paixão e ciúmes. Inclusive, Wendy, por ser a única menina do bando de Peter, sempre foi vista como mãe dos meninos e até mesmo do próprio Peter Pan. O mais engraçado é que ao longo da história, o menino que tem o papel de líder, passa a dividir o papel de filho de Wendy, mas de pai dos outros meninos, como se ele e a menina, mesmo crianças, fossem um casal.

O personagem do Capitão Gancho é muito interessante, pois ele não é de todo mau como aparece nos filmes. Ele tem um lado humano. Tem medo do crocodilo, não trata mal os outros piratas como esperávamos, tem motivos para não gostar de Peter, apesar de ser adulto, sempre caía nas brincadeiras de Peter Pan como "um patinho" e junto com os outros piratas, queria que Wendy fosse sua mãe como ela era para os meninos. Ele é mau? Mas tem seus sentimentos divididos também. Acho até que tem um pouco da representação do que somos hoje. Ninguém é completamente bom, nem completamente mau, mas muitas vezes escolhemos um lado e Gancho escolheu o de ser vilão.

É importante falar que ele, Gancho, sempre chegava aos meninos por eles não terem mãe. Como se ficasse claro a falta da família, dos princípios, das responsabilidades deixam rastros que podem ser encontrados e desvirtuados. Sobre os Meninos Perdidos, além da obediência quase militar a Peter, mesmo sem deixar de ser criança, o mais interessante deles é o fato de não lembravam o passado, mas lembravam de coisas como escrever. Achei interessante porque se lembravam de letras e números, mas não das pessoas que amavam.

Enfim, é um livro curto, com uma linguagem fácil, uma família tradicional, mesmo que com suas esquisitices, mas que está em volta de uma magia única. E o final do livro com essa presença do Peter Pan em muitas gerações dos Darling mostra como a ideia do livro é manter viva a alegria de ser criança. 

Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.
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