segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

1 filme por semana | 4/53: "A Onda"

Oi gente!! Tudo bem com vocês?

O filme da coluna de hoje é bastante diferente de todos que já resenhamos/indicamos aqui no Blog. Vamos conferir?




O autor Todd Strasser baseou-se em um professor de História dos Estados Unidos para escrever o livro de ficção "A Onda". A inspiração vem de Ron Jones, que transformou sua sala de aula, no ano de 1967, em uma ambientação do nazismo. 

Dennis Gansel baseou-se, então, no livro e adaptou-o para o cenário da Alemanha, tendo como professor o personagem Rainer Wenger. 

Neste filme intrigante e super inteligente, Wenger é incumbido pela direção da escola em que trabalha, de realizar um projeto com duração de uma semana em sala de aula, tendo como tema a "Autocracia".

A didática de Wenger é bem diferente dos professores tradicionais da escola em que lecionam, inclusive sua esposa, também professora. Adepto de uma Pedagogia transformadora e tocante, ele traz para sua sala de aula ensinamentos práticos que tornam-se cada vez mais visceral. O que ninguém poderia imaginar era a proporção que tudo tomaria.

Com a sala cada vez mais cheia de alunos interessados, as aulas de Autocracia ultrapassavam os muros escolares. O interesse, comprometimento e a união cada vez maior entre os jovens, conquistou o apoio dos pais, que passaram a ver resultados significativos em casa.

Todos unidos em um único propósito: acatar ao Sistema imposto. 

Deixado de lado o senso-crítico e sendo, cada vez mais, levado à agir conforme a maioria. 

Não é necessário raciocinar diante dos fatos apresentados, tampouco discernir entre o bem e o mal, o certo o errado. Até mesmo o "quero" e o "não quero" são postos de lado, uma vez que só é necessário - e obrigatório - seguir o que rege o líder.

E o que acontece quando se destoa desse Universo? O que acontece quando bate-se de frente com tal Sistema? 

Essa vertente é brilhantemente retratada pela personagem Karo, desde seu posicionamento, suas ações, até mesmo o figurino. Em um momento em que todo o grupo já tomado pela autocracia adota um uniforme para não destoarem entre si, vestindo uma camisa branca e uma calça jeans, Karo destaca-se no vídeo com blusas e casacos vermelhos. Enquanto trava uma luta desesperada para impor-se contra e, ao mesmo tempo, mostrar o quanto estão todos perdidos.

A união dos alunos neste projeto, levou alunos excluídos a encontrarem seu lugar junto aos outros. Alunos menos favorecidos a não sentirem-se diferentes dos demais. Tudo isso encantava ainda mais, fazendo com que todos sentissem cada vez mais pertencentes a um grupo e tornando a manipulação por parte do líder ainda mais fácil.

Trazendo a temática para os dias atuais, podemos traçar um paralelo (ou até mesmo uma linha tênue) entre a liberdade que tanto lutamos para ter, e a manipulação por trás de "ondas" que muitas vezes seguimos sem nem nos darmos conta.

O filme retrata de forma chocante o perigo das ideologias extremistas.

Recomendo a TODOS, sem exceção. E que nosso senso-crítico seja cada vez mais despertado!

Termino o filme cheia de reflexões. Tenho muito a repensar. Por ora, fico tranquila de afirmar que: Não a 'Je Suis Charlie', Não a #somostodosmacacos e qualquer outra coisa semelhante. Salvo às devidas proporções, assistam ao filme e entenderão! 

Comentário Vic:

Minha opinião como “suposto crítico”:

“A Onda” já se inicia com uma informação que pode impressionar quem conhece mesmo que superficialmente o tema do filme: Ele é baseado em fatos reais.

Rainer Wenger é um professor jovem e de estilo largado e descontraído, que deve trabalhar com seus alunos a Autocracia, embora esperasse a Anarquia como primeira opção de disciplina de curta duração. Em dúvida sobre como levantar tal assunto em aula para os, até então, desinteressados alunos, o professor decide demonstrar em sala o conceito de autocracia e os métodos fascistas que a compõem.

Na turma de Rainer, o movimento começa com o professor estipulando regras a fim de tornar os alunos disciplinados e obedientes. Proclamado como líder, Rainer segue instigando cada vez mais os alunos: Um nome é definido para o grupo (“Die Welle”, traduzido como “A Onda”), um símbolo, um uniforme, um cumprimento...

Através de cada pequena “imposição”, o professor vê o método funcionar, mas não as consequências, já que a experiência sai da sala de aula e se torna ideologia dos jovens influenciados. A Onda então se torna um movimento coletivo, que muda as características, opiniões e decisões dos membros que fazem parte dela em função de uma suposta ordem e união. A manifestação rapidamente se espalha pela escola e cada vez mais alunos decidem juntar-se ao grupo, que discrimina qualquer um que não faça parte dele.

Minha opinião como “pessoa que acabou de ver o filme”:

SENSACIONAL!!! JÁ QUERO VER DE NOVO!!! TEM MAIS?! VAI TER CONTINUAÇÃO?! PARTE 2?! :O

Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

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4 comentários:

  1. Oi :) Tudo bem?
    Assisti a esse filme na minha aula de Filosofia quando estávamos a tratar do assunto Dominar/Influenciar entre outras coisas e eu adorei. Achei bastante interessante e gerou uma enorme discussão na sala de aula com opiniões bem diferentes. Também aconselho bastante.
    Beijo
    www.fofocas-literarias.blogspot.pt

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    Respostas
    1. Oi Jessie! Tudo bem! :)
      Sou Pedagoga e, enquanto assistia ao filme, pensei justamente em uma repercussão que ele teria em sala de aula. É excelente para discutir vários assuntos.
      Bjoos

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  2. Oie, Eliza!

    Nunca assisti a esse filme. Parece bem interessante, me lembrou um pouco de um filme que meu professor certa vez indicou enquanto estudávamos o Nazismo. Acho que o filme pode ter sido esse, só não me recordo muito bem. Vou baixar!
    Tem post novo no Me Livrando. Aguardo com prazer sua visitinha. Já estou seguindo você.

    Com carinho,
    Celly.

    http://melivrandoblog.blogspot.com

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    Respostas
    1. Oi Celly! É bom possível que seja esse que seu professor sugeriu. Baixe sim. Ele está no Netflix também!

      Beijos!

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