terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sons do Brasil #8: PIAUÍ

Depois de um tempinho parado por motivos psicossociais técnicos, eu, Vic Lima, atendi o pedido de todos, e estou de volta para o delírio e bem maior de toda a nação! (WTF! o_O hauhauhauha)

Atrasamos algumas semanas do Sons do Brasil, mas nada que não pudesse ser resolvido, reorganizado e rearranjado!

Então, onde paramos mesmo? Programa #8 né?! Vamos logo ao que interessa! Tá no ar...



O estado escolhido de hoje faz parte da nossa querida região Nordeste. Limitado por Ceará e Pernambuco a leste, Bahia a sul e sudeste, Tocantins a sudoeste, Maranhão a oeste, e delimitado pelo Oceano Atlântico ao norte, o sorteado de hoje é riquíssimo em manifestações culturais.

Como o estado é relativamente grande, havendo vários tipos de clima, vegetação e relevo, é comum a variedade de culturas conforme o local. As manifestações culturais mais comuns são: Bumba-meu-boi, Cavalo Piancó, Congada, Samba de Cumbucaoda de São Gonçalo, Reisado, etc...

É óbvio que estamos falando do:

PIAUÍ!!!

Eu poderia encher mais linguiça falar mais desse estado lindo que é o Piauí para vocês, mas como diria o sábio e saudoso poeta Giovanni Improtta, "O tempo 'ruge' e a Sapucaí é grande", vamos sem mais delongas ao nosso top 10! o/

Pra inicío de conversa, quero trazer logo pra vocês o som alternativo de Sandro Moura! Se você acha que conhece muito da pegada alternativa e nunca ouviu esse cara, sinto em lhe dizer que você está enganado! Nem precisa falar muito... "Belas Cores", música de sua autoria, é tão top que já mostra o quão completo é esse artista!


Pra vocês que curtem algo mais pesado e underground, a boa e mais pedida desse top 10, é a canção "Words That Shout" da banda Scud! Completando 25 anos de estrada, a banda traz tudo que um bom e completo rock pede! Vem curtir!


Já se você prefere algo numa vibe mais relax, vai se deliciar com o som da banda Cabesativa! A canção "Sangue Derramado" é só uma amostra da pegada precisa e concisa desta banda de reggae piauiense!
  

Agora vamos para fazer uma analogia. Quantas vezes vocês acham que o pessoal que faz barzinho por ai, ouve o famoso bordão: "TOCA RAUL"? Com a galera da Clínica Tobias Blues, você nem precisa pedir... O Raulzito já é parte conjunta da banda! Sim, ouçam "Canceriano Sem Lar" e tirem suas conclusões!


Com uma ascendência incrível no mundo musical, temos uma volta da pegada "brega" nas músicas... E é isso que temos por hora na canção "Volúpia" da galera da Projeto Armazém! Com a participação do famoso sanfoneiro Beto Hortiz, e com um pequeno medley com o sucesso "Deixa eu te amar", do saudoso Agepê, essa pegada me lembrou muito as canções do Zeca Baleiro! Quem é fã, assim como eu, vai curtir bastante!


Por falar em lembrar canções, o estilo da banda Neanderthal que você vai poder ver abaixo, tem um 'quezinho' de Titãs! "Cunhado" foi uma das canções em que a banda apresentou durante seu pocket show da Oi Novo Som, e traz uma pegada rock muito top!


Quebrando um pouco, trago para vocês agora a doçura e peculiaridade leve da canção "Neguinha" da banda Bia e os Becks! Com um feat de Nadedja Leal, essa bossa nova da vocalista Bia Magalhães em parceria com Mário Araújo, vai fazer você viajar! É só deixar se levar...


Seguindo uma linha mais folk, temos por hora o som da banda Novos Xavantes! Canção que faz parte do seu primeiro ep lançado no ano passado, "Tudo Pode Parar" é tão apaixonante que não há como enjoar, mesmo que você ouça 18956427615 vezes seguidas! Apaixone-se também!


Estamos chegando ao fim de mais um top 10, restando apenas 2 artistas, e preciso confessar que deixei esses 2 por último porque me chamaram tanto a atenção quando ouvi à primeira vez, que eu tinha que deixar um lugar especial pra eles... Primeiro, o som de Danilo Rudah! "Inverso" foi a canção que me fez conhecer esse artista. Apesar de não ter milhares de elementos em sua formação, é tão comercial que eu acho que sua simplicidade é que traz isso! Ouçam aquii:


E encerrando mais um top 10, eu não poderia deixar de fora o indie alternativo da banda Validuaté, grande destaque da música piauiense nos últimos tempos! Eu conheci a Validuaté com o álbum "Alegria Girar" e até então me tornei fã assíduo! Trago pra vocês a canção "Eu Te Considerava Tanto" do EP "Este Lado de Cima", um dos mais recentes da banda!


É isso galerinha, encerramos por aqui mais um "Sons do Brasil"!

Pra vocês que não viram os episódios anteriores ou querem rever toda a galera que já passou por aqui, basta clicar em "Todos os posts do autor" logo abaixo na caixinha da minha descrição! Vocês serão encaminhados para a coluna musical e poderão achar tudo lá!

Até qualquer hora! 

Vlw, flw! o/

Sobre o Autor:
Liza Alvernaz | Vic Lima |  Facebook - Twitter - Soundcloud  |  Todos os posts do autor
Aspirante à aprendiz de músico. Pernambucano, Canceriano e há 21 anos fazendo e falando besteira. Aquele que entrou pela cota de "Copiloto, Sócio e Braço direito da Idealizadora do Blog".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

1 filme por semana | 7/53: "Maze Runner - Correr ou Morrer"

Oi genteee, tudo bem com vocês?

Sentiram falta do nosso "1 filme por semana"? Pois é... Tivemos alguns probleminhas e acabamos atrasando, maaas, não deixamos de assistir filmes e cumprir nosso desafio anual! Sendo assim, vamos atualizando vocês com nossas críticas e sugestões, mesmo fora do dia, ok? Perdoem-nos! ;)

O filme escolhido para a 4ª semana do desafio foi a adaptação da Saga Literária queridinha de muitos leitores: Maze Runner!




Eu já havia lido algumas resenhas e posts livres de spoilers sobre os livros, e de cara me despertou interesse. Adoro o gênero adolescentes fodinhas  aventura + distopia e realmente me envolvo com a trama.

Com este não foi diferente.

O filme começa com Thomas dentro de uma caixa que funciona como um elevador, chegando em um local aparentemente desconhecido e totalmente sem memória. Lá, ele é recepcionado por um grupo de adolescentes - todos garotos - aonde um líder lhe explica o máximo que pode sobre o local.

Nenhum deles sabe como foi parar ali, tampouco tem lembrança de sua vida anterior. O que sabem é que, uma vez ao mês, a mesma caixa que trouxe Thomas traz outro jovem que chegam nas mesmas condições. 

O lugar nomeado de Clareira, não possui nada além de uma vasta floresta e um imenso labirinto centralizado, que muda de posição a cada dia e abre e fecha seus muros em horários determinados. 

Para sobreviverem, os Clareanos se organizaram como em qualquer sociedade: dividindo funções e criando regras básicas de convivência. 

Uma das funções designadas é a de 'Corredores'. Apenas os jovens nomeados nesta função têm ordem para adentrar o Labirinto quando o muro se abre. Devem, então, percorrê-lo o máximo que puder, memorizando suas passagens e, retornando antes do muro se fechar, devem mapeá-lo em uma grande maquete. O intuito é tentar encontrar uma saída.

Mas nem tudo é tão simples. Caso algum Corredor não consiga retornar a tempo, tendo de passar a noite preso no Labirinto, sua morte é dada como certa. Já que à noite criaturas gigantescas e extremamente cruéis são soltas, tornando a sobrevivência de qualquer um impossível!

Thomas chega para interferir na rotina dos meninos. Sua curiosidade,  e inquietação com o motivo que os levaram até ali, o faz quebrar regras, ousar, esquematizar e, assim, desenrolar todo o roteiro intrigante, misterioso e muito inteligente.

A abertura de mais uma caixa que traz os jovens, e um bilhete anunciado ser a última vez, apimenta a trama, trazendo novidades e uma reviravolta surpreendente, deixando muitas pontas soltas para serem amarradas em um próximo filme!

Adorei o filme. Fiquei muito ansiosa para ler a Saga, que com certeza deve ser rica de detalhes que as adaptações sempre deixam passar. Achei as relações entre os personagens bem superficiais, e acabou ficando a dúvida se realmente são assim devido às condições em que se encontram ou se no livro é possível um envolvimento maior! 

Com certeza irei ler a Saga e, assim que o fizer, volto aqui para resenhá-la e apontar as diferenças.

E vocês, já assistiram? Conta pra gente o que achou!


Sobre o Autor:
Liza Alvernaz | Eliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

1 filme por semana | 6/53: "50 Tons de Cinza"



Sinopse: Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

E o filme mais esperado dos últimos tempos finalmente está nos cinemas. "Cinquenta Tons de Cinza", depois de mais discutido do que a lista do Oscar está encantando e desencantando muitos nas telonas. E olha que polêmica foi o que mais teve em volta dessa história: quais seriam os atores, quando começariam a gravar, quando seria a estreia, qual seria a classificação do filme, se seria 1 ou 3 filmes... Ufa! Deu pano para a manga. Assisti ao filme e gostaria de falar um pouquinho do que achei. Mas antes gostaria de falar muito por alto sobre os livros para conseguir explicar melhor minhas impressões sobre Dakota, Jamie e Cia.

Bom, admito, amo a trilogia. Foi o melhor livro que li na vida? Não, não foi mesmo. Foi o livro mais bem escrito? Longe disso, às vezes é até muito repetitivo. Foi o livro mais criativo? De modo geral, não. Foi com os melhores personagens? Grande personagem só tem um. Mesmo assim, volto a admitir, eu amo. Acho que foi porque li num momento em que ele começava a ganhar grande fama no Brasil e ainda não era um "boom" nacional. 

Não li porque tinha muito sexo de molhar as calcinhas e nem criei grandes expectativas só com a opinião das pessoas próximas de mim que tinha lido. Li despreocupada, de mente aberta, tentando não julgar aquilo que não conheço e sem me apegar a esse falso moralismo da nossa sociedade. De início, li por ler e no final das contas gostei muito do que "vivenciei" entre cinza, passando tons mais escuros até chegar à liberdade. Gostei da forma como a história envolveu meus sentimentos, me fez pensar, me fez ter reflexões e me encantou com seus defeitos e qualidades. Muitas vezes a "arte" é assim, ela te conquista de maneira que você nem consegue explicar. É um livro diferenciado, sem sombra de dúvida, porque faz uns amarem de paixão e outros odiarem. E em minha opinião é essa a maior graça dessa história toda.



De acordo de como o livro soube mexer comigo em muitos aspectos, foi inevitável que criei expectativas sobre o filme de início. Queria que ele tivesse estreado 6 meses depois que terminei de ler, que o Matt Bomer fosse meu Grey e que o filme tivesse 5 horas para ter todas as cenas do livro. Mas, a gente sabe que não é possível. Nunca é possível. 

Qualquer filme tem uma leitura diferente de qualquer livro. São maneiras diferentes de passar ideias e conteúdos, logo precisam ser diferentes na hora de nos atingir. Já sofri muito por querer que seja igualzinho. Hoje já não me preocupo mais com isso. Os filmes são baseados em livros. Se o livro é uma base significa que não são cópias. Fico feliz quando mantém a ideia da história. Modificações são necessárias para tornar a sequência de imagens mais dinâmicas e trazer os personagens para o roteiro proposto.

É claro que vamos comparar. É inevitável não fazer isso, inclusive. Eu comparo, vocês comparam, todos comparam. Isso é do ser humano. Até porque ao vermos o filme corremos o risco de lembrarmos do livro, aí é claro que vamos ver que a cena está diferente, que as características dos atores não são bem aquelas, que os lugares não apareceram iguais, que a cena que a gente tanto gosta não está incluída no longa e que aquele beijo de tirar o fôlego, puuuuuxa, não foi o que imaginei. Isso é bom. É positivo. 

Só não pode virar uma crítica desnecessária.

Por isso, admito mais uma vez, gostei muito do filme. Tem cenas modificadas, senti falta de 2 cenas do livro que queria muito ver no filme e não vi, mas posso dizer que a sequência da história está todinha no filme e de maneira correta. Temos alguns lugares muito bem feitos de acordo com o que foi descrito pela autora, amei a trilha sonora e fiquei satisfeitíssima com a Dakota como a Anastácia. E olha que quando vi a atriz achei que ficaria horrível. Porém, ela vestiu a camisa e dentro do esperado se saiu muito bem.

O Grey eu não achei tão parecido. Eu esperava mais. Mas não por incompetência do ator em si. Ele é lindo, é talentosíssimo e eu não tenho dúvidas disso porque já vi outros trabalhos dele. Foi culpa mesmo do roteiro que não deu o tom mais exato do personagem. 

Achei a atriz que faz a Kate, melhor amiga da Anastácia, velha para a personagem e senti muita falta de uma participação um pouquinho maior de alguns personagens secundários e de algumas cenas da Ana sem o Grey. Afinal, ela tem uma vida sem ele e isso se mostra no decorrer da história. Posso estar enganada, mas pode prejudicar um pouco o próximo filme (mas estou torcendo para que não aconteça). Esses são os pontos negativos para mim.

Cinquenta Tons de Cinza, o filme está mais romantizado e acho isso bom para que pessoas que não leram ou não gostaram/se apegaram ao livro possam ter uma outra ideia da história e quem sabe vir até a gostar dela. E quero parabenizar as cenas de sexo. Não são muitas como no livro, mas são muito bonitas e bem feitas. Soube demonstrar o teor explorado no enredo. Meu último parabéns vai para Jamie Dornan, que faz Christian Grey, por sua linda bunda. Cuida muito bem do corpo, que continue assim! (hahahahaha foi só para descontrair mesmo).

Em suma, depois de tanto esperar, especular e ansiar, "Cinquenta Tons de Cinza" me deixou muito feliz e satisfeita. Já estou ansiosa para ver "Cinquenta Tons Mais Escuros" nas telonas em 2016.



E vocês, já assistiram? O que acharam? Conta pra gente!



Sobre o Autor:
Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Resenha | O Palácio de Inverno (John Boyne)

Editora: Companhia das Letras Páginas: 456

Sinopse: Na primeira vez em que alterou o curso da história, em 1915, o então jovem camponês russo Geórgui Jachmenev conseguiu impedir um atentado à vida do grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar. Esse involuntário ato de bravura acaba por assegurar a Geórgui um lugar de honra na corte de Nicolau II, que o nomeia guarda-costas pessoal de seu filho, o também adolescente Alexei Romanov. Em 1981, agora cidadão britânico e funcionário aposentado da biblioteca do Museu Britânico, o octogenário Jachmenev, enquanto vela pela saúde da esposa Zoia, que vive os últimos estágios de um câncer devastador, deixa a memória flutuar, recordando aleatoriamente os fatos de sua vida, grande parte deles ligados diretamente a eventos históricos que transformaram o século XX. Rasputin, Winston Churchill, um amigo de Charles Chaplin, o último czar russo e outros personagens históricos de vulto misturam-se às pessoas comuns do imaginário de Jachmenev, à medida que sua memória vai aproximando os dois momentos mais importantes de sua vida, aquele em que conquistou o amor de sua vida e aquele em que está prestes a perdê-lo de forma definitiva.

"Será que pelo menos notavam a extrema beleza da obra, ou aquele delicado esplendor lhes passaria totalmente despercebido?"

As reflexões de Geórgui são um deleite para nossa sede de conhecimento!

Analisando sua vida, às vésperas de perder seu grande amor, ele nos sugere um mergulho na história da Rússia, na época do csar Nicolau II e da Revolução que derrubou o regime autocrata no país, levando Lênin, e o Partido Bolchevique, ao poder.

A vida de Geórgui começa a ser narrada em 1981, quando ele está idoso e prestes a perder sua esposa. Suas lembranças começam em 1915, aos seus 16 anos, quando ele era apenas um adolescente pobre que vivia no povoado de Cáchin.

Um dia, um membro da família Romanov (a família imperial), Nicolau Nicolaievich grão-duque, passa pelo povoado, e a vida de Geórgui é completamente transformada.

O adolescente é enviado ao Palácio de Inverno, em São Petersburgo e começa a trabalhar como guarda do futuro czar, Alexei, que possui 11 anos e é rodeado de cuidados por toda a família.

Assim, começa a história de Geórgui, vagueando por diversas décadas de sua vida, contando com paixão e detalhes suas aventuras e desventuras, dentro e fora do Palácio.

Nos envolvemos com toda a história que se mostra absolutamente interessante desde a primeira linha de leitura.

O romance tem aquele poder de nos contar coisas tão importantes para a história mundial, nutrindo nosso intelecto, enchendo-nos de sabedoria.

A narrativa é incrível, fluindo com facilidade e nos envolvendo em seu emaranhado de fios soltos nos deixando ansiosos quanto ao desfecho.

Em certos momentos, ele interrompe uma passagem para dar espaços para outro período de sua vida, nos deixando completamente curiosos e agitados com a sensação de que existe tanto a ser dito, tantas explicações a serem dadas a nós, mortais leitores, que temos a terrível sensação de que terminaremos a leitura repletos de dúvidas e fios soltos.

Mas então, o autor amarra todas as pontas como se costurasse uma peça de roupa, e terminamos a leitura com a sensação de que fomos contemplados com uma obra de arte! Uma bomba de conhecimento que não apenas nos ensina, mas nos desperta a sensibilidade e empatia por um povo!

O Palácio de Inverno, chega a ser quase que um conto de fadas, senão fossem as desgraças e a realidade batendo à porta da ficção escrita por John Boyne.

Uma das peculiaridades do autor, é essa magia que ele possui em sua narrativa. Em 2008, eu o conheci no livro O Menino do Pijama Listrado. E posso garantir que a sensação em ler O Palácio de Inverno, foi a mesma. Ficamos fascinados com a suavidade que ele descreve os fatos, ficamos ansiosos com o desfecho, mas nos deliciando com cada frase! Não se trata apenas de um belo final, mas de uma leitura incrível desde a primeira página. Nos prendendo e fazendo-nos sonhar com tudo que lemos antes de dormirmos, tamanha é sua habilidade de transformar suas descrições em realidade no nosso mundo fantasioso e imaginário.

Conseguimos ver tudo que ele descreve, conseguimos nos transportar para dentro do livro como se realmente estivéssemos vivendo tudo aquilo. E é claro que essa habilidade, torna suas histórias inesquecíveis!

E sou muito grata por existir um John Boyne, que através da leveza e da sabedoria nos banha com conhecimento!

"A vida traz momentos curiosos de alegria e prazeres inesperados!"

Sobre o Autor:
Liza Alvernaz | Pit Larah |  Facebook - FanPage - Projeto  |   Todos os posts do autor
Autora do livro "Tribo do Amor", estudante de Pedagogia, dona da fanpage "Da tribo do amor" e idealizadora do projeto "Clube Literário Palavras ao Vento". Valenciana de coração, hiperativa por natureza, viciada em livros e séries, exageradamente intensa, um verdadeiro desajuste!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Resenha | Uma vida para sempre (Simone Taietti)

Sinopse: Ethel diz estar morrendo. Contudo, não afirma isso apenas em razão de sua doença. Talvez a única certeza de nossa existência seja a morte, o fato de que ela chega para todos. Mas nem por isso deixa de ser a maior incógnita da vida.
Em um hospital, em meio à dor das histórias dos pacientes, Ethel encontrou amigos. Entre passeios em cemitérios, frequentando velórios e enterros de estranhos, ela tenta preparar a si e aqueles que ama, para o que parece estar ali tão próximo, o fim. Entretanto, não esperava enfrentar algumas surpresas que a fizessem duvidar de tal preparação.

As estatísticas ruins, a inexorável passagem do tempo. Onde reside a lógica disso que nos arranca pedaços, da súbita inexistência do que outrora era vívido e pulsante? Um corpo que jaz. Palavras que se perdem. A finitude de tudo o que é tão belo talvez seja a maior dor do mundo.

Uma vida para sempre é um compilado de desejos, pensamentos e dias.


Quanto dura o para sempre?


Ethel descobriu.

Editora: Novo Conceito Páginas351

Quando comecei a ler o livro não tinha a intenção de me surpreender, não me preocupei em ter emoções forçadas ou buscar sentimentos que não sentia. Peguei para ler por ler, sem criar expectativa, sem saber realmente no que daria. Se não tinha a pretensão de surpresa, posso dizer que foi uma das melhores que tive na minha mania incansável de ser leitora. Para quem não esperava por nada, eu ganhei tudo! Tudo mesmo que um ótimo livro é capaz de proporcionar e estou até agora emocionadíssima e cheia de muitos bons sentimentos que verdadeiramente senti.

De início, no começo da leitura, tive medo de ser tão parecido com "A Culpa é das Estrelas" ao ponto de eu não achar uma nova identidade. Entretanto, apesar de uma temática tão próxima, nem de longe chega a ser tão parecido. É mais profundo, mais reflexivo, pois não faz ter uma reflexão só de doenças graves e a morte. Faz você ter reflexões muito maiores sobre a vida e como, por mais que vivamos 100 anos, sempre será pouco para amar, estar perto, aproveitar, lutar, vencer e viver intensamente. Mas o que parece um problema, na verdade vira solução. Você passa a perceber que pode ser pouco tempo, mas mesmo assim tem que ser vivido e só depende de nós mesmo que isso seja feito da melhor maneira possível.

Se "A Culpa é das Estrelas" me fez pensar, refletir, me emocionar, me questionar, posso dizer seguramente que "Uma vida para Sempre" me fez fazer tudo isso, mas triplamente. E isso é gostoso. É aquilo que podemos chamar de leitura gratificante. Achei que tinha entendido a frase de John Green "A dor precisa ser sentida", mas me enganei. Somente este livro me fez entender de verdade o que isso quer dizer e como realmente precisa ser sentida.

É um livro triste? É! Mas é belo, é comovente, é libertador, é envolvente, é para sempre. E só quando você passa por experiências de leituras como estas é possível perceber como a tristeza tem seu lado lindo e puro. Não que ser feliz não seja melhor. É! Contudo, a tristeza te traz ensinamentos que nenhum outro sentimento é capaz de te dar. Ela te mostra pedaços seus que você não enxergava. Ela faz você libertar um lado seu que pode ser surpreendente de forma positiva. Ela pode ser calma ou revoltada como a onda da mar. E afinal, esta não é uma cena linda?

Ethel e Vitor vivem como uma onda do mar. E somente quando se dão conta que podem ajudar a tantos "banhistas" desse mar é que encontram sentido para seus sofrimentos. São inteiramente humanos aos rirem, chorarem, se perderem, se encontrarem, se arrependerem, se alegrarem, se amarem e desejar o limite. Não trata-se de um procurando salvar o outro – como de costume em livros deste tipo – mas sim se salvarem todos os dias e não é da doença em seus organismos, é da doença chamada humanidade. Eles são parceiros, amigos, cúmplices, amantes, leais. E olha que estamos falando de duas pessoas muito novas e por isso mesmo estes personagens merecem muito respeito. E eles mudam! Mudam seus amigos, familiares e comunidade. Mudam eles mesmos. E mudam muito. Mudam para melhor.

Muito além de uma história de doença ou de amor, é uma história de amizade, mostrando que podemos fazê-la onde menos imaginamos, em qualquer idade, em qualquer circunstância, a qualquer momento, em bons e maus dias, na infância ou no fim da vida e que elas podem sair para nunca mais voltar, ou retornar como se nada tivesse mudado. Mostra como realmente é um sentimento lindo e que tem tudo a ver com viver e construir uma linda história.

Simone, quero muito te dizer que estou realmente comovida até agora com seu livro. E quero mais ainda ficar assim cada vez que eu lembrar, falar ou lê-lo de novo. Obrigada por essa obra tão simples, bonita, cheia de lições e aprendizados. Obrigada por esse final diferente, surpreendente e cheio de esperança. Obrigada por estes (poucos, mas verdadeiros) dias de envolvimento com Ethel, Vitor e seu verdadeiro caso de amor.

Aos leitores só posso dizer que vocês precisam ler esse livro. Qualquer coisa que eu venha falar agora para convencê-los é pouco para essa obra. Venham sentir!!!




Sobre o Autor:
Liza Alvernaz | Natalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Sorteio | Resultado

Bom dia!!! Tudo bem com vocês?

Chegou a hora de conhecer o (a) vencedor (a) do Sorteio que realizamos em parceria com o Blog Três Leitoras! VEM!!!

Após o sorteio, conferimos todas as regras e confirmamos que tudo havia sido cumprido!

O número sorteado segue abaixo:


Mas quem será o (a) felizardo (a)??


Parabéééns Naiane!!!

Um e-mail foi enviado pela equipe do Três Leitoras e você tem até 48h para respondê-lo! Caso contrário, um novo sorteio será realizado!

E você que não conseguiu desta vez, não fique triste, pois, em março tem mais sorteio por aqui!!

Beijinhos e até a próxima!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

1 filme por semana | 5/53: "Caminhos da Floresta"



Saí do cinema com várias sensações. É um filme diferente. Um conto de fadas com muita realidade. Uma história encantada que mostra os desencantos que existem na vida.

Como no Brasil não temos o hábito e gosto pelos musicais, acredito que muita gente não vai gostar porque é um musical beeeeem musical mesmo. São muitas músicas. Ao ponto de a primeira meia hora do filme (mais ou menos) os diálogos serem todos através de canções. A minha sugestão é: insista! Apesar de ser cansativo esse gênero, o filme é bom.

Primeiro porque reúne várias histórias conhecidas de uma maneira muito inteligente e muitas vezes divertida. Ri muitas vezes ao longo do filme. Segundo porque o final feliz esperado é só a metade do filme. A situação tem reviravolta que é justamente a ponte para chegar ao verdadeiro "final" feliz. A terceira característica, que faz o filme ser tão interessante, é mostrar que personagens encantados não são tão perfeitos assim e nem tão diferentes de nós. Por último, as ligações que são passadas: todos erramos e acertamos, todos temos lados bons e ruins, todos temos momentos bons e ruins, a união faz a força sim e as crianças são a consequência da sua família e do meio que vivem. Cuidado com as palavras e as ações para elas e com elas.

Enfim, é uma história instigante, engraçada e com muitas entrelinhas. Precisa ter mente aberta e um pouco de paciência. Fica a dica de mais uma grande história!




Sobre o Autor:
Liza Alvernaz | Natalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
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