sexta-feira, 27 de março de 2015

Resenha | Cidades de Papel (John Green)

"Cidades de Papel" - Autor: John Green - Editora: Intrínseca - Páginas: 304

Olá, pessoal! Entrando no clima de divulgação do filme CIDADES DE PAPEL, que será lançado em 16 de Julho de 2015, resolvi dividir com vocês meus Sentimentos Literários sobre esse livro.


O título original é Paper Towns, o filme foi dirigido por Jake Schreier e com Nat Wolff (interpretando Quentin) e Cara Delevingne (interpretando Margo).


Nat Wolff é o mesmo ator que interpretou Isaac em A Culpa é das Estrelas, mas esse é o único ponto em comum entre as duas obras.


Sinopse: Cidades de Papel - Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

"Cidades de Papel" é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

Não tem como não sentir uma saudade imensa da adolescência lendo esse livro. Todas as esquisitices e palhaçadas que vivemos nessa fase, vista de uma forma nostálgica, faz com que nossos corações deem pequenos saltinhos em cada situação narrada por Quentin.

É um livro leve e delicado, mesmo se tratando de um mistério adolescente.

"Meu coração está acelerado — falei.
— É assim que a gente sabe que está se divertindo —"

Com essa literatura, nos damos conta da dimensão dos estragos que o mundo atual anda deixando em cada um de nós. Percebemos que projetamos nos outros tantas expectativas, que deixamos de enxergar quem cada um é de verdade. Estamos a todo tempo querendo que nossos amigos sigam nossos conselhos, ou que sejam tão incríveis como os imaginamos. E quando percebemos o quanto eles são reais, e tão parecidos conosco, não aceitamos a realidade, nos frustramos.

Você sabia que na maior parte de toda a história da humanidade a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? Você podia contar com mais ou menos uns dez anos de vida adulta, certo? Não havia planos de aposentadoria. Não havia planos de carreira. Não havia planos. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para a faculdade.

E por outro lado, estamos sempre buscando ser pessoas de papel, dobráveis, lindas, e perfeitas perante todos. Mas quando estamos sozinhos, finalmente podemos ser nós mesmos. A maioria das pessoas, insistem em ser quem querem que elas sejam. E na realidade, isso é tão cansativo!

Pessoas de verdade, choram, se irritam, brigam, têm dias ruins, dias que não querem passar maquiagem, períodos que não se importam em engordar, e tudo bem sair com o cabelo feio de vez em quando. Tem dias que a gente só quer ser a gente mesmo. Genuinamente. Tem dias, que a gente não quer ser incrível, e quando percebemos que é impossível não ser notado, preferimos nos isolar.

...daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão por possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também.


O livro é cheio de frases de efeito! Tratando da busca de Quentin por Margo que resolve fugir de casa, deixando pistas para que ele a encontre... sqn!

Muito legal o livro... um alimentador de almas!


Como todos os leitores desse livro, fiquei um pouco frustrada com o final. Porém, a leitura é tão deliciosa, tão instigante e leve, que vale a pena cada minuto dedicado. O final, é o de menos.

Aguardo ansiosamente pelo filme.


Sobre o Autor:
Liza Alvernaz | Pit Larah |  Facebook - FanPage - Projeto  |   Todos os posts do autor
Autora do livro "Tribo do Amor", estudante de Pedagogia, dona da fanpage "Da tribo do amor" e idealizadora do projeto "Clube Literário Palavras ao Vento". Valenciana de coração, hiperativa por natureza, viciada em livros e séries, exageradamente intensa, um verdadeiro desajuste!

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