sexta-feira, 22 de maio de 2015

1 filme por semana | 15/53 : Meu primeiro amor

Olá!!! Vocês já sabem que quinta é dia de "1 filme por semana"... Mas não sabem ainda que fizemos algumas alterações nessa coluna. Agora, além de vermos 1 filme por semana e contar sobre ele aqui pra vocês, também iremos seguir uma lista pré-definida de um desafio de filmes que encontramos na internet. Não consegui encontrar quem criou o desafio então, se alguém souber, conta pra gente nos comentários, por favor!

Nos revezamos e cada autor aqui do Blog ficará com um tema por semana. O primeiro tema é:

"Reveja um filme que lembre a sua infância" e o filme escolhido foi: "Meu primeiro amor" 




Sinopse: Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), uma garota de 11 anos, é obcecada com a morte, pois sua mãe morreu e seu pai, Harry Sultenfuss (Dan Aykroyd), é um agente funerário que não lhe dá a devida atenção. Vada é apaixonada por Jake Bixler (Griffin Dunne), seu professor de inglês, e no verão faz parte de uma classe de poesia só para impressioná-lo. Paralelamente é muito amiga de Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), um garoto que é alérgico a tudo. Quando Harry contrata Shelly DeVoto (Jamie Lee Curtis), uma maquiadora para os funerais, e se apaixona por ela, Vada se sente ultrajada e quer fazer qualquer coisa que estiver em seu poder para separá-los.

Quem nunca teve um amor de infância? Mesmo aqueles mais bobinhos, mas que ainda arrancam sorriso do rosto ao lembrar da pureza e da inocência divertida daquele momento? Quem nunca teve um grande amigo de Infância, capaz de marcar a sua vida inteiramente, mesmo que esse já não esteja nela? Acho que todo mundo, ou quase todo mundo. Este filme fala justamente da junção desses dois elementos: o amor tão ingênuo, mas gostoso da infância e do amigo querido que viveu, marcou e jamais sairá da sua história.

Vada e T.J. são inseparáveis. Amigos desde sempre (pelo menos é a impressão que o filme passa), estudam, se divertem, passam os dias e horas, as incertezas, gostosuras e desgostos da infância juntos. Os verdadeiros amigos do peito. Eu diria até da alma. Ele atura o jeito mandão de Vada e ela o atura com todas as suas alergias. O que parece uma história boba, vira uma história muito singular.

A menina sofre com a perda muito prematura da mãe - que morreu no seu parto - e as dificuldades que é ser criada só pelo pai e tio - pois a avó já é muito idosa. Seu pai é um homem de negócios, voltado totalmente para sua funerária. Não chega a ser um pai ruim, mas também não é dos mais carinhosos. Mesmo assim, é o que ela tem e, por isso, ela preza por sua família. Com a chegada da maquiadora Shelly tudo muda. O coração do pai antes tão endurecido pela vida volta a se derreter e as emoções de Vada ficarem instáveis. O que faz com que T.J. mais uma vez mostre sua grande e fiel amizade.

Para tentar mostrar a maquiadora de quem é a família, a menina passa a tentar de tudo, inclusive, se espelhar na própria Shelly ao cismar em conquistar seu professor, por quem é apaixonada. Outro ponto também muito marcante de muitas infâncias. Afinal, quantos de nós realmente acreditamos na primeira fase da vida que aquela pessoa já adulta é o amor de nossas vidas e que um dia ficaremos juntos para sempre? 

Só que em meio a toda essa confusão emocional, Vada acaba tendo um perda irreparável e insubstituível. Aquele a quem ela mais confiava, guardava, talvez até amada se foi sem se despedir, sem que ela pudesse dizer em palavras o quanto ele era muito importante para ela. T.J. vai deixando um lugar no coração dela como amigo, companheiro, confidente e um grande amor. Parece até estranho falar disso ao se tratar de duas crianças, mas é exatamente assim que acontece, de uma forma leve, fácil e muito simples. Às vezes, na vida, não temos tempo de dar valor a quem merece nosso melhor. E, sem sombra de dúvidas, a "despedida" de Vada e T.J. é uma das cenas mais lindas, tristes e comoventes que eu já vi num filme.

Por incrível que pareça, é também a perda de seu melhor amigo que faz Vada perceber as pessoas e amadurecer alguns sentimentos, deixando de lado tudo aquilo que a atormentava e consumia. É uma história de amor, amizade, resgate, lições, família, esperança, valores. É uma história digna de um Primeiro Amor.





Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

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