segunda-feira, 11 de maio de 2015

Desafio Literário #2 | 01/03 - Resenha | Poliana (Eleanor H. Porter)

Olá, tudo bem com vocês? Essa semana iremos apresentar a segunda 'leva' das resenhas do nosso Desafio Literário.

Quando fui desafiada a ler um livro de algum autor com a mesma inicial do nome que eu, não sabia qual seria minha escolha mas tinha uma certeza em mente: ele sairia da minha estante, da lista de "não lidos". Sendo assim, minha primeira opção foi "O morro dos ventos uivantes", da Emily Brontë, que há algum tempo aguarda para ser degustado.

No entanto, organizando uma antiga estante aqui de casa, encontrei muitos livros dos tempos de criança, dentre eles, "Poliana", da Eleanor H. Porter. Livro que eu, inclusive, já havia lido lá por volta dos meus dez anos de idade. Como as únicas coisas que eu me lembrava dele eram que Poliana era uma menina muito otimista e que era um livro gostoso de ler, resolvi relê-lo para o desafio. E assim veio minha surpresa...

Antes de apresentar minhas sensações e opiniões, vamos entender quem de fato é Poliana.




Publicado originalmente em 1913, Poliana conquistou o mundo por tratar-se de uma história emocionante e cheia de inspiração.

Órfã ainda na infância, a menina fica sob os cuidados de algumas senhoras, até que sua tia Paulina manda buscá-la para que possa morar com ela. A ideia de virar tutora de Poliana não lhe agrada. No entanto, a mulher decide encarar seu dever e fazer o que considera o certo.

Manda preparar um quartinho escuro e simplório no sótão da casa e, sem qualquer carisma ou simpatia, recebe a menina.

Já nos primeiros momentos, Poliana demonstra que esperava um quarto bem diferente pois, mesmo sendo pobre e acostumada com "pouco", a menina tinha outros sonhos em relação a casa da tia.

Aborrecida em seu quarto sem cortinas e tapetes, Poliana lembra-se de imediato que deve procurar motivos que lhe deixem feliz, afastando completamente qualquer tristeza que venha lhe perturbar.

O hábito de buscar em sua mente algo que lhe faça sorrir sempre que bata uma tristeza qualquer, trata-se de um jogo ensinado no passado por seu pai, nomeado de "Jogo do Contente". Poliana explica que devemos sempre nos contentar com o que a vida nos oferece, lembrando sempre que algo poderia ser pior, ou que alguém pode, naquele mesmo momento, estar passando por uma situação mais difícil que nós. O Jogo sempre funciona na vida da menina e, sendo assim, ela não hesita em ensiná-lo a todos que conhece, começando pela governanta de sua nova casa, Nancy.

Poliana vai conhecendo os moradores da redondeza onde está morando, ensinando a todos o tal Jogo, cativando até os mais sisudos com sua simpatia, otimismo e bondade extremos.

A personagem mais difícil de se atingir é a tia. Que marcada por dores do passado, encontra-se sempre fechada para a menina.

O livro é basicamente isso. Não adianta esperar uma grande reviravolta, porque até o "ápice" do livro é manjado e nada surpreendente. E não digo isso por ser uma obra antiga que todos já conhecem pois, como eu disse, não me lembrava de nada dela!

Todo o otimismo e insistência em ser alegre de Poliana me cansou ao invés de inspirar. Na metade do livro eu já queria que a protagonista morresse. Diálogos do tipo: "Fique feliz por ter as pernas quebradas, pior seria se você não pudesse andar" são ditos pela menina ao longo do livro e eu já não aguentava mais essa narrativa quase sempre repetitiva.

Não desmereço a importância da obra pra Literatura mundial, de forma alguma. Tampouco tenho a ousadia de desclassificá-la como uma das maiores personagens já criadas, levando em consideração a época e tudo que ela representou. Mas talvez a maturidade tenha me tirado a paciência e sensibilidade de criança... Fato é que Poliana foi uma leitura chata por demais e eu espero não me esquecer disso para não correr o risco de voltar a ler daqui uns anos!


E vocês, já leram Poliana? O que acharam?



Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

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