quinta-feira, 25 de junho de 2015

1 filme por semana | 20/54 : (The Normal Heart)




Sinopse: 1981. Uma doença misteriosa se alastra pelos Estados Unidos, com alto grau de mortalidade: cerca de 50% dos infectados acabam falecendo. Como a imensa maioria é homossexual, ela logo é apelidada de "câncer gay" e, por preconceito, não recebe a devida atenção do governo norte-americano. Decidido a fazer com que as pessoas tomem conhecido sobre a epidemia causada pela AIDS, o escritor Ned Weeks (Mark Ruffalo) decide ir aos diversos veículos de comunicação para falar sobre o tema. Entretanto, a raiva contida em suas declarações assustam até mesmo seus colegas na organização não-governamental que presta auxílio aos infectados. Ao seu lado, Ned conta apenas com o apoio da médica Emma Brokner (Julia Roberts), que também está alarmada com a gravidade da situação.


A ideia era um filme que pudesse me fazer chorar. Bom, esse filme cumpriu o papel com louvor. Que filme é esse? Sensacional e intenso o define muito bem. Já entrou na minha lista de filmes favoritos, muito amor envolvido, vejo 100 milhões de vezes.

É um filme que fala de temáticas muito fortes: a AIDS e a homossexualidade. Acho que quem não pegou o início do surto da doença não tinha noção de como realmente transformou o mundo. Eu não tinha e me comovi de verdade ao ver como, se hoje essa doença faz o estrago que faz, naquela época foi muito, muito pior. A AIDS era devastadora, deixava marcas, matava em pouquíssimo tempo, gerava preconceito, dor e o pior é que muitas pessoas não ligavam para isso. Por que não? Simples: era considerada uma doença de homossexuais.

Como eles próprios acreditaram durante um tempo nisso, lutaram muito para que pesquisas fossem feitas, para que uma atitude fosse tomada, para que as pessoas os enxergassem e não os deixassem morrer. E mesmo depois de se ter conhecimento que heterossexuais também poderiam pegar AIDS, suas lutas continuaram firmes e fortes.

Essas pessoas que lutaram são representadas por essa organização não-governamental, que buscam auxiliar, ajudar, esclarecer e ter incentivos para que algo seja feito: uma pesquisa, remédios, ajuda psicológica, liberação de verba para cuidar desses doentes, algo que possa vir a salvar a vida de milhares de pessoas. Dentre eles há um que é mais explosivo, por assim, dizer. Ned não tem "papas na língua" e fala exatamente o que pensa, o que quer e o que as pessoas precisam ver. Só que isso causa problemas. O cara é do tipo sincero demais, cheio de ideais e vontade de lutar e isso acaba assustando e fazendo com que a ONG tenha inimigos.

Em minha opinião, o Ned é um cara um pouco agressivo sim, mas era uma agressividade que o contexto pedia. Nada estava sendo feito e nada teria sido feito por muito mais tempo se esses homossexuais não lutassem por suas vidas. Então, para mim, apesar da fala alta e rude, ele foi papel importantíssimo para que o governo americano abrisse os olhos, sendo, na verdade, até um pouco injustiçado, já que esteve sempre de corpo e alma nesse ideal.

Obviamente que no meio dessa luta, Ned conhece o grande amor da sua vida, Felix, que acredita realmente que o namorado pode ajudar e muito nessa causa e o apóia constantemente para que a AIDS deixe de ser um grande símbolo de perda e desconforto. Tem uma cena lida de sexo entre eles, que deve ser vista sem pudores. Mas, como nem tudo são flores, Felix aparece com a doença e Ned passa a ter um motivo a mais para que algo mude e a doença passa a ser pesquisada. 

Sinceramente, é um dor enorme ver Felix passar por todos os estágios da doença. Pior é ver como era mil vezes pior do que é hoje. Pior ainda era ver que realmente nada estava sendo feito por puro preconceito. Felix e Ned entraram para minha listinha de casais maios lindos e incríveis. A gente torcia muito por eles e confesso que rezei o filme todo para que ele se curasse e eles vivessem felizes para sempre.



Inclusive, quero aproveitar para dizer que Matt Bomer estava simplesmente fenomenal nesse livro. Que ele tem muito talento, estou cansada de saber, mas tive receio sim que por ser homossexual assumido, no seu primeiro papel como gay (até onde sei foi o primeiro, mas não posso afirmar com certeza) deixasse a desejar. E o que ele fez? Arrasou! Mostrou que é verdadeiramente um excelente ator, pronto e maduro para qualquer papel. Mereceu todos os prêmios que ganhou pelo papel e merecia até is que não ganhou. Muito amor por Felix!!!

Também queria deixar registrado que sou muito fã não só do ator Matt Bomer, mas da pessoa Matt Bomer. O quanto ele é corajoso, caridoso, extremamente família, educado, simpático e humano. Se hoje eu respeito e admiro muito mais os homossexuais, devo muito a ele por isso, pois mostrou como família não tem padrão, ela tem que ser feliz, que a gente tem sempre que ajudar o próximo, que glamour na vida artística não é tudo e que respeito com os outros é obrigação. Se todos no mundo fossem metade do que Matt Bomer é, realmente o mundo seria muito melhor.



Outras três representações eu queria elogiar:


A primeira é do Mark Ruffalo, incrível, cada trabalho novo dele é uma aula de interpretação. Nesse filme não foi diferente. O Ned é de uma intensidade, que só faz a gente perceber o quanto realmente Mark é um grande e completo ator. A segunda representação é do Jim Parsons. Não estava acostumada a vê-lo fora do universo "Bazinga" e foi muito bem-vindo tê-lo num papel tão diferente, tão simples, mas tão forte também. Virei ainda mais fã! E por último, elogio, reverencio, me ajoelho para a interpretação inigualável de Julia Roberts. Para quem está acostumada a ver a Julia lindona e sexy, não tem noção do quanto ela domina muito bem um papel completamente diferente. Essa mulher tinha que ter ganhado todos os prêmios possíveis pela Dra. Emma Brookner. Realmente sensacional. Vale a pena só pela atuação brilhante dela, mas posso garantir que o todo junto é indispensável.




Terminei o filme emocionada, reflexiva, pensativa, agradecida a Deus por tudo que tenho, acho que mais consciente sobre a doença e o quanto devemos lutar contra o preconceito. Estou até agora nessa história linda, sincera e verdadeira. Vocês PRECISAM ver! É uma grande lição!





Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

Comente com o Facebook:

Um comentário:

  1. Heey!
    Eu adoro filmes intensos e que me fazem chorar, então acho que esse vai ser o filme do fim de semana rsrs
    Abraços!!
    Blog - Desbravando o Infinito

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Layout: Equipe Epifania | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©