quarta-feira, 24 de junho de 2015

Crítica | Magic Mike


Sinopse: Mike (Channing Tatum) é um experiente stripper, que está ensinando a um jovem a arte de seduzir as mulheres em um palco, de forma a conseguir delas o máximo possível de benefícios. Ao mesmo tempo em que ele passa seus conhecimentos para Adam (Alex Pettyfer), começa a se interessar pela a irmã dele, Brooke (Cody Horn). Com o tempo, Adam vai se mostrando cada vez mais confiante e deixa o dinheiro fácil subir na cabeça. Começa a lidar com drogas e a ignorar as pessoas próximas, mas ainda assim contará com a apoio de Mike e Brooke. Dirigido por Steven Soderbergh (Traffic), o longa conta ainda com Matthew McConaughey, Joe Manganiello, Matt Bomer e Olivia Munn no elenco.



Não nego: fui ao cinema para ver Matt Bomer e Channing Tatum. Não é todo dia que esses maravilhosos estão com os corpinhos a mostra e dançando para nos enlouquecer, mesmo que seja nas telonas.


A verdade (verdade mesmo) é que o enredo é muito fraco. Tem gente que vai até dizer que a história é boba. E por um lado é mesmo. Mas, mesmo assim, para quem quer ver homens sarados (alguns bonitos), dançar e arrancar as roupas vale muito. E estou falando isso sem falso moralismo, sem tabu desnecessário, sem preconceitos tolos. 

Mike é um cara bonito, que sabe dançar, se exibir, que sabe principalmente como conquistar, arrancando suspiros e gritos histéricos da mulherada, como um bom stripper. Um dia, em um dos seus empregos diurnos, conhece Adam, um menino que acabou de chegar à cidade para morar com a irmã mais velha, Brooke e tentar encontrar um rumo na vida. Por encontrar sem querer Mike na noite, acaba sendo levado para a boate onde acontecem as apresentações de stripper e "perde" a sua virgindade para as meninas se despindo e mostrando grande potencial. Inclusive, a cena dele fazendo sua estreia ao som de "Like A Virgin" da Madonna é uma das cenas mais engraçadas do filme.

Não demora muito para que a amizade deles se fortaleça e Mike passa a ser uma espécie de "irmão mais velho" de Adam, conhecendo sua irmã e ficando interessada nela. De início não parece, mas não demora muito para que o interesse dela também seja evidente. Mike incentiva, cuida, protege, ensina tudo que pode a Adam para que ele possa começar seu "pé de meia", assim como ele fez.

A boate é comandada por Dallas, um cara que gosta de dinheiro, glamour e curtir a vida. Este gosta muito de ter Adam em seu time. Em minha opinião, por achar que é um menino fácil de domar e bonito o suficiente para lhe render uma boa grana. Seu sonho é expandir seu negócio, levando os strippers para outro estado, numa boate maior e que trará ainda mais dinheiro. Mas, não é bem esse o sonho de Mike. Ele quer mesmo é ter seu próprio negócio de móveis customizados e sair dessa vida de danças, rebolados e conquistas.

Essa dinâmica, para mim, é o primeiro ponto alto da história (no meu modo de ver são dois pontos altos). A questão do cara que tem essa profissão por querer ter mesmo dinheiro "fácil" x o cara que está nessa profissão para juntar dinheiro para fazer aquilo que realmente gosta. Não estou aqui para julgar nenhum dos dois, de maneira nenhuma. Só percebi que para uma história que parece tão fútil, ter esse contraponto mostra que algumas lições tentaram serem passadas. E quem viu o filme, sabe que Dallas era um cara que sabia que seu maior sucesso era Mike e no fim das contas, tinha medo de perdê-lo, assim o dinheiro junto. 

O segundo ponto alto da história é a questão de Adam se adaptar muito fácil ao novo emprego por receber dinheiro fácil. Ele é muito novo e gosta de não ter que se preocupar em trabalhar horas e horas por dia. Ele fica tão "ambicioso", que sua irmã perde a paciência, se mete em encrenca e só é salvo porque Mike acaba abrindo mão de realizar o seu sonho para livrar a cara do amigo.

De resto, vejam para gritar e se distrair com esses homens incrivelmente bons! Não esperem um final radiante, mas também não esperem um final horrível. É um final coerente. E sim, tudo leva a crer que Mike e Brooke viram casal.

Não é um filme cheio de ação, drama, loucura, interpretações dignas de Oscar e nem Enredo enriquecido de efeitos especiais e muita emoção. Mas é um filme ótimo para sorrir, curtir uma tarde ou noite com as amigas e ocupar a cabeça com coisa boa.

Estou na expectativa pelo segundo filme que será lançado mês que vem. Assim que assistir, irei fazer resenha aqui no Blog. Vamos aguardar!


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Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

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Um comentário:

  1. hahahaha
    "De resto, vejam para gritar e se distrair com esses homens incrivelmente bons! "
    Adorei sua crítica haha

    Não é meu tipo de filme, mas o seu texto já valeu :)

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