5 de junho de 2015

Resenha | A Menina dos Olhos de Ouro (Balzac)

Título: A menina dos olhos de ouro
Autor: Honoré de Balzac
Editora: L&PM
Número de páginas: 128

Sinopse: A menina dos olhos de ouro, publicado originalmente em 1835, é o terceiro romance da trilogia História dos Treze que inclui ainda Ferragus e A duquesa de Langeais. São romances autônomos, histórias diferentes cujo fio condutor é a existência, nos bastidores das tramas, de uma sociedade secreta, Os treze Devoradores, espécie de confraria cujos membros juravam ajudarem-se entre si. Em A menina dos olhos de ouro, Henri de Marsay – uma espécie de Don Juan, culto, belo, cínico, aristocrata que sabe como poucos mover-se na complexa sociedade do período da restauração da monarquia na França, após a queda de Napoleão – apaixona-se loucamente por Paquita Valdès, sem saber, no entanto, quem a menina dos olhos de ouro verdadeiramente era. A cidade Paris comparece majestosa e sombria nesse romance, do qual ela é praticamente uma personagem.




"A menina dos olhos de ouro" - Autor: Honoré Balzac   - Páginas: 93


“Sua estupidez real fica escondida por trás de uma ciência de circunstância: bons conhecedores de seu ofício, nada sabem de todo o resto; mas, para salvar seu amor próprio, discursam sobre tudo, criticam com ou sem razão, bancam os cépticos mas na verdade são simplórios; o pouco cérebro de que dispõem afogam-no em discussões intermináveis. Quase todos adotam passivelmente qualquer preconceito social, literário, e político, somente para esquivar-se de uma opinião própria, da mesma maneira com que colocam a consciência ao abrigo do Código ou da Junta Comercial. Encaminhados desde cedo para o sucesso, acabam se transformando aos poucos em mediocridades que se debatem no esforço de permanecer à tona.” (p.30)



O que pensar do autor que influenciou de Proust, Dostoiévski até Machado de Assis? Balzac, é sim aquele cara que esperamos, talvez até mais do que imaginamos! 

Sua sensibilidade e observação do mundo a sua volta, os detalhes que transcreve para o papel, fazem com que possamos nos sentir no século XVIII sem nenhuma dificuldade. Por essas e outras, o considerado fundador do realismo na literatura moderna, nos envolve e faz com que mergulhamos em um mundo rico em detalhes e repleto de sentimentos! Inaugurando o realismo, o autor não deixa de injetar doses cavalares de romantismo. 

Decidi conhecer Balzac através da obra “A Menina dos Olhos de Ouro”, publicada em 1835. 

Faz parte de uma trilogia chamada: “História dos Treze”, onde temos as duas outras obras autônomas: “Ferragus” e “A Duquesa de Langeais”. 

O que une essas três obras é a existência de uma sociedade secreta, “Os Treze Devoradores”. 

Em “A Menina dos Olhos de Ouro”, conhecemos o trágico e surpreendente triângulo amoroso entre Henri de Marsay, Paquita Valdèz e a Marquesa de Sant-Réal. O pano de fundo é a Paris do século XVIII, as desigualdades sociais e suas características nobres e humildes. 

Um romance muito à frente de seu tempo, polêmico, intenso e delicioso. Não apenas pela história rica, mas pela literatura incomparável do gênio Balzac. 

Qualquer viciado em literatura precisa conhecer Balzac. Recomendo muito essa leitura, porque é curta e intensa! Não posso falar muito, porque certamente vou entregar detalhes importantes. 

Por isso, vai correndo conhecer a obra! 

Com certeza, você vai amar!!! 


“E então esta gente quadrúmana dispôs-se a renunciar ao sono, a suportar fadigas, a trabalhar, a blasfemar, a jejuar, a vaguear; todos correram para a ruína a fim de ganhar aquele dinheiro que os fascina.” (p.23)



"Minha querida, o prazer é a mais bela conclusão da existência." (p.80)



"Os críticos erram. A sociedade moderna, ao nivelar as classes, ao esforçar-se em dar uma explicação pragmática para qualquer coisa, acabou suprimindo o cômico e o trágico." (p.88)




Colaboradora: Priscilla Larah

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