quinta-feira, 30 de julho de 2015

1 filme por semana 25/54: O Gabinete do Doutor Caligari

Olá, tudo bem com vocês?

No "1 filme por semana" de hoje, atendemos ao tema "Um filme preto e branco". Venham ver minha escolha e deixem suas opiniões nos comentários! 





Foi necessária uma boa dose de pesquisas para conseguir resenhar este filme, já que eu pouco sabia sobre o expressionismo alemão.



Lançado em 1920, com roteiro de Hans Janowitz e Carl Mayer e direção de Robert Wiene, o filme possui 52 minutos de duração e em minha visão, foi no mínimo intrigante!

Apesar de já ter ouvido falar do “Expressionismo Alemão”, nunca havia visto um filme desse Movimento e, mesmo já sabendo das características dessa corrente, com certeza mergulhar no mundo de “O Gabinete do Doutor Caligari”, foi bastante estranho!



Para continuar falando do filme, preciso adiantá-los sobre esse Movimento do cinema, para que vocês entendam a mensagem que o filme nos passa.

O Expressionismo Alemão teve início no cinema mais ou menos em 1920 e ilustrava o sentimento de frustração e depressão generalizada que os alemães viviam na época.
Derrotados após a 1º guerra mundial e humilhados após assinar o Tratado de Versalhes, com seu dinheiro e sua moral desvalorizada, a Alemanha vivia um momento muito delicado e a nação inteira partilhava da consciência coletiva de humilhação. Era um povo que estava sendo mal visto pelo mundo inteiro, com uma realidade amarga e pessimista.
E então, o expressionismo alemão surge combatendo a realidade com a emoção e a ludicidade. Influenciado por Nietzsche, Van Gogh e Freud, mostrando além das emoções também os desafios à autoridade, os filmes dessa corrente carregavam uma forte carga psicológica criando no espectador, uma sensação de pesadelo e realidade distorcida. 



Tentando trazer o lúdico e o psicodélico em uma época onde o cinema era mudo e em preto e branco, a forma que o movimento usou para caracterizar-se, foi montar cenários distorcidos, ângulos bizarros e uso de sombras. Os atores abusavam das expressões corporais e faciais exageradas e todo o conjunto parecia ser um teatro filmado.




E depois de conhecermos qual a intenção dos diretores do Expressionismo Alemão, podemos falar de O Gabinete do Doutor Caligari. O enredo se resume a uma feira itinerante que como atração traz um homem (Caligari) que controla um sonâmbulo que faz previsões sobre o tempo de vida das pessoas. O problema é que ele acerta essas previsões e as pessoas passam a ser assassinadas. Depois de algum tempo, descobrimos que Doutor Caligari era o diretor de um manicômio que hipnotizava seus pacientes para realizar suas atrações. O final do filme, nos mostra que tudo não passa de um delírio de um jovem que começa a contar a história. O que eu não sabia, era que o roteiro original foi modificado para ser melhor comercializado e o final era o Doutor Caligari em uma camisa de força depois de ser descoberto. 




Um filme que fala de poder, manipulação e loucura, composto por dramas em excesso, tristeza, terror e angústia, O Gabinete do Doutor Caligari, traz todas essas características e ainda nos mostra a visão de uma mente doente e o poder de política manipuladora. Apontado por listas de filmes para quem curte psicologia, nos sentimos mergulhados na loucura de um homem que acredita estar sendo perseguido. Um confronto entre o real e o imaginário. 





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Sobre o Autor: 
Liza AlvernazPit Larah |  Facebook - FanPage - Projeto
Autora do livro "Tribo do Amor", estudante de Pedagogia, dona da fanpage "Da tribo do amor" e idealizadora do projeto "Clube Literário Palavras ao Vento". Valenciana de coração, hiperativa por natureza, viciada em livros e séries, exageradamente intensa, um verdadeiro desajuste!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Resenha | Um Caso Perdido (Colleen Hoover)


"Um caso Perdido" - Autor: Collen Hoover - Editora: Record- Páginas: 384


Sinopse: "Ás vezes, descobrir a verdade pode deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras"
Sky cataloga garotos como sabores de sorvete. Alguns são baunilha, outros um pouco mais ousados. Mas nenhum a empolga. Em seu último ano de escola, conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

A primeira coisa que tenho a dizer é: que livro é esse, meu povo? É intenso, perturbador, incrível, mau, maravilhoso... tudo numa quantidade exagerada e intrigante.
Já vou avisando que tentarei não falar profundamente da trama porque acho que todo mundo tem que ler e ir descobrindo e desvendando os segredos e mistérios dessa trama ousada, forte, reveladora, mas que muito faz a gente refletir o mundo a nossa volta. Pelo menos a mim fez com essa reflexão acontecesse.

Sky é uma menina sem emoções com os garotos, só tem uma amiga, uma mãe adotiva que parece pirada, mas mesmo assim parece muito feliz. Um dia, conhece no mercado Holder, um menino que parece misterioso e não muito do bem.

Sua melhor amiga Six vai fazer intercâmbio na Itália, ela vai estudar o último ano no colégio, pois até então estudou a vida toda em casa, e acaba se aproximando daquele menino cheio de "maus exemplos" no currículo pessoal. Ele a intriga, a enfeitiça e não demora muito para que eles estejam se envolvendo.

Com o passar do tempo, ela percebe que é muito intenso, mas que sua fama é falsa. Na verdade, Holder é maravilhoso e a convivência e o jeito dele vão fazendo com que ambos se apaixonem perdidamente. Ela começa saber mais da vida dele e de seu passado, embora ainda não completamente.

E a gente torce muito por ele. Além de torcer, a gente ri muito. É um romance/drama, mas que tem muitas partes engraçadas. O que achei genial da autora, pois há dois temas centrais muito fortes, e esses momentos de gargalhadas, risos e sorrisos, faz com que a trama tenha seu lado doce e divertido.

Não demora muito para que eles comecem a namorar, mas sabe Sky que esse namoro mudará completamente a sua vida.
Voltando ao passado do Holder... Ele conta que sua irmã, Less, se suicidou a pouco mais de um ano. Esse é o primeiro tema forte da história. Até aí é "só" um acontecimento triste. Mas, ao ir para casa dele uma noite, depois de tentarem ter sua primeira vez sem sucesso – e com um motivo para isso, que só descobrimos depois – Sky descobre que Holder e Lessa na verdade são seus melhores amigos de infância e que ela foi raptada quando tinha 5 anos.

É claro que ela fica sem ação de início, revoltada até. Primeiro com Holder que escondeu isso dela, depois com sua mãe adotiva por tê-la sequestrado. Depois de não saber o que fazer, ela percebe o amor do namorado por ela e com sua ajuda vai atrás do passado. Ao descobri-lo desaba e sofre. O que ela passou, para mim, é desumano, é desonesto, não tem perdão.

Volto a dizer que não vou entrar em detalhes desse segundo acontecimento marcante da história, porque realmente gostaria que vocês lessem na "ignorância" dos fatos para poderem pensar, sofrer e refletir sobre isso. É algo grave, a meu ver, um assunto que acontece todos os dias no mundo e a gente não vê, não cobra, não dá valor.
O que posso dizer é que o casal percebe que suas vidas estão muito mais entrelaçadas do que a amizade de infância e pelo o que eles passam dói na gente, mesmo sendo ficção, só por imaginar que isso acontece com muitas pessoas na vida real. Fiquei muitíssimo emocionada e mexida com essa história. Tanto que mesmo tendo que acordar cedo no dia seguinte, só consegui dormir depois que terminei. Tanto que passei a agradecer a Deus por nunca ter passado por isso. Tanto que às vezes fecho os olhos e lembro-me do enredo e me permito chorar.

É uma história com uma parte dolorosa, mas que tem muito valor também e por isso acho tão importante lê-la. Sem contar que a autora escreve tão bem, a leitura é tão fácil, tão gostosa, tão bem amarrada e desenvolvida, tão envolvente, que só por esses elementos valeria a pena.

Por favor, leiam!!! Vocês vão se surpreender tanto, que vão entender perfeitamente porque a mãe adotiva de Sky a sequestrou. Se entreguem as lágrimas! Essas valem derramar!

Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resenha | A Águia e a Galinha (Leonardo Boff)





O livro “A Águia e a Galinha” trata-se de uma metáfora da condição humana, onde o autor usa uma midraxe-hagadá, que é um aprofundamento de uma história. É dividido em 7 capítulos e possui 208 páginas e um glossário no final. Publicado em 1997 pela editora Vozes, o livro conta a história de uma águia que era criada com as galinhas e havia se “esquecido” de sua natureza e acreditado que era realmente uma galinha, até que um naturalista a ajuda a se enxergar como águia. 

Leonardo Boff usa a história “A Águia e da galinha”, contada por James Aggrey em Gana em meados de 1925. Onde o educador e político tentava libertar a consciência de seus compatriotas, que rendiam-se à crença de que eram inferiores. 

James Aggrey usou essa metáfora para instigar os Africanos à libertação do domínio colonial inglês.

E então, Leonardo Boff, se aprofunda na história, de uma forma filosófica, nos mostrando como somos capazes de sermos águias e galinhas e a necessidade que temos de possuirmos asas gigantes e um instinto de liberdade, mas também raízes que nos mostram o conforto de casa. 

Através das palavras de Boff, entendemos como os oprimidos agem apenas como galinhas e os opressores agem apenas como águias. 

Comparações entre moral e ética, corpo e alma, e caos e cosmos, nos mostram que precisamos nos conectar às nossas duas potencialidades. Precisamos manter o equilíbrio para almejar sonhos e utopias que não nos permitem acreditar que podemos menos que somos capazes. A esta nossa faceta, o autor chamou de Águia.

Nosso lado galinha precisa existir para que possamos saber nossas raízes, de onde viemos, e manter nossa humildade e humanidade. 

Somos capazes de romper barreiras, e de termos uma tradição cultural. Essas duas capacidades se complementam e formam seres humanos mais humanos e conscientes de seus poderes de transformação. 

Vivemos em tempos onde os opressores deixaram reinar apenas seu lado águia e se despiram de seu lado galinha. Almejam uma sociedade desprovida da habilidade de pensar e apelam à homogeneização. Querem apagar nossa vocação em sermos águia, porque galinhas são mais vulneráveis a serem dominadas, a manter-se sem utopias e sem a habilidade de sonhar e criar. 

Se contextualizarmos essa metáfora para o âmbito escolar, podemos transformar uma educação que rema contra a maré. As escolas, pretendem abrigar galinhas que se contentam com todas as regras e se limitam a serem todas enraizadas e impossibilitadas de olharem para o céu. 

O livros nos mostra como precisamos possuir um amor incondicional para que não sufoquemos os outros. Amar sem esperar nada em troca. Um amor pela educação, pode transformar gerações. Mestres são aqueles que buscam o equilíbrio entre seu lado águia e seu lado galinha, são aqueles que podem servir de figuras exemplares porque entendem que sua missão é nos ensinar que devemos cuidar de todas as nossas dimensões (corporal, mental e espiritual). E quando os educadores se dão conta disso, entendem que a escola é mais do que uma reprodutora cultural ou uma transmissora de conteúdos, a escola precisa ser um lugar de transformação, uma promotora da humanidade. 

Se todo o universo está interligado e se ajudam reciprocamente, a educação precisa enxergar essa parceria dentro das escolas. Educadores precisam se enxergar como parceiros e como uma equipe. A educação precisa estar preparada para ser raiz e para ensinar a voar. 

Enfim, um livro que promove muitos debates internos e que pode ser repensado em diversos setores da vida. Indicado para pessoas que pretendem entender sua existência e nossa capacidade de libertação e de superação, o poder que temos de deixarmos de ser oprimidos e nos tornarmos revolucionários. 

O autor Leonardo Boff, pseudônimo de Genézio Darci Boff, é teólogo, escritor e professor, além de ser ex-membro da ordem dos franciscanos.Autor de mais de sessenta livros ligados à teologia, à filosofia, à espiritualidade e à ecologia, e membro da Comissão da Carta da Terra. Em 2002, ganhou o prêmio Nobel alternativo para a paz.



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Sobre o Autor: 
Liza AlvernazPit Larah |  Facebook - FanPage - Projeto
Autora do livro "Tribo do Amor", estudante de Pedagogia, dona da fanpage "Da tribo do amor" e idealizadora do projeto "Clube Literário Palavras ao Vento". Valenciana de coração, hiperativa por natureza, viciada em livros e séries, exageradamente intensa, um verdadeiro desajuste!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

1 filme por semana 24/54 : Doze Homens e uma sentença

Olá, tudo bem com vocês?

Essa semana, o "1 filme por semana traz o tema": Um filme cult. A Natalia assistiu "12 homens e uma sentença" e falou dele pra gente. Vem conferir!


Sinopse: Um jovem porto-riquenho é acusado do brutal crime de ter matado o próprio pai. Quando ele vai a julgamento, doze jurados se reúnem para decidir a sentença, levando em conta que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados têm plena certeza de que ele é culpado, e votam pela condenação, mas um jurado acha que é melhor investigar mais para que a sentença seja correta. Para isso ele terá que enfrentar diferentes interpretações dos fatos, e a má vontade dos outros jurados, que só querem ir logo para suas casas.

Esse filme foi um daqueles achados quando estava mudando de canal, sem muita opção do que ver e acabou virando um dos meus preferidos. Com uma narrativa centrada quase toda num único cenário, muito diálogo, que mostra as várias diversidades de pessoas e que nos faz pensar em muitas reflexões, principalmente, sobre como julgamos e condenamos, ele conquistou o meu aplauso.
Tudo se passa no que parece um simples julgamento de um menino acusado de matar seu pai. Depois do julgamento, de tudo que as testemunhas e advogados disseram, os jurados – responsáveis pelo futuro desse garoto – se reúnem para resolver o veredicto.
Parecia ser uma decisão rápida, afinal, a maioria tinha certeza que o garoto tinha mesmo cometido o crime. Menos um dos jurados. E é a partir dele que tudo começa a mudar, ele faz observações sobre tudo que foi dito, repassar alguns pontos do caso, repete falas dos envolvidos, até faz algumas simulações sobre o tempo e o espaço do assassinato cometido.
Diante isso, o que parecia ser uma condenação inevitável e rápida, vira um caso muito debatido, discutido, até brigado e obrigou que os 12 homens responsáveis por aquela decisão ficassem por horas tentando achar a solução do caso.
Muitos vão mudando de opinião de acordo com tudo que é dito e mostrado, outros continuam "batendo o pé" que o garoto é sim culpado pelo crime. A verdade é que ninguém mais tem certeza absoluta de nada. É mostrado o quanto o Ser Humano é capaz da dúvida e o quanto também é influenciável por palavras, sorrisos e seu interesse pessoal.
É possível perceber que muitos queriam mesmo era se livrar logo do julgamento, sem se preocupar se estavam ou não colocando um inocente na cadeia. Outros não pararam para refletir nada do que foi dito no julgamento, apenas aceitaram e concordaram como se fossem adestrados para isso. Outros só queriam mesmo "gastar" essa mania assustadoramente comum das pessoas de julgar os outros da sua maneira e sempre da maneira mais fácil para si mesmo.
No entanto, um homem, um único homem foi capaz de mostrar como isso pode ser errôneo e suas conseqüências devastadoras. Um homem teve coragem de ir contra os outros onze e mostrar seu ponto de vista. Um homem teve paciência de ouvir, refletir, falar e demonstrar aquilo que acreditava de verdade. Porque ele, de todos, provavelmente era o único que realmente acreditava em tudo. Por causa desse homem, o final do filme é completamente diferente do que você espera quando começa a ver.


Suas lições são muitas. É um filme antigo, mas que merece muito ser visto, revisto e pensado. Para mim, uma verdadeira obra de arte! 

Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Resenha | Atração Magnética (Meredith Wild)




Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Hoje vim falar de um livro que faz parte de estilo que gosto muito, mas que não lia faz um tempo: os romnces Hot. Conto um pouco para vocês da história e das minhas impressões. 
Espero que vocês gostem!




Sinopse: Uma bela jovem com um segredo, determinada a fazer de tudo para vencer na carreira. Um bilionário decidido, com habilidades que vão muito além de seus dons em informática. Uma paixão avassaladora que vai pôr de ponta-cabeça os planos de todos os envolvidos. Erica Hathaway aprendeu desce cedo a não depender de ninguém. Recém-formada em Harvard e dando início à própria empresa, tudo o que ela não quer é perder seu foco profissional por conta de paixonites juvenis. Planos, porém, são feitos para falhar. Em uma reunião decisiva, Erica conhece o misterioso e genial empresário Blake Landon e se vê imediatamente atraída por ele. Apesar de o sentimento ser mútuo, ela resiste aos avanços implacáveis de Landon. O que ele não imaginava era que Erica escondesse um segredo inimaginável, que pode pôr a perder não só a relação entre os dois, como também a vida que ela lutou muito para construir.


Lá vou eu falar de mais um livro Hot. Um estilo que gosto muito, mas que tenho lido pouco ultimamente porque parecem muito repetitivos, alguns até cansativos. Mas voltei. 

E voltei gostando de voltar.

Ganhei um livro de uma amiga que trabalha na Editora Agir, onde ela faz parte da produção do livro, para ver o que eu acho, se gosto ou não, se outras pessoas leriam ou não. Aceitei o "desafio" e para começar posso dizer que gostei. Tenho minhas críticas negativas também, mas também tenho positivas.

É um livro com todo "que" de hot mesmo. Paixão avassaladora, corpos perfeitos, inimigos envolvidos, segredos do passado e muito sexo de molhar as calcinhas. Quem gosta da 

Série Crossfire, tem que ler já!

Erica conhece Blake muito por acaso numa trombada num restaurante e acaba rolando aquela química. Não sei se química é a palavra certa não. Rola excitação, afinal, ela é linda, ele é lindo e a trombada faz com que seus corpos fiquem próximos demais por acaso. Depois disso, como golpe do destino, eles voltam a se encontrar quando Erica tenta um sócio financeiro para sua empresa. Esse encontro não é cordial, mas é onde tudo de fato acontece.

Não vou nem fazer críticas sobre essa "coincidência" deles terem voltado a se ver tão rápido porque sei que é uma ficção e para a mágica da história acontecer, precisa acontecer essas situações pouco comuns no dia a dia e "pobres mortais" como nós.

Depois desse novo encontro, bom, os encontros passam a ser mais freqüentes e a paixão cada vez mais avassaladora para delírio das pessoas que adoram esses romances quentes.

Tem suas partes clichês, claro. Por exemplo, a calça de moletom tão perfeita em seus corpos, a anatomia das suas partes íntimas, a necessidade de noites de sexos exaustivas e no dia seguinte está todo mundo lindo e inteiro e o cara ser bilionário, mas pensei um pouco sobre isso também. Não sei se é algo comum nos Estados Unidos, já que lá deve ter bem mais bilionários do que aqui, a calça pode ser um tipo de roupa comum para eles e os outros dois pode ser mesmo uma tendência desse tipo de romance, que afinal, tem muito público e muitas escritoras na América. Para eles pode ser algo muito natural e para a gente parece uma "repetição". Não coloquei isso como uma crítica negativa completamente. Coloquei como observação muito crítica. Deixei passar pelo todo que o livro apresenta.

É um livro muito fácil e rápido de ler, eu engoli, porque a história é envolvente, você fica querendo descobrir os segredos e como isso vai mexer com tudo (já vou adiantando que a gente fica sabendo de uma parte, mas pela forma que termina o livro, vem mais coisa por aí. Não vou dar detalhes para que as pessoas leiam), a letra é de um tamanho ótimo e a revisão foi realmente muito bem feita.

O Blake não é um dominador estilo "Cinquenta Tons de Cinza", apesar de ser um dominador. Então, não vai esperando pessoas presas no teto e nem chicoteadas, porque não tem. Contudo, você vai ver o poder de dominação e como as pessoas podem ser dominadas, até mesmo na cama, sem precisar de aparatos, brinquedinhos ou comandos específicos. O cara é muito intenso, às vezes louco, mas muito humano também.

A Erica é uma mocinha longe de ser convencional. Não é ingênua (não sempre), não é boazinha, é independente, tem suas neuras, mas tem suas certezas. Tem hora que é super segura e outras vezes é a insegurança em pessoa. Fiquei com raiva dela várias vezes, mas no fim amei a construção da personagem. Afinal, ela é imperfeita como as pessoas são. Todo mundo tem seus altos e baixos, todo mundo tem seus problemas e vitórias, todo mundo tem seus medos e lutas. Achei mais realista e isso me agrada muito.
A Autora deixou muitas lacunas abertas, mas isso era de se esperar porque é o primeiro livro de 5. Ainda tem muita história para acontecer, desenvolver e desenrolar. Tem personagens fortes e capazes de nos dar ainda muita coisa boa, muito suspense, adrenalina, cenas fortes (de todos os tipos) e muitos problemas serem resolvidos com inteligência e quem sabe até de forma surpreendente.

Posso dizer que gostei muito desse primeiro livro e estou ansiosa pelo segundo que sai em Agosto e tem tudo para me fazer ficar muito ligada nos acontecimentos. Estou dando um voto de confiança para que a autora me surpreenda muito ainda. Parece ser mesmo mais uma grande série de sucesso para as pessoas que gostam de Hot. Vale a pena conhecer e dar uma chance para Erica e Blake.








Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

sábado, 18 de julho de 2015

Aquela dos 30: Fatos sobre nós

Oii gente, tudo bem com vocês?

Depois de alguns dias sem postar essa coluna deliciosa que nos faz viajar dentro de nós mesmos, voltamos!!!

Hoje trazemos o tema: FATOS SOBRE NÓS!

VEM!!!

Fatos da Eliza

 1 - Sou Pedagoga e Supervisora Escolar. Amo meu trabalho na mesma intensidade em que reclamo dele.

2 - Tenho um filho - lindo - chamado Arthur, e seu nome foi escolhido devido minha paixão pela história do Rei Mitológico (ou não!).

3 - Tenho medo de borboleta, barata, galinha, e de "debaixo da minha cama de madrugada".

4 - Amo cerveja, falo palavrão, sei a regra do impedimento e ainda sou 'menina'. Lidem com isso.

5 - Sou feminista com tendências interseccionais. 

6 -  Sou apaixonada por Alice. Sim, aquela de Wonderland.

7 - Sou viciada em internet, neosoro, corujas e Beatles.

8 - Tenho dificuldade de apegar-me às pessoas. Mas quando o faço, sou leal, parceira e amiga no sentido mais amplo da palavra.

9 - Escrever me desnuda. E também me alivia.

10 - Minha praticidade confunde as pessoas. Outras vezes, assusta. E, muitas vezes, irrita. 

Fatos da Natalia


1- Tenho um gênio forte.

2- Sou um paradoxo: tímida, falante, envergonhada e sem papa na língua.

3- Penso demais nos outros e esqueço de mim.

4- Tenho tendência a sempre falar dos meus defeitos e pouco das qualidades.

5- Mania forever de mexer nas sobrancelhas.

6- Já chupei dedo.

7- Tenho fobia de fogo.

8- Tenho sérios problemas com peso.

9- Amo ler e escrever.

10- Tenho muito medo de perder minha mãe.




Fatos da Pit

1- Sou teimosa.

2- Indecisa.

3- Meu cabelo mancha minhas roupas e meus lençóis.

4- Gosto de acordar depois do meio dia.

5- Não tenho paciência para reclamações.

6- Não gosto de religiões.

7- Não gosto de usar sapatos nem chinelos

8- Faço mil coisas ao mesmo tempo e às vezes odeio isso.

9- Já tentei ser vegetariana 2 vezes, fiquei 1 ano e meio sem comer nenhuma carne, mas 
não consigo mais.

10- Sou alérgica a frango, lactose, soja, glúten, morango, maçã, carne de porco, enfim... quase todas as comidas do mundo!

O que acharam de conhecer mais um pouquinho da gente? Espero que tenham gostado. beijinhos e até a próxima!



Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Resenha | Natasha (Hellen Pimentel)

Autora: Hellen Pimentel - Páginas: 207 - Editora: MODO Editora

Sinopse: Ela é louca, temperamental, de lua, agitada e quieta. Fala muito e às vezes não fala nada. Fica com raiva de você sem motivos nenhum, e muito grata pelo mesmo. Não ligue se ela sumir por algumas semanas. É normal. Ela desaparece do nada, mas sempre volta, não importa quanto tempo. É um anjo e um demônio dentro de uma só menina. Sabe tudo sobre a sua vida, mas você não sabe NADA sobre ela. Você se apaixona por ela no primeiro instante que a vê. E então cometeu o maior erro da sua vida. 

“Não me importo de ter uma vida destruída, desde que eu tenha você para reconstruir tudo.” (p.204)

Estava muito ansiosa para ler este livro, não apenas pelo título tão interessante (ainda mais para quem curte Capital Inicial), mas também pela capa linda e pelo amor que a autora demonstra pelo seu trabalho. 
Minha curiosidade foi maior, quando abri o livro e dei de cara com uma obra de arte nas páginas. 

O livro é todo lindo esteticamente e a história entra em perfeita harmonia com tanta beleza para nossos olhos, fazendo com que nos encantamos, não apenas com o que vemos, mas também com o que lemos.

Matheus Fontenele era um garoto comum com uma vida comum. Tentando fugir de sua vida nada interessante, ele decide matricular-se em uma universidade muito longe de sua casa. Tudo o que o garoto queria era ter boas histórias para contar, o que ele consegue assim que conhece Natasha. 

A menina era o inverso dele! Completamente destemida e ousada, Natasha é um enigma que chega a ser perigoso de tentar ser decifrado! Com seus cabelos cor de sangue, seus cigarros e suas bebidas, ela segue sua vida fazendo de conta que esta não passa de um grande parque de diversões, e Matheus vira refém desta bomba em forma de mulher!

“É observando-a sobre a meia-luz da noite que vai chegando que reparo nos mínimos detalhes do seu rosto; como na sobrancelha perfeitamente feita, na linha delicada e cuidadosa do delineador na pálpebra que escorre quase despercebido pelo canto dos seus olhos, nas suas bochechas rosadas pelo calor, nos seus lábios entreabertos a espera de uma resposta minha, no seu cabelo vermelho grudado do pescoço por causa do suor, no jeito que suas unhas pintadas de laranja folheiam as páginas do livro, e até no leve som do seu respirar.” (p.36)

E mesmo com toda essa diferença, os dois passam a mergulhar no mundo do outro demonstrando uma sintonia incrível! Mas Natasha insiste em manter uma casca a sua volta para se proteger do mundo. Seus desaparecimentos repentinos, promovem um verdadeiro martírio para o pobre Math. 

“—Todo mundo, em algum momento na vida, vai me machucar. Depois de deixar isso acontecer a vida inteira, aprendi como funciona. Prefiro evitar isso ao máximo. Se não mostrar minhas fraquezas, não mostro meus pontos fracos e, desse jeito, sou quase indecifrável!” (p.109)

Logo percebemos o quanto Matheus corre perigo de ter seu coração destroçado. E a narrativa desse menino apaixonado nos deixa cada vez mais envolvidos com uma história de amor que tem tudo para dar errado, mas que mesmo assim, queremos acompanhar e torcer para que dê certo!
Ao decorrer da leitura, conhecemos o grupo de amigos que compõe o novo universo de Matheus. A narrativa fica por conta dele. Sua angústia transporta-se para dentro de nós leitores, que ficamos tão curiosos com Natasha quanto o garoto, porque só sabemos o que ele consegue descobrir sobre essa menina misteriosa e apaixonante! 

“Me joguei, e pedi pra maré me levar... Eu sou a garrafa, e você é o mar, tentando me tirar daqui...” (p.141)

A história me lembrou “Quem é você, Alasca?” de John Green. Deliciosa e envolvente, nos deixa a todo tempo morrendo de medo de terminarmos tão apaixonados quanto o jovem Fontenele e é inevitável que isso aconteça! 
Com frases de efeito que nos coloca para pensar sobre nossa própria vida, uma linguagem leve e inteligente devoramos o livro querendo conhecer essa tal de Natasha e seu caminho que não possui uma estrada de tijolos amarelos, mas sim, rastros de garrafas e cigarros!

“É totalmente significativa essa comparação. Porque, assim como a vodka, Natasha desce ardendo, queimando, corroendo. Mas eu não quero parar de beber dela de jeito nenhum, e amo o torpor em que me deixa... Com o corpo dormente. E a alma vazia.” (p.164)


Para acompanhar a leitura, montei uma playlist que é a cara de Natasha!



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Sobre o Autor: 
Liza AlvernazPit Larah |  Facebook - FanPage - Projeto
Autora do livro "Tribo do Amor", estudante de Pedagogia, dona da fanpage "Da tribo do amor" e idealizadora do projeto "Clube Literário Palavras ao Vento". Valenciana de coração, hiperativa por natureza, viciada em livros e séries, exageradamente intensa, um verdadeiro desajuste!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

1 filme por semana 23/54: Across the Universe

Olá, tudo bem com vocês?

Hoje é dia da coluna "1 filme por semana" e o tema do dia é: "Um filme que você gostaria de ter visto no cinema".


Quando peguei o tema, logo pensei em falar sobre "Insurgente", por ser um filme que eu queria MUITO ter visto no cinema e não rolou. Só que não rolou no cinema, e não rolou em casa ainda. Então ficará pra uma próxima oportunidade. Tendo explicado, comecei a pensar em qual filme eu falaria... Eis que veio "Across the Universe" à mente e não tive como fugir!




Além de ser um dos meus filmes preferidos, é um filme que depois que assisti pensei como teria sido incrível assisti-lo na telona!

Lançado em 2007, Across homenageia a melhor banda de todos os tempos (não, não to falando de Titãs): The Beatles.

O filme se baseia no romance de Jude (Heeey, Juude) , um jovem de Liverpool, e Lucy, uma jovem estadunidense. O roteiro é desenhado entrelaçado as músicas do quarteto, o romance, as histórias individuais dos personagens e, tendo como pano de fundo, todo o cenário dos acontecimentos dos anos 60.

O musical vem com uma nova roupagem nas melodias dos Beatles e cada música é bastante pertinente ao momento em que é usada no filme. 



Sou fã da banda, logo, suspeita, mas acredito que Across seja um filme para todos e não só Beatlemaníacos.

O roteiro bem construído, personagens com química incrível e a fotografia impecável só me fizeram ter certeza do quanto gostaria de ter curtido cada segundo, cada nota, cada cena, no cinema. Por isso a escolha de hoje!




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Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!
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