quinta-feira, 23 de julho de 2015

1 filme por semana 24/54 : Doze Homens e uma sentença

Olá, tudo bem com vocês?

Essa semana, o "1 filme por semana traz o tema": Um filme cult. A Natalia assistiu "12 homens e uma sentença" e falou dele pra gente. Vem conferir!


Sinopse: Um jovem porto-riquenho é acusado do brutal crime de ter matado o próprio pai. Quando ele vai a julgamento, doze jurados se reúnem para decidir a sentença, levando em conta que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados têm plena certeza de que ele é culpado, e votam pela condenação, mas um jurado acha que é melhor investigar mais para que a sentença seja correta. Para isso ele terá que enfrentar diferentes interpretações dos fatos, e a má vontade dos outros jurados, que só querem ir logo para suas casas.

Esse filme foi um daqueles achados quando estava mudando de canal, sem muita opção do que ver e acabou virando um dos meus preferidos. Com uma narrativa centrada quase toda num único cenário, muito diálogo, que mostra as várias diversidades de pessoas e que nos faz pensar em muitas reflexões, principalmente, sobre como julgamos e condenamos, ele conquistou o meu aplauso.
Tudo se passa no que parece um simples julgamento de um menino acusado de matar seu pai. Depois do julgamento, de tudo que as testemunhas e advogados disseram, os jurados – responsáveis pelo futuro desse garoto – se reúnem para resolver o veredicto.
Parecia ser uma decisão rápida, afinal, a maioria tinha certeza que o garoto tinha mesmo cometido o crime. Menos um dos jurados. E é a partir dele que tudo começa a mudar, ele faz observações sobre tudo que foi dito, repassar alguns pontos do caso, repete falas dos envolvidos, até faz algumas simulações sobre o tempo e o espaço do assassinato cometido.
Diante isso, o que parecia ser uma condenação inevitável e rápida, vira um caso muito debatido, discutido, até brigado e obrigou que os 12 homens responsáveis por aquela decisão ficassem por horas tentando achar a solução do caso.
Muitos vão mudando de opinião de acordo com tudo que é dito e mostrado, outros continuam "batendo o pé" que o garoto é sim culpado pelo crime. A verdade é que ninguém mais tem certeza absoluta de nada. É mostrado o quanto o Ser Humano é capaz da dúvida e o quanto também é influenciável por palavras, sorrisos e seu interesse pessoal.
É possível perceber que muitos queriam mesmo era se livrar logo do julgamento, sem se preocupar se estavam ou não colocando um inocente na cadeia. Outros não pararam para refletir nada do que foi dito no julgamento, apenas aceitaram e concordaram como se fossem adestrados para isso. Outros só queriam mesmo "gastar" essa mania assustadoramente comum das pessoas de julgar os outros da sua maneira e sempre da maneira mais fácil para si mesmo.
No entanto, um homem, um único homem foi capaz de mostrar como isso pode ser errôneo e suas conseqüências devastadoras. Um homem teve coragem de ir contra os outros onze e mostrar seu ponto de vista. Um homem teve paciência de ouvir, refletir, falar e demonstrar aquilo que acreditava de verdade. Porque ele, de todos, provavelmente era o único que realmente acreditava em tudo. Por causa desse homem, o final do filme é completamente diferente do que você espera quando começa a ver.


Suas lições são muitas. É um filme antigo, mas que merece muito ser visto, revisto e pensado. Para mim, uma verdadeira obra de arte! 

Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

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