sexta-feira, 17 de julho de 2015

Resenha | Natasha (Hellen Pimentel)

Autora: Hellen Pimentel - Páginas: 207 - Editora: MODO Editora

Sinopse: Ela é louca, temperamental, de lua, agitada e quieta. Fala muito e às vezes não fala nada. Fica com raiva de você sem motivos nenhum, e muito grata pelo mesmo. Não ligue se ela sumir por algumas semanas. É normal. Ela desaparece do nada, mas sempre volta, não importa quanto tempo. É um anjo e um demônio dentro de uma só menina. Sabe tudo sobre a sua vida, mas você não sabe NADA sobre ela. Você se apaixona por ela no primeiro instante que a vê. E então cometeu o maior erro da sua vida. 

“Não me importo de ter uma vida destruída, desde que eu tenha você para reconstruir tudo.” (p.204)

Estava muito ansiosa para ler este livro, não apenas pelo título tão interessante (ainda mais para quem curte Capital Inicial), mas também pela capa linda e pelo amor que a autora demonstra pelo seu trabalho. 
Minha curiosidade foi maior, quando abri o livro e dei de cara com uma obra de arte nas páginas. 

O livro é todo lindo esteticamente e a história entra em perfeita harmonia com tanta beleza para nossos olhos, fazendo com que nos encantamos, não apenas com o que vemos, mas também com o que lemos.

Matheus Fontenele era um garoto comum com uma vida comum. Tentando fugir de sua vida nada interessante, ele decide matricular-se em uma universidade muito longe de sua casa. Tudo o que o garoto queria era ter boas histórias para contar, o que ele consegue assim que conhece Natasha. 

A menina era o inverso dele! Completamente destemida e ousada, Natasha é um enigma que chega a ser perigoso de tentar ser decifrado! Com seus cabelos cor de sangue, seus cigarros e suas bebidas, ela segue sua vida fazendo de conta que esta não passa de um grande parque de diversões, e Matheus vira refém desta bomba em forma de mulher!

“É observando-a sobre a meia-luz da noite que vai chegando que reparo nos mínimos detalhes do seu rosto; como na sobrancelha perfeitamente feita, na linha delicada e cuidadosa do delineador na pálpebra que escorre quase despercebido pelo canto dos seus olhos, nas suas bochechas rosadas pelo calor, nos seus lábios entreabertos a espera de uma resposta minha, no seu cabelo vermelho grudado do pescoço por causa do suor, no jeito que suas unhas pintadas de laranja folheiam as páginas do livro, e até no leve som do seu respirar.” (p.36)

E mesmo com toda essa diferença, os dois passam a mergulhar no mundo do outro demonstrando uma sintonia incrível! Mas Natasha insiste em manter uma casca a sua volta para se proteger do mundo. Seus desaparecimentos repentinos, promovem um verdadeiro martírio para o pobre Math. 

“—Todo mundo, em algum momento na vida, vai me machucar. Depois de deixar isso acontecer a vida inteira, aprendi como funciona. Prefiro evitar isso ao máximo. Se não mostrar minhas fraquezas, não mostro meus pontos fracos e, desse jeito, sou quase indecifrável!” (p.109)

Logo percebemos o quanto Matheus corre perigo de ter seu coração destroçado. E a narrativa desse menino apaixonado nos deixa cada vez mais envolvidos com uma história de amor que tem tudo para dar errado, mas que mesmo assim, queremos acompanhar e torcer para que dê certo!
Ao decorrer da leitura, conhecemos o grupo de amigos que compõe o novo universo de Matheus. A narrativa fica por conta dele. Sua angústia transporta-se para dentro de nós leitores, que ficamos tão curiosos com Natasha quanto o garoto, porque só sabemos o que ele consegue descobrir sobre essa menina misteriosa e apaixonante! 

“Me joguei, e pedi pra maré me levar... Eu sou a garrafa, e você é o mar, tentando me tirar daqui...” (p.141)

A história me lembrou “Quem é você, Alasca?” de John Green. Deliciosa e envolvente, nos deixa a todo tempo morrendo de medo de terminarmos tão apaixonados quanto o jovem Fontenele e é inevitável que isso aconteça! 
Com frases de efeito que nos coloca para pensar sobre nossa própria vida, uma linguagem leve e inteligente devoramos o livro querendo conhecer essa tal de Natasha e seu caminho que não possui uma estrada de tijolos amarelos, mas sim, rastros de garrafas e cigarros!

“É totalmente significativa essa comparação. Porque, assim como a vodka, Natasha desce ardendo, queimando, corroendo. Mas eu não quero parar de beber dela de jeito nenhum, e amo o torpor em que me deixa... Com o corpo dormente. E a alma vazia.” (p.164)


Para acompanhar a leitura, montei uma playlist que é a cara de Natasha!



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Sobre o Autor: 
Liza AlvernazPit Larah |  Facebook - FanPage - Projeto
Autora do livro "Tribo do Amor", estudante de Pedagogia, dona da fanpage "Da tribo do amor" e idealizadora do projeto "Clube Literário Palavras ao Vento". Valenciana de coração, hiperativa por natureza, viciada em livros e séries, exageradamente intensa, um verdadeiro desajuste!

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2 comentários:

  1. Maravilhoso!!! *-*

    Essa playlist então, caraca, só musicão ♥

    Resenha bem explicativa, nada de lenga lenga e ja foi direto no ponto.
    Profundo, me convenceu absurdamente. Parabens!

    Bjs, Bea.
    ruivaliteraria.blogspot.com

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