quarta-feira, 8 de julho de 2015

Resenha | Romeu e Julieta (William Shakespeare)

Olá, tudo bem com vocês?
Hoje começamos os Sentimentos Literários do Desafio Epifania. Pra quem não sabe sobre o que estamos falando, no início do ano sorteamos temas para um desafio literário aqui no Blog. A cada dois meses, lemos um livro que se encaixe nos temas preestabelecidos. 
O tema de hoje é: "Um clássico internacional", e o livro escolhido foi o famoso "Romeu e Julieta".



Sinopse: Julieta, a bela Capuleto, se apaixona por Romeu sem saber que o rapaz é um Montéquio. Apesar dos problemas que certamente teriam de enfrentar, pois suas famílias eram inimigas, os jovens escolhem viver a intensidade do sentimento que nutrem um pelo outro, decidindo se casar em segredo. As disputas das duas famílias, contudo, não deixam espaço para que o amor impossível do jovem casal possa florescer.


É uma tragédia shakespereana que não tem foco só o amor proibido entre dois jovens na Verona renascentista, mas também porque denuncia a hipocrisia e as convenções da sociedade da época, os interesses econômicos e o interesse no poder, levando a intolerância, o que faz com que os sentimentos nobres que brotam dos corações de Romeu e Julieta sejam condenados e não aceitos. 



Na cidade italiana de Verona, duas famílias tradicionais, os Montecchios e os Capuletos, cultivam uma enorme inimizade, beirando ao puro ódio, que já existe há vários anos. Mesmo com tanta rivalidade, Romeu e Julieta, filhos únicos destas famílias, se apaixonam e decidem lutar por este sentimento a todo custo, pois vêem um no outro o verdadeiro e único sentido de viver. Seu amor é forte e vívido, incapaz de suportar distância e disposto a vencer qualquer batalha. 


Os amantes se conhecem em uma festa promovida pelos Capuletos, ou seja, a família de Julieta. Evidentemente, Romeu, não foi convidado, mas por acreditar estar perdidamente apaixonado por Rosaline, uma das moças presentes na festa, se oculta através de um disfarce e vai à celebração dos Capuletos. Porém, ao se deparar com Julieta, a imagem da outra garota desaparece de seu coração, percebendo que nunca soube o que era paixão até aquele momento, já que agora sim se viu perdido por uma moça, percebendo, assim, que nele agora só há espaço para a jovem desconhecida. Julieta percebe seus olhares e sua paixão, se interessa por Romeu, mesmo sem saber de quem se trata, mas ambos não sabem o perigo dessa relação. Logo depois os dois descobrem que pertencem a famílias que se odeiam e que esse amor é considerado impossível. 

Romeu, logo depois da festa, se oculto no jardim da casa da amada, ouve sem querer o que Julieta está lamentando com as estrelas, durante o qual ela confessa sua paixão por aquele rapaz proibido. Ele, então, a procura e se declara, dizendo que é recíproca toda essa loucura e ardor. 

Com o auxílio do Frei Lawrence, que pertence ao círculo de amizades dos jovens, eles se casam em segredo. Esse casamento é para mostrar o quanto esse amor é forte e para selar um tratado silencioso de que estão dispostos a tudo para ficarem juntos e serem felizes. 

No entanto, estamos falando de uma tragédia e esta sobra cisma em persegui-los. Neste mesmo dia do casamento, da entrega total a loucura e paixão entre os jovens, Romeu se envolve sem querer em uma briga com o primo de Julieta, Tebaldo, que ao descobrir a presença do Montecchio na festa de seus tios, planeja uma revanche contra ele. Afinal, é um desacato ter um inimigo gozando das suas alegrias, amizade e respeito, como era o caso da festa. A princípio, o jovem não aceita provocações, lembra de sua amada e o quanto eles ainda precisam ficar lutar para ficarem juntos, mas seu amigo Mercúcio confronta o adversário e é morto por ele, o que provoca a revolta de Romeu, o qual mata Tebaldo para se vingar num ato impensado e de pura raiva.

Estas mortes acirram ainda mais o ódio entre as famílias, o que já era um amor proibido, passa a ser um amor próximo a total decadência, pois a inimizade tende a ser cada vez mais sangrenta. Diante do ocorrido, o Príncipe da cidade manda Romeu sair de Verona. 

O velho Capuleto, pai de Julieta, sem saber da união de sua filha com o inimigo, arranja o casamento da filha com Páris. O frei entende o desespero da jovem, mas a convence a aceitar o matrimônio, pois arma um plano para que esta se livre do casamento e possa ficar com seu verdadeiro amor. Pouco antes da cerimônia, Julieta deverá ingerir uma poção elaborada por ele; com a ajuda deste preparado ela será considerada morta. No entanto, é só mesmo um disfarce, pois a poção terá o efeito cessado e logo Julieta estará novamente bem. E assim ocorre. Ela é encontrada morta, causando desespero na família.

Romeu seria avisado e retornaria para retirá-la do jazigo dos Capuleto assim que ela despertasse. Assim, ficariam livres para serem muito felizes. Porém, como não poderia ser diferente em uma tragédia de Shakespeare, Romeu descobre o ocorrido antes de ser notificado pelo Frei. Desesperado, e diante de tanta dor pela perda irreparável, ele adquire uma poção venenosa e, na sepultura onde se encontra a amada, depois de chorar, se lamentar e ovacioná-la, ingere o conteúdo do frasco e morre junto à Julieta, achando que seria esse o fim para esse amor. E realmente está bem próximo.

A jovem acorda e se dá conta do que aconteceu, fica sem razão ver seu amor morto, jamais poderão viver aquele intenso amor. Não vendo sentido em viver sem ele, com o punhal roubado de Romeu, se mata. Dessa maneira, eles eternizam o amor que marcou Verona profundamente. 

Os dois são encontrados juntos, mortos, para completo desespero dos familiares. Abalados com a tragédia, já que percebem que seu ódio causou tanta dor e perdas que não podem ser medidas ou retornadas à vida, eles se reconciliam definitivamente.

A peça de Shakespeare teve inúmeras montagens e versões ao longo do tempo. Muitos filmes foram feitos inspirados nessa linda trama. E mesmo sendo tão antiga, é muito atual, pois se percebe a intensidade dos jovens, a intolerância no mundo e o quanto o ódio e o rancor pode causar muitas vítimas. É um livro forte, sedutor e necessário para entender a genialidade de William Shakespeare.





                                                             "A minha mente teme

                                                    Algo que, ainda preso nas estrelas,
                                                       Vai começar um dia malfadado
                                                   Com a festa dessa noite, e ver vencido
                                                       O termo desta vida miserável
                                                   Com a pena vil da morte inesperada."



Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

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