domingo, 30 de agosto de 2015

100 filmes que você precisa ver antes de morrer #9

Olá, tudo bem com vocês? Como estão de final de semana?

Domingo é bom pra se jogar debaixo da coberta, fazer uma pipoca fresquinha e curtir um filme atrás do outro, né? 

Por isso, gostamos de trazer algumas dicas pra vocês por aqui... Hoje trago mais cinco indicações de filmes que eu amo e acho que todo mundo deveria dar uma oportunidade! Vamos conferir?


sábado, 29 de agosto de 2015

Aquela dos 30 - Filmes que não valem a pena!

Olá, tudo bem com vocês?

Depois de um tempo sem atualizar essa coluna que tanto adoramos, voltamos!!! 

Hoje vamos conhecer 30 filmes que consideramos totalmente dispensáveis.

Vem!!!


Resenha | O Sócrates Real (Rogério Hetmanek)

Páginas: 165 / Autor: Rogério Hetmanek / Editora: Ponto Vital



Sinopse: Você Sabe?
Que Sócrates não existe como personagem histórico ou real por não ter deixado nada escrito? Que, ao dizer sei que não sei, ele revelou um autêntico saber? Que ele identificou na alma do ser humano o eu racional, com capacidade de entender a razão da própria existência? Que a célebre fraseconhece-te a ti mesmo não foi criada por Sócrates? E que ele deu a esta frase uma inédita interpretação? Que para Sócrates a busca do conhecimento daverdade é que justifica a existência da filosofia? Que existe grande diferença entre o que é a verdade para cada um e o que é a verdade como conceito universal? Sabe o porquê de Sócrates ter sido reconhecido pelo Oráculo de Delfos como o homem mais sábio de sua época?
Nesta obra você te acesso as razões destes e de outros questionamentos, e conhecerá os fundamentos que justificam o lançamento de O Sócrates Real.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

1 filme por semana 30/54: A Princesinha


Sinopse: 1914, Simla, Índia. Sara Crewe (Lisel Matthews) é uma garota inglesa que vivia feliz, apesar de ser órfã de mãe. Quando eclodiu a 1ª Guerra Mundial seu pai, o capitão Crewe (Liam Cunningham), que pertencia ao exército inglês, tem que ir para a guerra. Porém antes vai a Nova York para deixar Sara num luxuoso internato para moças, no qual a mãe dela já estudara e que é administrado agora com mão de ferro pela Srta. Minchin (Eleanor Bron). A Srta. Minchin fica incomodada com a criatividade de Sara, que logo cativa a maioria das garotas. Um dia o Sr. Barrow (Vincent Schiavelli), o advogado do pai de Sara, chega no colégio para dizer que não haveriam mais pagamentos, pois o pai de Sara tinha morrido em combate. Minchin então faz Sara trabalhar como uma criada, para pagar sua estada ali.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Oz – Mágico e Poderoso - Especial Infantil



Imagino que todos que são apaixonados por O Mágico de Oz, tiveram a mesma reação que eu, quando descobriram que a Disney traria a terra de Oz para as telas com os recursos tecnológicos que temos hoje. Mais surtos psicóticos quando descobrimos que não seria um remake, mas a história antes da história. Por fim, a ansiedade tomou conta quando ouviu-se falar que, Oz – Mágico e Poderoso, seria um filme que contaria a história de Oscar Diggs, um mágico farsante do Kansas, que após fugir de um circo, cai na Terra de Oz e mal sabia que se transformaria em O Mágico de Oz.


O Mágico de Oz - O Filme - Especial Infantil - 1 filme por semana: 29/54

Lançado em 18 de Setembro de 1939, dirigido por Victor Fleming e estrelado por Judy Garland, O Mágico de Oz é um filme baseado no livro homônimo de L. Frank Baum. 
Dorothy mora no Kansas com sua tia Em e seu tio Henry. A menina possui um cachorro chamado Totó. Um dia, uma vizinha rica, chega na casa da menina acusando o cachorro de entrar em sua propriedade e quer levá-lo embora. Depois de apresentar um documento, a mulher consegue levar o cachorro que foge e volta para os braços de Dorothy.




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Resenha | O Mágico de Oz (L. Frank Baum)

Autor: L.Frank Baum - Páginas: 224 - Editora: Zahar


Sinopse: O Mágico de Oz - "Quando estava na metade do caminho, ouviu-se um grito fortíssimo do vento e a casa sacudiu com tanta força que Dorothy perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão. E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar, Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão."
Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz. Por lá, Dorothy faz novos amigos - o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde -, encara perigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos. Depois de tantas aventuras, a menina descobre que seus Sapatos de Prata têm poderes mágicos e podem levá-la para qualquer parte. Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa.
Um clássico indiscutível para todas as idades.


domingo, 23 de agosto de 2015

Peter Pan - Filme Disney - Especial Infantil




Sinopse: No clássico do autor James Matthew Barrie, o menino que se recusa a crescer convida Wendy Darling e seus irmãos João e Miguel a voar (com a ajuda do pó mágico da fada Sininho) até a Terra do Nunca, um mundo de fantasia onde vivem sereias, Meninos Perdidos e o arqui-inimigo de Peter Pan, o pirata Capitão Gancho. Após participar de fantásticas aventuras Wendy decide voltar para casa, mesmo correndo o risco de perder seu primeiro amor para sempre...

Que filme lindo! Tô mais encantada com a história e muito feliz com a maneira como ela foi contada nesse filme da Disney. Primeiro porque é muito próximo do livro. Então, para quem conhece a vida de Peter Pan através do desenho, terá uma noção mais ampla da história mesmo do Peter. Segundo porque foi muito bem feito o filme. Os efeitos, o elenco e o desenvolver da história.

Fiquei muito comovida por ter falas praticamente iguais as do livro, o que aproxima ainda mais o filme do livro e traz mais veracidade para o que está sendo contado. Teve muitas horas em que lembrei mesmo do livro e foi como se eu tivesse relendo e novamente imaginando as situações e personagens.

Por ser filme, a Naná, por exemplo, não ficou tão próxima, pois, afinal, ela é uma cadela, mas em compensação, achei que a Senhora Darling ficou mais próxima do tom do livro. Infelizmente, não posso dizer o mesmo do Sr. Darling, Miguel e João.

Mas, para felicidades dos fãs do enredo, Sininho e Wendy estavam perfeitas no filme. "Vestiram a camisa" e fizeram o papel certinho. Souberam mostrar bem o jeito, personalidade, manias das apaixonadas por Peter.

Inclusive, algo que me chamou muita atenção no filme foi a questão de Peter e Wendy parecerem de fato um casal pré-adolescente apaixonado. Pois no livro mostra o interesse, mas não chega a ser um quase romance não, já no filme fica muito claro um sentimento de amor de um casal jovem, que está descobrindo o que é paixão. Não me incomodo com isso, acho até que fez o filme ficar mais bonitinho, mas o livro não chega a tanto.



Sobre o Peter Pan, bom, o menino é lindo e bem como eu imaginava o personagem mesmo. Até algumas caras e bocas que ele fazia. Só achei essa versão menos prepotente, menos mandão e isso acaba influenciando na figura Peter Pan, pois mexe com a personalidade que o Barrie deu para seu personagem principal.

Já o Capitão Gancho, assim como o desenho, se mostrou completamente vilão, como se ele não tivesse motivos para não gostar de Peter ou como se não tivesse um lado bom, mesmo que escondido por baixo de seu gancho. Não vou dizer que muda muito do livro, mas posso reafirmar que este mostra um Gancho mais humano.

Achei realmente que as mudanças não mudaram a essência da história, afinal, já defendi aqui várias vezes e vou voltar a falar: não tem como ser 100% igual. Teve mudanças que até achei benéficas para o entendimento. Adorei a índia Tigrinha se apaixonar por João e não por Peter, diminuindo um pouco a bola do menino e ajudando no romance com Wendy e ciúmes da Sininho.

Indico com certeza. Para quem só viu o desenho, para quem só leu, para quem leu e viu o desenho. Peter Pan é um enredo lindo, quanto mais dessa singularidade das crianças, melhor!!

Estou muito ansiosa para o próximo filme sobre o personagem que sai em Outubro e nos conta como Peter foi parar na Terra do Nunca. O trailler é incrível e com certeza irei ver e vir aqui contar o que achei para vocês.


Até Outubro com mais Peter Pan!



Sobre o Autor:


Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Peter Pan - Desenho Disney - Especial Infantil



Sinopse: Londres. Peter Pan (Bobby Driscoll), o garoto que se recusa a crescer, espreita a casa dos Darling, pois Wendy (Kathryn Beaumont), a mais velha dos filhos do casal Darling, crê que ele exista e já convenceu seus irmãos, João (Paul Collins) e Miguel (Tommy Luske). Wendy tem certeza disto, pois Peter Pan perdeu sua sombra. Aproveitando a ausência dos pais de Wendy, ele vai até a casa dela. Após recuperar sua sombra, Peter Pan ensina a Wendy, João e Miguel o que devem fazer para voar: pensar em algo bom e usar um pó mágico, que uma pequena fada, Sininho, joga sobre eles. Peter leva as três crianças para um passeio na Terra do Nunca, uma ilha encantada que é o lar de Peter, Sininho, os Garotos Perdidos e um maquiavélico pirata, o Capitão Gancho (Hans Conried), que jurou se vingar de Peter. Gancho perdeu uma de suas mãos em um duelo com Peter Pan, com ela tendo sido comida por um crocodilo que agora segue sempre o navio do Capitão Gancho, pois quer comer o resto. Tudo realmente se complica quando Sininho fica com muito ciúme de Wendy e quer prejudicá-la.


Eu tinha visto o desenho de Peter Pan faz tanto tempo, que só lembrava mesmo do Peter e da Sininho. Foi bom rever e lembrar minha infância. Foi bom também ver como a Disney cresceu com o tempo e, hoje em dia, os filmes só melhoram, inclusive os que mostram os clássicos.


Peter Pan é um grande clássico infantil. E só de ter um filme que mostre para mais pessoas essa história, já é válida. É claro que, como tudo que a Disney produz em desenho, romantiza demais a história, mesmo assim não perde completamente sua essência, podendo ter uma noção clara da história de Barrie.

No desenho, senti os pais das crianças diferentes. Parecem mais tranquilos (se essa for a melhor palavra) do que no filme e achei também a presença da cadela/babá Naná menos presente. Isso de alguma forma deixa de mostrar a importância dessa família para história. Os acontecimentos também são mais breves. Claro, o visual é diferente da escrita. Eu sei! Eu sei! Mas, por exemplo, o início do filme já é a ida de Peter na casa da família Darling atrás de sua sombra.

Outro fator muito diferente foram os personagens Peter, que no filme não parece tão prepotente, o que é de se esperar já que é um filme da Disney e sempre passa alguma lição, e o Gancho, que no filme é completamente mau, apesar de ter um lado cômico, que também acredito que a Disney tenha colocado para chamar mais atenção da história. Até o crocodilo que quer comer o Capitão Gancho no filme parece um tanto "pastelão".

Os personagens que se mantiveram bem próximos foram os irmãos Miguel, João e Wendy. Dentro do esperado numa adaptação, eles ficaram bem próximos. E o Miguel do filme dá vontade de apertar!
Sininho foi outra personagem bem próxima do livro. Ela continuou a fadinha que ama o Peter, morre de ciúmes de Wendy, que tem seu lado bom e seu lado ruim. No livro eu imagino pior, mas mesmo assim ainda acho que não se distanciou muito do texto original.

As aventuras vividas na Terra do Nunca e os Meninos Perdidos seguem a sequência do livro. O que muda mesmo é como Peter chega ao barco do Capitão Gancho. Mas isso eu já esperava que mudasse, pois, apesar do livro ser infantil, a cena não é simples. Até porque temos que ter em mente que o livro foi escrito em outra época. O final é que tem uma modificada para ficar com esse ar mais romântico dos desenhos.

Com o papel que a Disney tem, o desenho desempenhou muito bem. Peter mostrou ser uma criança feliz, que quer sempre ser essa criança feliz e que vive num lugar de faz de conta chamada Terra do Nunca. 



Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Resenha | Peter Pan - Especial Infantil



Sinopse: Peter Pan conta as aventuras dos irmãos Wendy, João e Miguel na ilha da Terra do Nunca. Numa noite, ao voltarem de um jantar na casa de um vizinho, o sr. e a sra. Darling se deparam com o quarto das crianças vazio. A sra. Darling já sabia o que acontecera: Peter Pan voltara para buscar a sua sombra e acabou levando as crianças embora. De fato, Wendy acordou com o choro de Peter em seu quarto. Descobriu que ele estava triste por não conseguir ter de volta a sua sombra (ele tentara grudá-la em seus pés com sabonete). Depois de ajudá-lo costurando a sombra à seus pés, Wendy é convencida por Peter a viajar com ele até a Terra do Nunca, pois ele lhe prometera fadas, sereias e muitas aventuras. Só que, além de sua companhia, Peter estava interessado em suas histórias e em seu papel como mãe. Pois ele faz parte dos Meninos Perdidos, garotos pequenos sem mãe nem pai. E o sonho dos meninos era ter uma mãe que cuidasse deles, contasse histórias e os pusesse na cama antes de dormir.

Persuadida por Peter, Wendy acorda seus irmãos e, depois de aprenderem a voar com o pó de Sininho, a fada amiga de Peter Pan, os três partem para a Terra do Nunca. Depois de dias e de muitas aventuras em pleno voo, eles alcançam a ilha e, a partir daí, passam a conviver com os seres que lá habitam: Meninos Perdidos, animais selvagens (inclusive um crocodilo que engoliu um relógio e que por onde ele passa dá para se ouvir um "tique-taque"), índios peles-vermelhas e, é claro, os piratas. Numa trama repleta de intrigas e alianças, esses grupos vivem se metendo em aventuras e confusões, sempre existindo uma briga na qual os Meninos Perdidos se metem.

Eu nunca tinha lido Peter Pan. Eu sei, uma leitura indispensável, mas que eu nunca tinha feito e, hoje, fiquei muito feliz por realizá-la. Ainda tinha na cabeça a ideia do desenho de Peter Pan da Disney e foi bom ver que a história me oferece muito mais.

Como todos sabem, Peter Pan, do autor J.M. Barrie é um grande clássico infantil. Poderia até ser considerado um grande clássico mundial. É tão cheio de coisas a se ensinar, que já começa nos dizendo que o início do nosso fim é aos 2 anos, pois é a idade que descobriremos que um dia deixaremos de ser crianças e passaremos a ser adultos. E, apesar de muitos dizerem que não veem a hora de serem adultos, a verdade é que no fundo ninguém quer deixar de ser criança.

Peter é a representação desse sentimento, dessa vontade de nunca perder a alegria, a vivacidade, a esperança, os sonhos de criança. E a partir da história dele, muitas pessoas conseguem enxergar como é bom e necessário viver essa fase da vida.

O que tenho para falar primeiro é da construção da família. Um homem preocupado com as finanças, uma mulher que consegue viver adequadamente naquela sociedade, três filhos programados e estudados para existirem, sendo usado até termos engraçados para mostrar suas chegadas, uma necessidade de prestar contas a sociedade, inclusive tendo uma babá – mesmo que esta seja a cadela Naná – já que todos têm um babá.

Sobre a Naná, é engraçada sua construção, pois ao mesmo tempo em que a gente sabe que é um cachorro, ela traz características e comportamentos humanos, como pensar e conseguir dar conta dos horários e necessidades de Miguel, Wendy e João.

Há situações no livro que também merecem destaque como: a mãe conseguir ver e organizar os pensamentos dos filhos. É como se ela conseguisse prepará-los para o que estar por vir e, ao mesmo tempo, se prevenir do que eles sentem e pensam. Outro ponto seria a sombra de Peter conseguir ser pega, dando a ideia que uma parte nossa pode ser "descolada" e viver separado, nos mostrando para o mundo. E por último, a questão da inocência das crianças. Peter Pan não tem noção do que é um beijo e Wendy consegue demonstrar o que é carinho através de metáforas.

Peter Pan é, inclusive, um personagem complexo, pois é criança, não sabe separar realidade de ilusão, mas é extremamente prepotente, mandão, com um espírito de liderança muito forte para uma criança, mas ao mesmo tempo brincalhão, com alegria, com educação. Ele é muito respeitoso com Wendy por ser menina, dando valor ao sexo oposto e, no fundo, demonstra muito carinho por todos que te cercam: Meninos Perdidos, índios, Fadas e Sereias. É a representação de que as crianças sempre são injustiçadas pelos adultos. Ele também se esquecia das coisas vivia e das pessoas que conhecia. Uma marca muito clara da infância. Com o tempo, a gente perde as memórias. E também sempre usava o presente e nunca o passado.

Algo que para mim foi muito bem elaborado no texto, foi a questão do Narrador dialogar com o leitor, deixando claro o que estava por vir. E a todo tempo a gente tem essa proximidade com ele, como se a gente entrasse mesmo na história, como se estivéssemos em cima de uma nuvem ao lado do narrador assistindo e comentando todos os fatos. Ele é tão presente, que apesar de torcer por Peter, ele sempre vê e se coloca na posição do Capitão Gancho também.

Outra personagem que pode surpreender – ainda mais as gerações mais novas – é a Sininho. Nos filmes feitos para ela, a fadinha é sempre muito boa, muito amiga, muito generosa. E de fato é o que esperamos das Fadas. No entanto, Sininho é ou muito boa ou muito má. Tem ciúmes do Peter enorme, um ciúmes de homem e mulher, nem parece que é uma criança e um ser sobrenatural. Isso, a meu ver, mostra que esses sentimentos são construídos em nós ainda pequenos, na nossa infância.

Aliás, Peter é "o rei da cocada preta", pois não só Sininho tem esse sentimento por ele, Wendy e a índia Tigrinha também compartilham desse interesse, paixão e ciúmes. Inclusive, Wendy, por ser a única menina do bando de Peter, sempre foi vista como mãe dos meninos e até mesmo do próprio Peter Pan. O mais engraçado é que ao longo da história, o menino que tem o papel de líder, passa a dividir o papel de filho de Wendy, mas de pai dos outros meninos, como se ele e a menina, mesmo crianças, fossem um casal.

O personagem do Capitão Gancho é muito interessante, pois ele não é de todo mau como aparece nos filmes. Ele tem um lado humano. Tem medo do crocodilo, não trata mal os outros piratas como esperávamos, tem motivos para não gostar de Peter, apesar de ser adulto, sempre caía nas brincadeiras de Peter Pan como "um patinho" e junto com os outros piratas, queria que Wendy fosse sua mãe como ela era para os meninos. Ele é mau? Mas tem seus sentimentos divididos também. Acho até que tem um pouco da representação do que somos hoje. Ninguém é completamente bom, nem completamente mau, mas muitas vezes escolhemos um lado e Gancho escolheu o de ser vilão.

É importante falar que ele, Gancho, sempre chegava aos meninos por eles não terem mãe. Como se ficasse claro a falta da família, dos princípios, das responsabilidades deixam rastros que podem ser encontrados e desvirtuados. Sobre os Meninos Perdidos, além da obediência quase militar a Peter, mesmo sem deixar de ser criança, o mais interessante deles é o fato de não lembravam o passado, mas lembravam de coisas como escrever. Achei interessante porque se lembravam de letras e números, mas não das pessoas que amavam.

Enfim, é um livro curto, com uma linguagem fácil, uma família tradicional, mesmo que com suas esquisitices, mas que está em volta de uma magia única. E o final do livro com essa presença do Peter Pan em muitas gerações dos Darling mostra como a ideia do livro é manter viva a alegria de ser criança. 

Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

Crítica | Walt nos Bastidores de Mary Poppins - Especial infantil - 1 filme por semana 28/54

Olá, tudo bem com vocês?

Se vocês nos acompanham regularmente, perceberam que estamos fazendo um especial Infantil por aqui... Começamos conversando sobre o clássico Mary Poppins e vocês podem conferir o que já falamos aqui e aqui.

Agora vou finalizar a tríade Poppins com o último filme: Walt nos Bastidores de Mary Poppins!



Como já se autoexplica o título, este filme retrata a busca incansável dos estúdios Disney (representado na maior parte pelo próprio fundador do Império) em convencer P.L. Travers, autora do clássico Mary Poppins, a ceder os direitos de sua obra para que seja adaptado no Cinema pela Disney.

Na trama, Travers não vê com bons olhos a parceria e não pretende ceder. A autora não aprova o que a Disney faz com suas adaptações, cheias de bichinhos inanimados e açucarados.

A  negociação entre Pamela e Walt Disney teria levado 20 anos e o filme mostra os momentos finais de tudo isso. 

Para incrementar a história e dar sentido às ações e posturas tanto de Travers, quanto de Walt, flashbacks da infância da primeira e lembranças do segundo são feitas durante a trama.

Neste filme, além de termos a persistência de todos em manter a magia viva, eternizada, temos também um Walt mais humanizado, interpretado por Tom Hanks. Esse fato gerou dúvida quanto à credibilidade do filme, já que muito se diz que o criador do Mickey e todo esse reino encantado, era bem diferente do que foi retratado. Mas, cá entre nós, alguém achou mesmo que um filme da Disney, retrataria seu fundador de forma antipática e austera? 

No filme, Walt teria prometido às suas filhas, fãs da obra de Travers, que levaria o livro às telas. E, a partir daí, iniciam-se as negociações.

O filme é recheado de críticas por parte dos especialistas. Críticas que vão desde a interpretação dos atores, até o roteiro em si. No entanto, acho bem difícil alguém que seja fã da obra não se interessar, se encantar e se apaixonar por mais essa história.

Vejam! Pela curiosidade ou simplesmente para traçarem um paralelo de opinião. Vale a pena!





Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Crítica | Mary Poppins - Disney - Especial Infantil

Olá, tudo bem com vocês?

Dando continuidade a nossa semana especial infantil, vamos conversar hoje sobre o clássico cinematográfico "Mary Poppins". Mas vou fazer um pouquinho diferente do que costumo fazer com filmes por aqui... Se você não viu, clica aqui pra conferir tudo o que achei sobre a obra literária que originou o filme que trago hoje! 


Como o clássico é inteiramente baseado nesta obra, vou apontar as principais diferenças que percebi, e dar meu parecer final, ao invés de resenhar detalhadamente o filme, ok?


35 emoções em um minuto.

Ela gosta das coisas desalinhadas, livres de regras ou padrões preestabelecidos. Gosta de rabiscos em papéis em branco, estrelas ao lado de luas, e de escrever repetidamente a palavra "qualquer". Por quê? Nem ela sabe.

Ela marca trechos de seus livros com marcadores coloridos, usa referências que lhe marcaram em conversas e conversa. Sempre. Muito. Fala de qualquer assunto... Defende suas ideias com apego e convicção. Mas assume sem problemas quando não entende do que tratam. E tenta aprender. E quase sempre aprende!

Ama música. E escuta quase sempre as mesmas de anos. Não entende nada - NADA - de música internacional dos últimos 10 anos. Não sabe nomes de bandas - nenhuma - e não identifica música alguma pela introdução.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Resenha | Mary Poppins (P.L.Travers) - Especial Infantil

Olááá, tudo bem com vocês?

Estamos começando hoje um especial Infantil aqui pelo Blog. Serão sentimentos literários, críticas de cinema, opiniões e muito mais! Acompanhem, comentem, vamos embarcar juntos nessa nostalgia contagiante!!!

Dando abertura, irei falar sobre a obra "Mary Poppins", de P.L.Travers que, muito provável, muitos de vocês já ouviram falar e até leram ou viram o filme. Vem saber o que eu penso deste livro e comentar comigo!!!


"Mary Poppins" - Autor: P.L.Travers - Editora: COSACNAIFY - Páginas: 190


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Resenha | O Quinze (Raquel de Queiroz)



Raquel de Quiroz  Páginas: 157  Editora: José Olympio


Sinopse: O Quinze - Esta obra discorre sobre a grande seca de 1915, de que Rachel tanto ouviu falar. Ceição convence Mãe Nácia a partir. Vicente quer ficar, salvar o gado. Dona Maroca manda soltar o gado. Chico Bento vende as reses e parte com a família. Chegará à Amazônia? Não consegue as passagens e vai indo a pé. Um retirante em meio à seca. A fome e o cangaço. Este é um drama da terra. 





COM SPOILER


Aos 19 anos, Raquel de Queiroz imortalizou a pior seca de todos os tempos, que este ano completa 100 anos. 

Não é à toa que seu romance de estreia foi um verdadeiro sucesso. Nascida em 1910, a autora criou o romance “O Quinze”, baseada nas histórias que ouviu sobre o terrível período dessa seca. 

O livro tem a narrativa de duas histórias que acabam por se encontrar em certo momento. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A propaganda da Bombril, o feminismo, e a denúncia ao Conar

Se você não passou as últimas décadas em coma e o dia de hoje dormindo, de certo tem conhecimento de duas coisas: propagandas da Bombril e a repercussão que uma delas tem dado após homens recorrerem ao Conar para denunciá-la.

Não é novidade as temáticas adotadas pela marca. Assim como não é novidade nenhuma, qualquer marca de produto de limpeza lançar mão de abordagem machista em seus anúncios afinal, desde tempos remotos que apenas mulheres são "donas de casa". Apenas mulheres cuidam da limpeza de seus lares... aff

Há alguns anos, a mesma marca em questão, colocou Mariza Orth em uma propaganda, comparando homens a cachorros. Lembram?

Agora, com duas humoristas e uma cantora de peso, eles ridicularizam os homens colocando-os em uma posição de serem incapazes de manterem a casa limpa com excelência.

Ozomi, claro, revoltaram-se. E recorreram ao Conar.

E aí o que acontece? Todos voltam-se para esse fato, deixando de lado o que deveria de fato ter importância...

1 filme por semana 27/54: Do começo ao fim

Hoje é dia de "1 filme por semana" e me foi incumbido falar de um filme nacional. Fiquei bastante confortável com essa escolha, afinal, sou fã declarada do cinema de nosso país.  

Já estava com o filme "Boa sorte" engatilhado para assistir e comentar aqui, quando dei-me conta que nunca falei sobre um de meus filmes nacionais preferidos: "Do começo ao fim". Sendo assim, refiz minha escolha.

"Do começo ao fim" narra a história de Francisco e Thomás, filhos da personagem de Julia Lemmertz: um com seu ex-marido, Pedro, e outro com o atual marido, vivido por Fábio Assunção.



Já na primeira cena do filme, com o filho mais novo nascendo, temos ciência da ligação que os dois terão pois, ao abrir os olhos pela primeira vez, há uma conexão forte do caçula com o irmão mais velho!

Essa relação entre os dois vai amadurecendo ao longo dos anos e ganhando ares afetivos que se distanciam de uma relação comum entre irmãos. Cada vez mais forte, a mãe não tarda a perceber que há algo além entre seus dois meninos.



O amor e a conexão dos dois é tanta, que a mãe, mesmo ciente do que se passa - e cresce cada vez mais - diante de seus olhos, não vê nada que possa fazer para impedir ou mudar os caminhos que vêm sendo traçados.

Temos, então, um salto de 15 anos na trama e a morte da personagem de Julia Lemmertz nos leva a um marco importante do filme: a primeira relação sexual de fato dos dois.

A partir dali temos um romance lindo, doce, intenso, com todas as nuances que um romance verdadeiro nos traz.



Um filme com pano de fundo o Rio de Janeiro e a Rússia já é por si só, lindo. Junte a isso um roteiro bem construído, com um casal protagonista com química absurda e, ainda, personagens secundários de peso.

Me surpreendeu a mistura de sutileza e intensidade que o Diretor conseguiu imprimir. Assim como, o enfoque no romance, no amor. Não espere dois irmãos com passado assustadores e traumáticos que o levaram a tal envolvimento. Não espere um roteiro baseado no incesto, no tabu. O filme trata de amor. Um filme de amor, sobre o amor! 



Apenas isso!


Assistam e me contem! :)



Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Resenha | Essa Garota (Colleen Hoover)

Oi gente querida! Tudo bem?

Nessa semana fecharemos a trilogia "Métrica" com o livro "Essa Garota", mas nossa preparação para a Bienal continua e ainda tem mais de Colleen Hoover para vocês.

Espero que tenham gostado de tudo que falei desses livros que me fizeram ficar apaixonada pelo casal Lake e Will, mais pelo Will, claro! rs.



"Essa Garota" - Autor: Coleen Hoover - Editora:Record - Páginas: 336


Sinopse: O amor de Will e Layken enfrentou — e venceu — proibições, impedimentos, ciúme, tragédia. Mas, agora casados, os dois se sentem seguros do sentimento que os une. Lake e Will estão em plena lua de mel, encantados com o futuro que têm pela frente. Lake quer saber tudo que há para saber sobre o marido — mesmo quando este se torna reticente quanto a despertar memórias dolorosas. Pouco a pouco, Lake convence Will a desembaraçar os nós da própria história e, pela primeira vez, seus mais íntimos sentimentos e pensamentos ganham voz. Sob a ótica de Will, revisitamos os bons e maus momentos. E conhecemos alguns fatos chocantes. O futuro de Will e Lake agora depende de como os dois lidarão com essas revelações...

O terceiro e último livro da trilogia, Essa Garota, é o mais tranquilo deles. Não tem tensão como os anteriores, é o que a gente lê mais devagar (pelo menos foi o meu caso) e mesmo assim continua com aquela sensação boa de se fazer uma leitura que te traz emoção.
Layken e Will agora estão casadíssimos e mais felizes do que nunca. O livro se passa praticamente todo na lua-de-mel, onde eles aproveitam bastante esse novo mundo a dois, onde podem matar todas as vontades e aproveitam para recordar o passado.

Vi algumas pessoas dizerem que era um livro desnecessário, teve pessoas que acharam chato, teve pessoas que nem quiseram ler. Eu amei! Com certeza tem um tom, uma maneira diferente dos outros. Mas Will é tudo, poesia é tudo e o amor deles... bem, o amor deles é tudo ao quadrado. E só de poder recordar das emoções proporcionadas em "Métrica" e a oportunidade de ver tudo que o Will pensou, sentiu, esbravejou e viveu naqueles momentos que não foram fáceis para eles.

Muitas situações ficam mais completas, são melhores esclarecidas, ganham mais detalhes e tem novas poesias para nos emocionar. Tem poesia nesse livro também, gente! \o/

É uma forma nova de ver e rever tudo que eles passaram e vibrar com eles por terem vencido todas as dificuldades, dúvidas, perdas e novidades. Acredito que fechou essa história com chave de ouro mesmo. Como dizem: foi a cereja do bolo.

E o final, minha gente, é de tirar o fôlego de tão lindo. Colleen Hoover fez um trabalho lindo com essa trilogia, que soube emocionar, ensinar, passar valores, trazer sorrisos, derramar lágrimas, mas que mostrou como é uma história sensacional. 

Sobre o Autor:

Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Layout: Equipe Epifania | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©