sexta-feira, 28 de agosto de 2015

1 filme por semana 30/54: A Princesinha


Sinopse: 1914, Simla, Índia. Sara Crewe (Lisel Matthews) é uma garota inglesa que vivia feliz, apesar de ser órfã de mãe. Quando eclodiu a 1ª Guerra Mundial seu pai, o capitão Crewe (Liam Cunningham), que pertencia ao exército inglês, tem que ir para a guerra. Porém antes vai a Nova York para deixar Sara num luxuoso internato para moças, no qual a mãe dela já estudara e que é administrado agora com mão de ferro pela Srta. Minchin (Eleanor Bron). A Srta. Minchin fica incomodada com a criatividade de Sara, que logo cativa a maioria das garotas. Um dia o Sr. Barrow (Vincent Schiavelli), o advogado do pai de Sara, chega no colégio para dizer que não haveriam mais pagamentos, pois o pai de Sara tinha morrido em combate. Minchin então faz Sara trabalhar como uma criada, para pagar sua estada ali.



O meu desafio de hoje era escrever sobre um filme que me traga boas lembranças e com certeza este traz. Lembra-me a minha época de escola, a minha infância, afinal, foi justamente num passeio escolar ao cinema que vi "A Princesinha" pela primeira vez. Lembro que fiquei tão encantada e feliz com a história, que quando revi o filme este mês, tive certeza que seria dele que iria falar.

Já vou começar logo com a grande lição que esse filme traz para todos: esperança. Essa é a grande lição, mas junto dela tem muito outras como amor ao próximo, alegria e paz. E é bom poder ver que valores como estes ainda são passados através do entretenimento, principalmente, quando o público-alvo são crianças. Precisamos mesmo que elas tenham em mente o amor.

Sara é uma menina que transborda esse sentimento. Mesmo no sofrimento de viver longe de seu pai, chamado para a guerra, em um colégio interno e com aos cuidados de uma mulher sem coração e que só pensa em dinheiro, ela continua sorrindo, tratando todos bem, inclusive os empregados do colégio e mais especificamente um menina, criança como ela, mas que precisa trabalhar e tendo fé que seu pai voltará para viverem juntos novamente.

Seu maior aliado é a capacidade incrível de manter viva a alegria através das histórias que conta para suas amigas de escola. Acho isso incrível. Mostra também como podemos "viajar", aprender, sonhar através das histórias e dos livros. Ou seja, esse filme deve ser passado para todas as crianças.

 Mas, como o bem tem que vencer o mal e como para chegarmos até lá nada é fácil, Sara passa por momentos horríveis quando descobre que seu pai morreu na guerra e não tem ninguém para cuidar dela. Pior, o governo pegou sua herança e ela está na miséria. Nunca entendi porque o governo pega sua herança se ele tem herdeira, mas... entendo que tinha que ter um drama para o desenrolar da história.

O que parece seus piores pesadelos se concretizou: ela virou umas das empregadas da escola. No entanto, ela cativou tanto que as meninas a procuravam de noite para continuar escutando suas histórias. Isso acaba aumentando suas esperanças.

Enquanto tudo isso acontece com ela... bem ao lado do colégio interno tem um senhor cujo filho também foi para a guerra e está desaparecido. Ao ir ao hospital ver se o solado que está internado e sem memória é o seu filho, ele se depara com outro homem, mas incentivado por seu secretário particular, um indiano, ele resolve levá-lo para casa e cuidar. E advinha quem é? Isso mesmo, o pai da Sara.

Esse indiano é tipo um guru de tudo, pois ele parece saber que é o pai de Sara e passa a ser bastante frequente na visão da garota. E é justamente por algo que ele faz que pai e filha voltam a se reecontrar. Numa cena tensa e emocionante, o pai volta a reconhecer a filha e a megera do colégio é punida por tanta maldade.

O final, graças a Deus, é feliz com Sara levando sua amiga, antes empregada do colégio, junto de si como uma irmã. Ela continuou a mesma menina doce, carinhosa e cheia de esperança e amor. E deixou esse legado para todas as outras amigas que deixou no colégio. 



Sobre o Autor:
Liza AlvernazNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

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