quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva Literária 2015

E pra finalizar nossas retrospectivas, acompanhem agora o que a Pit leu este ano! Vem!!!

Retrospectiva Literária 2015

Olááá! Hora de mais uma retrospectiva! Desta vez, da Natalia!!! Vamos ver o que ela leu este ano?

Retrospectiva literária 2015

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Chegamos ao último dia de 2015 e gostaria de agradecer a cada um que passou por aqui ao longo do ano. Cada um que leu nossos posts, deixou um recadinho, nos curtiu nas redes sociais... Enfim, você leitor que esteve conosco ao longo de 2015, o nosso MUITO OBRIGADA! Estamos preparando muitas novidades para o ano que se aproxima...

Enquanto isso, vamos conferir o que nós lemos este ano? Vem!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

100 filmes que você precisa ver antes de morrer #10

Olá, tudo bem com vocês? 

O Blog voltou e com ele retomamos as indicações de filmes por aqui! Vem!!!

#46 - Uma prova de amor


Sinopse: Sara (Cameron Diaz) e Brian Fitzgerald (Jason Patric) são informados que Kate (Sofia Vassilieva), sua filha, tem leucemia e possui poucos anos de vida. O médico sugere aos pais que tentem um procedimento médico ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate. Disposto a tudo para salvar a filha, eles aceitam a proposta. Assim nasce Anna (Abigail Breslin), que logo ao nascer doa sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Anos depois, os médicos decidem fazer um transplante de medula de Anna para Kate. Ao atingir 11 anos, Anna precisa doar um rim para a irmã. Cansada dos procedimentos médicos aos quais é submetida, ela decide enfrentar os pais e lutar na justiça por emancipação médica, de forma a que tenha direito a decidir o que fazer com seu corpo. Para defendê-la ela contrata Campbell Alexander (Alec Baldwin), um advogado que cuidará de seus interesses.

Um filme lindo, comovente, inspirador e de chorar até secar as lágrimas! Tem que gostar muito de drama!!!

#47 - Cazuza - O tempo não para


Sinopse: A vida louca que marcou o percurso profissional e pessoal de Cazuza (Daniel de Oliveira), do início da carreira, em 1981, até a morte em 1990, aos 32 anos: o sucesso com o Barão Vermelho, a carreira solo, as músicas que falavam dos anseios de uma geração, o comportamento transgressor e a coragem de continuar a carreira, criando e se apresentando, mesmo debilitado pela Aids.

Não sei se vale tanto se você não é fã de Cazuza. Eu assisti totalmente influenciada por minha admiração pelo artista, compositor, poeta e pessoa que Cazuza foi. Sendo assim, amei o filme, a interpretação de Daniel Oliveira que entrou com tudo no personagem!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Dia Seguinte (Eliza Alvernaz)



Faltavam poucos minutos para a meia-noite. Poucos minutos para mais um Natal da vida de Alice.

De seu quarto ela observava, pela janela, a tempestade incessante.
Nada parecido com o romantismo dos filmes adolescentes. Não havia flocos de neve, tampouco renas felizes entre uma entrega de presente e outra. Apenas um forte vento, misturado em gotas de chuva que batiam e escorriam no vidro, afastando qualquer pessoa das ruas.

Próximo ao portão de saída, um velho pinheiro apresentava algumas folhas queimadas do sol de antes. Há algum tempo, ele era o primeiro sinal de que o Natal havia chegado, com muitos enfeites, sinos e laços.

Hoje, na cabeceira da cama, um pisca-pisca com algumas luzes falhadas é o que mais se aproxima de uma decoração natalina.

Do andar de baixo, um conhecido “Jingle Bell”. E era este som que embalava as lembranças que vinham à tona naquele momento.

Mesa farta, a família inteira presente, muita conversa e risada - assim era seu Natal de alguns anos atrás.

Ou, pelo menos, a impressão que tinha dele.

A semana inteira que antecedia a data era de preparação.

Separar as bolas coloridas, desembaraçar fios intermináveis, escolher a melhor estrela para o topo da árvore... Cada uma dessas ações sempre fora motivo de diversão! Era a semana mais feliz do ano, nunca tivera dúvidas.

Logo chegavam os primos para correr pela casa com ela e perguntar, insistentemente, a hora da troca de presentes.

Não demorou muito para que percebesse que o Papai Noel era o irmão gordo de seu avô. 

Aquele que só aparecia uma vez ao ano, com a típica roupa vermelha, barba falsa e entoando um forçado “ho ho ho”. Mas a expectativa por sua chegada, as surpresas por trás de cada embrulho, e o brilho nos olhos dos menores, contribuíram para que ela seguisse a fantasia por muito tempo.

Em pouco tempo, a casa ficava tão cheia que era preciso algumas cadeiras e mesas emprestadas.

De seus poucos anos e tamanho, Alice não alcançava o que havia por trás de toda essa felicidade compartilhada.

Ano após ano, divertia-se com as cenas rotineiras que cercavam os festejos. As piadas repetitivas de seu tio sobre o pavê, as reclamações de um e outro por alguns pratos que não ficaram de acordo com o gosto pessoal, as orações e rituais individuais... Tudo se misturava e dava o tom necessário à noite!

Nos dias vinte e quatro e vinte e cinco, todos eram felizes ao extremo, amorosos demais e realistas de menos. Mas este último ela, até então, não percebia.

Reunidos em volta da mesa principal, contavam histórias de infâncias vividas, relembravam parentes que já se foram, antecipavam expectativas para as festas do ano seguinte...

Era comum ter de explicar o porquê de separar as frutas cristalizadas do panetone, assim como eram certos os interrogatórios em cima de seu irmão adolescente e suas possíveis namoradas.

E, mesmo sendo possível prever a maior parte do que aconteceria, nada tirava todo aquele brilho natalino!

Com o passar dos anos, a diversão foi perdendo espaço.

As crianças cresceram e ter de trabalhar até quase na hora da Ceia não é nada estimulante.

A maturidade trouxe a sensatez. E esta carrega com ela uma melancolia que não acompanha os desejos.

Aos poucos, foi percebendo intenções por trás de cada cena. Razões, antes subentendidas, eram repentinamente escancaradas.

O Natal era o mesmo. Mas suas certezas mudaram.

Alice sabia que, ao descer as escadas de seu quarto para a sala, encontraria uma realidade que nada se aproximava das noites mágicas que já vivera ali.

As pessoas eram as mesmas, a rotina seguia inalterada. Mas, naquela noite, a alegria aparentemente natural de antes cederia lugar a algumas horas em que as diferenças são postas de lado. Os amores são intensificados e as dores não têm espaço.
Mágoas são esquecidas. Facilmente substituídas por um desejo automático, e quase obrigatório, de perdão.

Dos erros cometidos ao longo do ano, fica apenas a certeza da absolvição que o espírito natalino traz consigo.

Nesse misto de memórias de um passado recente e a chegada de um presente nada encantador, ela tentava entender quando os laços se resumiram a nós.

Já não era possível camuflar a realidade. E convicções muitas vezes não são satisfatórias.

Já não podia contar com as impressões dos tempos de criança. Significados encontravam-se ao avesso e as representações pareciam turvas.

Guardou, então, toda nostalgia no melhor lugar dentro de si e seguiu para alguns abraços e brindes. Sonhando em escrever uma carta, para um Papai Noel que não vem mais, pedindo de volta as sensações de antes e, principalmente, que elas não fossem esquecidas na manhã do dia seguinte.

Texto publicado originalmente na Coletânea "Presente do Céu", pela Editora Interagir - 2014.



Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Resenha | O Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos)




O Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos - Páginas: 195 - Editora: Melhoramentos



Sinopse: O Meu Pé de Laranja Lima Retrata a história de um menino de seis anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades, pelo que eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos; por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luís.
Ao longo da história vão acontecendo vários episódios na vida deste menino, uns mais alegres, outros mais tristes, que nos transmitem uma grande lição de vida e do modo como agir perante diversas situações, pois apesar de ter apenas cinco anos, Zezé já tinha atitudes que qualquer criança comum nunca teria, fazendo-nos então pensar um pouco à cerca de nós mesmos e das nossas atitudes perante determinadas situações.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Joga pedra na Geni!

Se você possui alguma rede social ou, ainda, um amigo que possua, tomou conhecimento do caso de Fabíola, seu marido, o amigo e o cinegrafista.

Se por algum motivo você perdeu tudo isso (talvez estivesse em coma, porque só assim para ficar livre disso), farei um breve resumo:

Uma mulher casada, adulta, foi flagrada pelo marido e um amigo saindo de um motel com outro cara, também casado, e também adulto e, por acaso, amigo do casal.

Faço questão de ressaltar que todos os envolvidos eram adultos para que fique bem claro que todos eram conscientes do que estavam fazendo.

Fabíola traiu o marido. O motivo? Não sabemos, e não devia nos interessar. Léo (o amigo) traiu a esposa. O motivo? Não devia fazer a menor diferença.

Não vou fazer ode à traição. Este não é um artigo em defesa de quem trai. Tampouco tentarei achar argumentos a favor deste ato. O que eu penso, e me estimulou a escrever aqui, é que traição em um, ou dois, casamentos, só deveria interessar aos envolvidos no imbróglio. Mas não é o que aconteceu. E vem acontecendo e crescendo na mesma proporção que crescem as redes sociais.

O "caso Fabíola" caiu nas redes e viralizou de tal forma que qualquer pessoa, em qualquer canto do país, com certeza sabe do que se trata. E com o conhecimento do caso, vêm as opiniões, ataques, defesas ...

Cada um toma seu partido, os juízes do facebook apontam e dão seus veredictos. Os advogados acusam, outros defendem. Discutem, debatem... A vida alheia.

E o mais surreal: No vídeo, há um "cinegrafista" que a todo minuto incita à violência, expõe Fabíola, insiste em que ela mostre o rosto para a câmera. E há um marido, revoltado, agressivo, que puxa o cabelo da esposa traidora, difere tapas, e destrói, o quanto consegue, o carro do amigo traidor. Mas nada disso importa. Não estamos nas redes sociais julgando a agressão, nem a destruição do carro, do celular... Também não importa que Léo também fosse casado. Afinal, homens estão certos em traírem suas esposas, né? Comum... Em dado momento, o cinegrafista até diz: "tanta piranha, Léo..." Claro, ele poderia ter escolhido qualquer uma para trair sua esposa. Lamentável que tenha escolhido a mulher do amigo.

Mas nada disso importa. O que foi julgado nos tribunais virtuais foi a conduta de Fabíola.
Puta. Traidora. Safada. Piranha.
Estes foram alguns dos milhares adjetivos que ela ganhou nos últimos dias. Ninguém se importou se ela tem uma mãe, uma avó... Ninguém se importou se ela tem filhos que talvez possuam celular e receberão um desses vídeos ou inúmeros memes com a foto da mãe.

Ninguém se importou que ela foi agredida. Exposta. Humilhada.

Falta amor. Falta empatia.

Vi pessoas encontrando justificativa para a reação do marido. Outras aplaudindo "Leo". 

Afinal, ela deve ter "esfregado na cara dele" e ele, "como bom homem, teve que pegar".


Vi de tudo. Mas um "tudo" que recai apenas em cima de Fabíola. A única errada da história. 

Mais uma Geni, em pleno 2015.







Sobre o Autor: 
Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

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