segunda-feira, 7 de março de 2016

Crítica: Intocáveis - onde as diferenças revelam uma grande amizade

Olá!!! Tudo bem com vocês? 

Vocês já devem ter reparado que ali em nosso menu incluímos uma lista dos 100 melhores filmes de acordo com a Revista Bula, certo? Certo. 
Esse é um projeto para o resto da vida longo prazo. Toda vez que virmos algum filme desta lista, iremos contar pra vocês aqui, e marcá-lo lá na lista! 

Quer nos ajudar? 

Pra começar, convidamos um amigo querido e super talentoso, que escreve no delicioso A Gangorra, Patrick Moraes. Ele assistiu o filme que consta na 58º posição (sim, será tudo assim, fora de ordem, de acordo com a vontade =D ) "Intocáveis"! 

Vem ver o que ele achou!!!




Às vezes, a felicidade mora nas diferenças e você só precisa olhar para o outro com atenção para descobrir aquilo que falta em você. Foi assim com Phillipe, um milionário francês tetraplégico e refinado que buscava um auxiliar de enfermagem para ajuda-lo em suas atividades diárias. Na seleção, eis que surge Driss, um cara totalmente fora do padrão esperado: sem formação, sem gostos requintados, sem conhecimento de arte clássica e sem nenhuma preocupação em ser absolutamente sincero.

Baseado em fatos reais, o encontro de Phillipe (François Cluzet) com Driss (Omar Sy) e todo o desenrolar de uma amizade foi roteirizado em “Intocáveis” (originalmente, “Intouchables”). Lançado em 2011, o filme tem direção e roteiro assinados por Eric Toledano e Olivier Nakache, misturando brilhantemente drama e bom humor. Por falar em roteiro, está aqui um excelente ponto positivo desta produção francesa. O desencadear da relação é descrito com naturalidade e em momentos que vão crescendo ao longo do filme.




Claro, nada disso seria possível se as atuações de François e Omar não fossem acertadas. Enquanto o cara sisudo, elegante e, por vezes, tranquilo marca a personalidade bem desenvolvida de Phillipe, Omar consegue criar bem o estereótipo do homem dos guetos de Paris com certa malandragem, mas também com um carisma que faz você se encantar. É justamente essas diferenças que engradecem o filme e marcam verdadeiramente a produção. A convivência diária e as limitações (de ambos, vale reforçar) provocam uma experiência enriquecedora para quem assiste.

O que parecia apenas um trabalho profissional acaba se transformando no nascer de uma boa amizade. Sem filtros, sem o olhar piedoso e sem qualquer forma de bajulamento, Driss é capaz de dar a Phillipe a naturalidade da vida, os prazeres pequenos perdidos com o requinte de uma grande fortuna e uma mansão cheia de criados.

Não tem como deixar de fora dos destaques a excelente trilha sonora. Também dividida em dois universos, o repertório escolhido para integrar as cenas vão da música clássica ao soul clássico, mostrando como há beleza tanto no erudito como no popular. Vale lembrar aqui que uma das cenas mais marcantes em “Intocáveis” é feita quando os dois estilos dividem o salão de festas para o aniversário de Phillipe. Nesse momento, fica ainda mais claro como as diferenças dos personagens centrais só fazem somar.


No fim, entre os sorrisos trocados e as angústias divididas, duas coisas se mostram ainda mais fortes em toda a história: a possibilidade de recomeçar e a necessidade de alguém (ainda que seja você mesmo) capaz de dizer o quanto a vida é mais gostosa quando se está fora da sua zona de conforto.




Sobre o Autor: 

Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!




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2 comentários:

  1. Respostas
    1. Me deu muita vontade de assistir depois que o Patrick fez essa crítica!!

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