terça-feira, 28 de junho de 2016

"Como eu era antes de você" e sua temática polêmica!

Olá gente! Tudo bom?

Quero muito falar do filme “Como eu era antes de você”. Mas antes de falar do filme mesmo, queria fazer algumas considerações e falar brevemente do que achei do livro. Li e vi muitas pessoas achando a temática do livro absurda e muito fora da realidade  a forma como a autora aborda, e sobre isso preciso falar o que eu penso.


Bom, como qualquer livro, o autor escolhe aquilo que quer falar. Vai depender da sua inspiração ou experiência ou situação que presenciou ou assunto que o instiga, enfim, o que faz cada autor falar do tema escolhido varia e só ele sabe dizer o porquê de ter feito isso. Agora, a escolha de lermos ou não é nossa. Ele não obriga ninguém, logo se você leu a sinopse e não gosta do assunto, não leia. Eu sou assim. Não gosto de terror, então não irei ler ou ver nada de terror. 

Também houve muitas pessoas que acharam absurdo a Jojo falar de eutanásia no livro. Primeiramente, o que o Will fez não foi eutanásia. Apesar do significado desta palavra ser bem próximo do que acontece no livro (eutanásia: substantivo feminino / 1.med ato de proporcionar morte sem sofrimento a um doente atingido por afecção incurável que produz dores intoleráveis. 2.jur direito de matar ou morrer por tal razão), a nossa Epifania Eliza me fez uma consideração que achei muito válida, o dele mais pareceu um suicídio assistido (O suicídio assistido ocorre quando uma pessoa, que não consegue concretizar sozinha sua intenção de morrer, e solicita o auxílio de um outro indivíduo), pois partiu dele querer por fim a sua vida. 

Vamos lá, eu, Natalia, sou cristã e não apoio a eutanásia. Eu (e é uma opinião estreitamente minha) não faria porque eu tenho crenças que me fazem ser contra. Da mesma forma, acredito sim que uma pessoa que chega ao ponto de querer se suicidar está passando por sérios problemas e deve ser assistida. A minha luta é sempre pela vida, mas isso não significa que todas as pessoas pensam como eu penso, fariam o que eu faria e muito menos que o assunto não deve ser abordado porque isso incomoda as pessoas. O tema tem que ser abordado sim, para que mais pessoas sejam assistidas e ajudadas. Cuidado com algumas colocações que são feitas, porque é esse medo ou preconceito em falar das coisas que fazem com que os índices continuem alarmantes sem nada ser feito. 

Houve também casos de pessoas que acharam que a autora “forçou a barra” e colocou a vida do Will (personagem) como sendo a única para um tetraplégico. De fato a vida dele não é a única: primeiro porque nem todo mundo é milionário como ele e tem a possibilidade de ter tanta assistência e segundo porque nem todo mundo teve a vida que ele tinha antes e por isso a forma de ver a vida hoje. Mas deu para perceber? A autora falou do Will e não de todo mundo.

Um cadeirante (seja paraplégico ou tetraplégico) pode continuar sendo feliz independente do que aconteceu com ele? Pode. E é exatamente para isso que eu torço. Para que pessoas continuem amando a si a aos seus mesmo com os infortúnios presentes na vida. Eu convivo com uma pessoa cadeirante que é extremamente animada, sorridente, feliz, querido por todos. Ele é o único? Não. Mas ele representa todas as pessoas que estão em uma cadeira de rodas? Não também. 

É importante lembrar que há pessoas que andam, que falam, que ouvem, que suspiram, que possuem essa chamada “vida normal” e não são felizes. Então, é difícil esperar que todas as pessoas que passam por alguma deficiência também sejam sempre muito felizes. E vamos ser sinceros: a vida do Will (e agora sou eu quem está falando do Will e não de todas as pessoas do universo) depois do acidente era uma bosta. Se colocar no lugar da Lou e querer que ele mudasse de ideia é muito humano, mas se colocar no lugar dele e ver o quanto a vida dele (novamente estamos falando somente do Will) era horrível, também é.

E é neste ponto que venho falar do livro. Vocês viram que a Eliza não curtiu muito (resenha dela) - (mas eu avisei que ela não gostaria, só que ela nunca me escuta hahahahahaha) - já eu adorei. Vale ressaltar aqui que eu sou uma fã de Romances incurável e dificilmente eu acho um romance ruim mesmo. Pode não ser o melhor do mundo, mas horrível é raríssimo de acontecer. Não vou dizer que está entre os meus preferidérrimos (acho que inventei um neologismo hahahaha), mas gostei muito. Ganhei este livro em 2013, mas só li este ano por causa do filme. Muita (muita mesmo) gente que eu conheço falou que leu e desidratou e por conta disso adiei o máximo que pude para ler. Obviamente que quando li já tinha recebido tantos spoiler que já sabia o final.

O livro em si é muito bem escrito. Para mim foi envolvente, porque eu queria saber se ela duraria no emprego, depois se ela conseguiria se aproximar dele e por último se eles realmente se apaixonariam. Isso fez com que eu ficasse muito envolvida. Não me preocupei com a parte dela conseguir ou não convencê-lo, porque como disse anteriormente: eu já sabia o final. Ri muito em algumas partes, como por exemplo, a parte que ela o leva cheia de boa vontade para a corrida de cavalos e me emocionei com outras como quando ela conta para ele o que aconteceu com ela anos atrás no castelo e no final mesmo na Suíça. Não desidratei, mas acredito até que foi porque eu já estava preparada para a decisão do Will. 

Mesmo não chorando de me acabar, foi um livro que me fez questionar a vida, o momento para acontecer certas coisas conosco, como mudamos com o sofrimento e com a alegria, como vemos a nossas condutas no nosso viver, como pessoas tão diferentes podem ser exatamente o que precisamos, enfim, refleti muito sobre várias questões e para mim foi uma leitura enriquecedora.


ALERTA SPOILER!

Achei o final tão bacana dentro do contexto dado que agora não tenho curiosidade nenhuma para ler “Depois de você”. Algum dia eu até lerei, mas não será tão cedo. Queria também dizer que apesar de ser contra a decisão do Will, como é um livro, uma ficção, acho que o final tinha que ser este mesmo. Se tivesse acontecido o óbvio para mim (e é minha opinião) o livro não teria feito tanto sucesso. Mexeu muito mais conosco por ele ter morrido.

FIM DO SPOILER!



Então é isso! No próximo post falarei do filme. Só queria mais uma vez pedir cuidado ao falar do assunto. Não levem a vida do Will como verdade absoluta, mas não esperem que todas as pessoas do mundo superem todos os obstáculos que a vida der. Nós somos humanos: agimos, reagimos e pensamos diferentes. Acredito que a leitura valha a pena para refletirmos a gente e não só o Will. 



Até a resenha do filme!
BEIJOS!


Sobre o Autor:
Natalia MenezesNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.

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