sábado, 24 de setembro de 2016

Existe apoio para a depressão? - Parte 4

Olá, tudo bem com vocês?
Setembro ainda não terminou, a campanha permanece e, claro, não para com o término do mês. No entanto, hoje postaremos a última parte da série que fizemos aqui no blog, com o intuito de contribuir - minimamente - dando espaço para quem pudesse contribuir com seu relato, sua experiência com a depressão e outros transtornos psíquicos que, sem a ajuda necessária, podem levar a situações extremas, como o suicídio - tema principal da campanha do setembro amarelo. 

Mais uma vez, deixo aqui registrado que nosso blog e nossos contatos estarão sempre disponíveis para quem quiser/precisar de ajuda, apoio, conversa. Mas a ajuda de um profissional da área é FUNDAMENTAL, NECESSÁRIA E INDISPENSÁVEL. Procurem um psicólogo e/ou um psiquiatra ao menor sintoma de depressão. Não deixem que ela tome conta de vocês! 

Para conferir os posts anteriores, basta clicar nos números:  1 - 2 - 3 

Hoje trazemos um texto do Cícero M. Ribeiro!



“Desculpe o transtorno, mas vamos falar de depressão.” 

Utilizando essa frase, atualmente comum depois de uma carta viralizada na internet, questiono até que ponto a sociedade sabe, entende e FALA sobre depressão.

Quando imaginamos que alguém está “depressivo”, qual a primeira imagem que nos vem à mente? Alguém que não quer sair de casa? Que não quer falar com ninguém? Que quer cometer atos violentos consigo mesmo? Sim e não!!!!! Para começo de conversa, a depressão não deve ser estereotipada, como um produto colocado numa prateleira, onde posso escolher qual levar. E que fique claro, NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM, “escolhe” ter depressão. Ela chega tão silenciosa, de forma tão traiçoeira, que fica quase impossível percebê-la, a princípio.

Devemos sempre nos atentar as pistas que nos são deixadas por alguém que está passando por uma depressão. Alguns comportamentos chegam a ser sucintos, discretos, camuflados... mas estão ali e agem como um pedido breve de socorro. Antes de tudo, quero também atentar que mais que se basearem em técnicas, procedimentos científicos e inúmeras teses sobre quadros depressivos, devemos ter ATENÇÃO. Atenção a quem está ali do nosso lado, gritando em silêncio, por uma ajuda. Vale lembrar que cada caso é único e que permeia uma imensidão de histórias pessoais e culturais daquele sujeito. Portanto, preste ATENÇÃO aos clamores silenciosos, às postagens no facebook e a baixa motivação e estima.

Outro fator importante é saber que existem níveis de depressão e que cabe o diagnóstico a um profissional especializado. Logo, para cada nível existe uma série de informações e procedimentos que devem ser tomados, a fim de auxiliar o sujeito em depressão e tirá-lo desse mar que parece não ter fim. Mas, SIM, existe um fim, resta saber por onde começar a nadar e em que porto está disposto a atracar. Mas eis a questão, a disposição, essa é uma das ações mais difíceis de encarar, pois a disposição some e a depressão se instala.
Portanto, é importante que você se conheça bem e passe a conhecer os seus, pois talvez, a sua ajuda é a única possível naquele momento.


Cícero M. Ribeiro - estudante de Psicologia pela Universidade Paulista, UNIP.





O Blog "Aquela Epifania" agradece a todos que participaram desta série, a confiança, a contribuição e a entrega!
E a cada um de vocês que tornaram esses posts os mais lidos do Blog, "estamos aqui!" 
Não se esqueçam. 


Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

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