quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Babaca? Quem? - Por Natalia Menezes

babaca
adjetivo e substantivo de dois gêneros
Binfrm.tab.
1. que ou o que é ingênuo; simplório, tolo, babaquara.
2. ou o que não tem vivacidade ou inteligência; bobo.



Sinceramente, não sei por que há pessoas no mundo que acham que podem fazer os outros de babacas, que acham que podem brincar com os sentimentos dos outros, que acham que magoar os outros é algo “nada demais”. É algo demais, só para deixar claro, muito algo demais.

Não adianta se fazer de legal com todo mundo ou ser legal, de fato, com todo mundo, se não há respeito pelo outro, mesmo que este outro seja um. Não adianta tratar as pessoas como iguais, independente de classe social ou cor, se você trata uma pessoa – uma só – com total falta de consideração. Não adianta fazer com que as pessoas “abaixem a guarda”, se depois dá mais motivos para que ela construa muros cada vez mais enormes em torno de si.

Não adiante fingir que está sufocado, não adianta fazer joguinhos com outras pessoas e nem usar terceiros para causar ciuminhos ridículos e infantis, ainda mais quando não temos nenhuma preocupação com o que este terceiro sente. Não adianta querer chamar atenção e depois se fazer de difícil, como se tivesse 15 anos de idade. Não adianta dizer que não quer nada, quando demonstra outra coisa e nem ficar vermelho de vergonha quando insinuam algo. E para quê? Para depois fazer pouco caso dos outros?

Não adianta não saber o que quer da vida ou pior, ser covarde o bastante para não admitir o que sente. Ou muito pior, fingir que sente pelo simples prazer de humilhar os outros. Sério, o que realmente se ganha com isso?

Não adianta arrumar brigas sem pé nem cabeça, humilhar as pessoas com segredos que elas confiaram a vocês, tratando-as como se fossem os piores dos seres humanos e depois ficar com pessoas “piores” que elas só para as humilharem ainda mais. Não adianta fingir felicidade ou popularidade quando lá no fundo se sabe bem o que realmente isto significa.
Não adianta ser bipolar, ter alzheimer, ter capa de invisibilidade ou fingir que é na sua, quando não se deixa os outros realmente em paz. E, principalmente, não adianta querer fazer os outros de babacas quando, na verdade, o babaca é você.

Sabe, uma hora as pessoas cansam. Cansam de serem vistas assim. Cansam de serem tratadas assim. Cansam de quererem mostrar que ninguém precisava ser babaca, nem ela e nem você! É uma pena, uma pena que ainda há pessoas no mundo – e muitas vezes bem próximas da gente – que acham que podem brincar com os sentimentos dos outros, que acham que magoar os outros é algo “nada demais”. É algo demais, só para deixar claro, muito algo demais. Algo completamente demais para mim!



Sobre o Autor:
Natalia MenezesNatalia Menezes |  Twitter  |  Todos os posts do autor
Amante de futebol, música, filmes e livros, sempre foi apaixonada por histórias, seja lá de qual maneira forem contadas. Ama tanto lidar com o abecedário em forma de frases e parágrafos, que acabou se formando em Letras.



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