quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sentimentos Literários | Menina - Vampiro (José Moura Gomes)

Título: Menina-Vampiro
Autor: José Moura Gomes
Editora: Editora Caravelas
Número de páginas: 141






Sinopse: Romance, baseado num caso real de vampirismo. Aconteceu no Piauí e abalou o Brasil.Envolve questões de Direito, Psiquiatria e Religião. Ficção e realidade. 












Olá, tudo bem com vocês? 


Hoje estou aqui para falar de um livro que já anunciei minha grata surpresa lá no instagram (se você ainda não nos segue, aproveita: @aquelaepifania). Eu devorei, quase que literalmente, rs, esta leitura, assim que o recebi mas, como vocês que acompanham o Blog sabem, algumas coisas precisaram ser adiadas por aqui e agora a vida está sendo colocada em ordem. Saúde sendo cuidada, mente quase 100% e tudo voltando aos trilhos.

Sem enrolação, sem enrolação... Vamos ao que interessa!

Antes de qualquer coisa, você precisa ser avisado que este livro passa longe, BEM LONGE, de qualquer romance vampiresco moderno que você tenha lido. Esqueça Crepúsculos e afins. 

José Moura Gomes, "têm o grande mérito" - como bem informado em sua contracapa - "de trazer, nas entrelinhas, mensagens de autoestima."  O autor foi Promotor de Justiça em Teresina, tem um escritório de advocacia e, com ele, trabalham sua esposa e filhos - todos advogados. 


O autor deixa evidente sua experiência na Justiça em cada página de sua narrativa, onde mistura Direito na ficção, e ainda traz reflexões de vida, psiquiatria e religião. Isso tudo sem permitir que a leitura torne-se menos agradável àqueles que não são cristãos, afinal, mesmo tendo como base um caso real, ainda é uma ficção!




O livro começa contando a história do nascimento de Jurema, nossa protagonista, em uma pequena aldeia margeada de lagoas. O pai de Jurema, muito humilde, era um criador de porcos e cabras e, logo aos cinco anos de idade, a menina deu-se conta de que os animais eram sacrificados para que ela e seus irmãos fossem alimentados. Com isso, nasceu em Jurema uma vontade um tanto quanto incomum: cada vez que ela via um animal ser sacrificado - e ela fazia questão de ver - tinha uma vontade imensa em beber seu sangue. No entanto, continha-se. 

Porém, com o passar do tempo, Jurema não conseguiu mais conter-se e acabou sendo tomada por sua vontade e, pior, flagrada por sua mãe. 

Como quase toda menina em idade escolar, Jurema também teve sua paixonite de infância. Julinho, dois anos mais velho, começou a estudar mais tarde que a menina, após uma ordem do Delegado para que o pai do menor lhe matriculasse na escola. 
Inteligente que era, aprendera tudo rapidamente. Mesmo assim, Jurema ainda era mais esperta. 
Não custou a se apaixonar...

Quando Julinho estava para fazer treze anos, pediu Jurema em namoro, mas a menina considerou-se nova demais para aceitar tal pedido. Poucos anos depois, na formatura dos dois, quando encontravam-se já com quatorze e dezesseis anos, Jurema entendeu que já era "moça o suficiente" para ceder às investidas do rapaz. Trocaram alguns beijos e também despediram-se, afinal, Jurema iria para Nova Fronteira, viver com uma tia, como já era acertado em sua família.

E é justamente lá em que a reviravolta do livro acontece. 

Um acontecimento terrível logo toma conta das manchetes e da cidade:


"Menina-vampiro mata tia e a sobrinha para beber o sangue"





E agora? O que vai acontecer com Jurema? 
Julgada pela cidade, condenada pela polícia? Como cumprirá sua pena? 
Será ela capaz  de voltar a sociedade algum dia? Ou melhor, deixarão que isso aconteça?

O autor discorre, com muita inteligência, pela psiquiatria, a religião e o Direito, para nos contar essa história irreverente, comovente e que, no fim, ficamos com uma grande lição de amor!

Em nosso mundo atual, onde qualquer fagulha vira motivo de brigas e desavenças no mundo virtual, cada vez mais parece que nos afastamos daquilo que realmente importa, Esse livro resgatou algo em mim e acredito que tem tudo para tocar você também!

Conheça a "Menina-Vampiro", as reviravoltas desta história e cada lição que ela nos traz. 

"Se temos cicatrizes em nossas cabeças, se estamos com nossos corpos feridos por alguns adolescentes, a culpa não é deles, e sim, nossa. Não lhes damos atenção, não lhes damos amor, nem alimentação, nem educação, nem saúde, nem lazer. A culpa é nossa: da família, da sociedade e do Estado. Somente nossa." - pág. 54





E aí, gostou? Você pode encontrar o autor nas seguintes redes:

Instagram: @josemouragomes

Site: http://escritormouragomes.blogspot.com.br/



Sobre o Autor: 


Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!










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