sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

2017, apenas venha! - Por Eliza Alvernaz

Olá, tudo bem com vocês? 

Como foram de Natal - Réveillon e tudo que engloba as datas citadas? Por aqui foi tudo dentro do esperado: Bem bom! <3 




Pois é... 2016 foi um ano BOSTA. Não tenho como adjetivar de outra forma. Vocês acompanharam por aqui bastante coisa que eu contei e não cabe amenizar porque foi bem difícil mesmo. Pollyana e seu jogo do contente não faz meu estilo - inclusive, odeio - mas também não posso ignorar o fato de que quando a gente vai lá no fundo do poço, bate uns papos com a Samara e consegue voltar, as coisas mudam dentro da gente de forma significante. 

O facebook tem uma ferramenta que nos mostra postagens que fizemos em cada dia, nos anos anteriores. E, em alguns dias, ele me mostrou que em 2014 eu fiz uma brincadeira que consistia em postar uma foto por dia, durante 100 dias, com a intenção de mostrar que é possível ser feliz todos os dias. Uma TAG que na época eu achei muito interessante, pois a gente tirava foto das pequenas coisas do dia a dia e isso bastava. Não levei até o fim - porque sou dessas - mas finalizei dizendo que "sim, dá pra ser feliz todos os dias e eu apenas não iria mais registrar." Pois bem, senhores, trago boas novas. Nem sempre dá pra ser feliz todos os dias. 

Em 2016 não fui feliz todos os dias. Sofri MUITO. Depressão e Transtorno de Pânico não são brinquedo de gente pequena e aprendi isso a duras penas. Foram meses entregue em uma cama, entre muito choro, escuridão, medo, medo, medo. Um medo que não tem como descrever. Um medo que corta por dentro, atravessa a garganta feito uma navalha e te impossibilita, sim, de ver felicidade em qualquer coisa. Junte isso a um eterno sentimento de culpa por estar assim - pois você não quer estar, não acha justo estar, e - no fundo - sabe que depende de você TAMBÉM para deixar de estar.

Enfim... Ano BOSTA.

Por volta de agosto - mais ou menos - a luz começou a voltar. Bem devagar, bem aos poucos, bem timidamente. Mas já consegui dar uns primeiros passos pra fora da cama que me amarrava. Uma forcinha ia brotando dentro de mim e me empurrando pra fora daquela esfera cinzenta que havia se formado em volta de mim. Tudo muito devagar, tudo com muita terapia, num combo maravilhoso de: psiquiatra, psicóloga, amigos, namorado... Isso tudo é muito fundamental neste processo todo, então, se você conhece alguém que está passando por algo parecido, ajude, apoie, ele/a precisa de você!

Maaaas, eu não vim aqui pra sofrer bye, bye tristeza, eu vim pra falar o que consegui tirar de bom disso tudo. Siiim, vamos ver algo bom nisso aí!

Passar por tudo isso me deixou ainda mais forte. Hoje consigo enfrentar os reais problemas da minha saúde física (a descoberta de complicações neurológicas foi que me levaram a me abater psicologicamente) e, mesmo com medo de tudo que ainda está por vir (internações, testes, cirurgias, colocação de válvula lombar....) eu já consigo enfrentar de frente. Aquela história do: "Se tá com medo, vai com medo mesmo" ou algo assim... 

Além de sentir-me mais forte, eu, que sempre tive muita sede de viver, apenas aumentei isso dentro de mim. O transtorno de pânico faz com que você viva diariamente, cada segundo, com um medo imensurável de morrer. E, ao mesmo tempo, uma certeza que isso vai acontecer. Eu tinha certeza, o tempo todo, que estava morrendo. E, quando isso passa (ou diminui consideravelmente), vem um desejo ainda maior de aproveitar tudo que a vida tem pra ofertar. Eu quero viver. Não quero só estar aqui. 

Esse sentimento faz com que uma frase muita vista pela internet faça muito sentido: "Eu troquei algumas certezas de lugar!"

Sim. Troquei. Mudei perspectivas de vida. Mudei a forma como via certas coisas e como as encarava. Não temos tempo. E não vou perder o meu com coisas/gente/situações pequenas e mesquinhas. 

Tá certo que nunca fui muito de perder mesmo, rs, mas isso intensificou ainda mais. Pessoas tóxicas - seja quem FOR - foram cortadas da minha vida sem a menor cerimônia. Minhas redes sociais transformaram-se numa bolha maravilhosa de pessoas que eu amo ler, ver, visitar.  Uma atitude tão simples, fácil, um botãozinho que a gente aperta e antes eu ficava me martirizando pensando no "e se... ?" Não tem "e se?" Tem o que me faz feliz, o que me deixa bem e confortável. E assim é. 

A porta da minha casa está sempre aberta para quem quiser vir trazer alegria. E trazem! <3

Eu vou em lugares que me sinto bem, que me fazem bem. E se deixar de estar, volto pra casa. Lindamente!


Não faço política social, não tenho meio-sorriso. E, amores, que vida boa a minha! rs 

Então, mesmo 2016 tendo sido um ano BOSTA, tanto no aspecto pessoal, por conta dos problemas citados, quanto no aspecto NACIONAL - convenhamos, nem preciso entrar em detalhes - ainda deu pra tirar umas coisinhas boas no FIM. Foi possível, ao menos, um combustível para entrar em 2017 com os dois pés na vontade de que seja bem diferente. 

Lá no facebook (sim, uso muito), rolou uma corrente para dizer 16 coisas que me aconteceram em 2016... Como acho que fiz um bom resuminho, vou colar aqui e encerrar esse texto com essa retrospectiva! (Vai que alguém se interessa... ) 


1 - Comecei o ano com muitas dificuldades no trabalho, muitos desacertos, um "vai pra lá-não vai" que acho que só quem é professora vai conseguir entender isso, mas ok!
2 - Me acertei, permutei em uma das minhas matrículas e consegui ir trabalhar na primeira escola que trabalhei quando comecei a dar aula. Escola pela qual tenho muito carinho e amo trabalhar.
3 - Infelizmente só consegui trabalhar por 1 bimestre e descobri um problema de saúde que me fez entrar de Licença médica obrigatória. Isso mexeu com o meu psicológico também e digamos que fui até o fundo do poço.
4 - Fiz um esforço hercúleo para superar a parte psicológica, pois, mesmo com muita dificuldade, sabia que precisava da minha mente sã (o mínimo possível, né!? Porque sã mesmo nunca foi :P ) para conseguir lidar com o físico. Corri atrás de toda a ajuda que era necessária: Psiquiatra, psicóloga ( <3 ) e todos os neurocirurgiões que eu tomei conhecimento. rs
5 - A parte física está em tratamento: não tem cura, mas se há tratamento, seguimos! A psicológica está cada dia melhor! Reconheço meu esforço, me admiro sem medo de parecer prepotente. Mas, não posso deixar - nem por um segundo - de lembrar de cada um que foi fundamental nesse tempo todo. Com todo apoio, segurança, amor, carinho e dedicação. Não vou citar nomes, cada um sabe a importância que teve e tem. (Sei que tem alguns que não devem imaginar o tamanho da importância, mas aos poucos vão descobrindo... E talvez até se surpreendam.) Então, meu MUITO OBRIGADA por simplesmente não terem desistido de mim!
6 - Me aproximei de pessoas que tenho descoberto, dia a dia o quão são queridas e especiais - você é uma delas, Ricardo <3 (mesmo que me arranquem textões às vezes hahahah). Conheci outras que vieram, certamente, só para agregar!
7 - Com todas as dificuldades, senti uma aproximação muito maior com o Arthur. Seu amadurecimento diante de tudo o que aconteceu, a forma como lidou comigo e com ele próprio, mesmo com muitas dificuldades, fizeram nossa "dupla de três" mais fortalecida.
8 - Vi o Arthur se formar na primeira etapa do Ensino Fundamental e isso é muito emocionante para qualquer mãe babona. rs Vi, dia a dia, ele amadurecer muito, desconstruir preconceitos que já vinham sendo incutidos por vários meios, me ensinar várias coisas, me fazer repensar, crescer e ter muito orgulho do ser humano que ele é e vem sendo!
9 - Consegui me afastar de algumas relações tóxicas. Mesmo que nos 45 do 2º tempo. E isso foi LIBERTADOR!
10 - Matei a saudade de amigos que vieram me ver no meu aniversário <3. E matarei de mais um monte a partir de amanhã! Mas ainda morri de saudade dos que não consegui ver. #chora
11 - Me culpei um bom tempo achando que tive um ano "perdido" por tudo que aconteceu e contei lá no início. Mas, hoje, já consigo tirar tanto proveito de tudo que mudei essa concepção e considero isso uma vitória imensa.
12 - Fui amada de muitas formas e senti isso de forma escancarada. Essencial!
13 - Estabeleci, mesmo em meio ao caos, uma relação de companheirismo, afinidade, reciprocidade, amor, respeito, lealdade e outras coisas que cabem só a nós, a cada dia, com a pessoa que escolho todos os dias para estar comigo. E, sem ele, esse ano teria sido o triplo de mais difícil. Rafa, obrigada! <3
14 - Recebi muitos "obrigadas" (e outras mil maneiras de dizer isso) de amigas, colegas, desconhecidas pelos meus "mimimis" e "textões" nas redes sociais. rs E - pasmem - de homens também! Isso é gratificante. Como já disse antes, em um outro textão, a rede social é apenas um veículo para alcançar mais pessoas e passar aquilo que vivemos, descobrimos, redescobrimos "off-line". E, não, eu não vou parar. (Vai que você quer saber de uma vez e desfazer o feed, a amizade....rs)
15 - Entendi algo sobre mim que foi fundamental para organizar muita coisa interiormente.
16 - Antônio nasceu!!! Um mega presente de Natal que chegou no dia 26, pra alegrar esse ano, fechar com chave de ouro, dando a paz e conforto que precisava e nem imaginava que já seria agora! Foi um ano cagado, mas ele salvou tudo! Foi tão, tão esperado... É amor que não cabe. Que não sei explicar! Amo desde antes de saber que viria! Obrigada, Mari! <3


É isso! Então, 2017, apenas venha que estou preparada! 



Amanhã libero a retrospectiva do que li no ano... Foi pouco devido aos acontecimentos, mas não vou deixar de fazer como nos anos anteriores por causa disso! ;)

Beijinhos e até lá!

Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!




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