sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Resenha | Dias Perfeitos (Raphael Montes)

Título: Dias Perfeitos
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 280



Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.


Oi genteee, tudo bem?

Estou devendo mais "Sentimentos Literários" dos livros do Raphael Montes, né? Em agosto do ano passado eu falei da leitura de "O Vilarejo" e prometi continuar falando dos outros livros do autor mas... Não falei =X  Vamos mudar isso então!

Se você não leu o que eu achei sobre o primeiro livro que li do Raphael, é só clicar aqui!

Assim que eu terminei "O Vilarejo" eu só tinha uma certeza: queria ler os outros livros daquele autor. Então corri para ler "Dias Perfeitos"

Antes de qualquer coisa, preciso ressaltar a narrativa envolvente de Raphael. O autor consegue imprimir em sua escrita cada sensação de tensão que a trama exige. Não dá vontade de largar o livro enquanto não terminamos a última palavra. 

Em "Dias Perfeitos" temos Téo, um estudante de medicina bastante solitário, introspectivo  e sua melhor amiga é Gertrudes, um cadáver que o universitário utiliza para estudo em suas aulas de anatomia. 

Só por aí já percebemos que o rapaz tem uma personalidade peculiar, não é mesmo? E isso só piora... O rapaz não demonstra nenhuma emoção e/ou empatia, nem mesmo por sua mãe, que é paraplégica e o cria sozinha. 

Certo dia, incentivado - leia-se, obrigado - Téo vai em um churrasco e conhece Clarice, uma estudante de História com personalidade totalmente oposta a do rapaz. Alegre, desinibida, carismática... Clarice está escrevendo um livro e, com pouca conversa cativa Téo de uma forma obsessiva. 

O estudante de medicina passa, então, a seguir Clarice para forçar encontros "casuais". Até que em certa noite ele a "salva" de um apagão alcoólico. A partir daí, tenta a todo custo iniciar um relacionamento amoroso com a menina, mas ela resiste. 

Provar para Clarice que os dois foram feitos um para o outro e podem ser felizes eternamente, torna-se a obsessão de Téo e ele está disposto a qualquer coisa para isso, até mesmo sequestrar a moça. E assim ele faz. 

Quando li "Dias Perfeitos", ano passado, vi na internet um exemplar autografado pelo autor. Não encontrei a imagem novamente, mas lembro que ele dizia "Uma história de amor sem limites"... Vamos estabelecer uma coisa aqui: Não tem nada de história de amor neste livro, ok?

Téo sequestra Clarice, como já disse, e tortura a menina de todas as formas possíveis. Faz tudo que passa em sua mente doentia para mantê-la sob seu domínio, a tortura, machuca, espanca... 

É genial a forma como Raphael desenvolve o personagem e sua personalidade psicopata, fria e sem remorso algum por suas atitudes. Nos prendemos à trama até o fim. E que FIM, pessoas!!!
Posso afirmar que, até seu último livro lançado (Jantar Secreto), uma característica marcante do autor são os finais surpreendentes. Como "Dias Perfeitos" foi o 2º livro que li do autor, esperava outro final e me surpreendi positivamente. "Um tiro" este final, assim como tem sido com todos os livros de Raphael.

Fechei o livro "de boca aberta" e corri para ler "Suicidas", que vou falar em outro post. 



E você? Já leu alguma coisa do Raphael Montes? O que achou?







Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!






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