terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resenha | Suicidas (Raphael Montes)

Título: Suicidas
Autor: Raphael Montes
Editora: Benvirá
Número de páginas: 488


Sinopse: Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa?

Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio. Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar.



Olááá!!! Tudo bem com vocês?

Quem acompanha assiduamente aqui, sabe que eu já li todos os livros publicados do Raphael Montes e estou postando o que achei aos poucos e na ordem das minhas leituras. Chegou a vez de Suicidas, que na verdade foi o primeiro a ser escrito por Raphael quando ele ainda era um adolescente. O que foi desenvolvido para ser um roteiro cinematográfico acabou sendo publicado nestas 488 páginas de um thriller psicológico que me despertou diversas sensações.

Suicidas vai contar a histórias de um grupo de nove jovens que resolvem se trancarem no porão da casa de um deles e praticarem a famosa roleta-russa. Com uma diferença: ninguém deve escapar. 

Pois é. Diferente da roleta-russa tradicional, onde "se livra" aquele que apertar o gatilho e não disparar a arma, nessa "brincadeira" todos deverão morrer. 
Fica acordado entre eles que Ale, um dos jovens e melhor amigo do dono da casa que abriga o porão, irá ser o último a se matar, dessa forma, ele irá registrar o máximo possível em um caderno que ficará no porão junto aos corpos. 

É isso que Ale faz. Escreve o tempo todo. Antes dos jovens se trancarem, conhecemos um pouquinho deles e descobrimos que Ale sonha em ser escritor, porém, tem seu livro recusado por todas as Editoras. 

Um ano se passa do episódio trágico de suicídio coletivo dos adolescentes e a delegada responsável pelo caso reuni a mãe de todos eles para apresentar uma pista até então escondida pela polícia: os registros de Ale com os detalhes da noite. 

A delegada passa, então, a ler tudo para elas, página a página. Isto gera desconforto, fortes emoções e até algumas discussões entre as mães. 

Quando eu comecei a leitura, assim que avancei um pouco, senti um desconforto estranho, algo que não costumo ter com leituras no geral. Já li livros bem mais pesados. Adoro, inclusive. Mas nesse, particularmente, senti mal lendo e parei por um tempo. Me afastei do livro, li outras coisas e depois voltei. Passada tal sensação, dei continuidade na leitura, porém, outro "problema" me pegou.

O livro é dividido em duas narrativas e dois tempos: pela voz de Ale, que está registrando tudo, na noite do suicídio (que a delegada está lendo pelo livro encontrado na cena do crime) e, o dia atual, na reunião com a delegada que, muitas vezes, interrompe a leitura para dar atenção às mães e suas emoções. 

A narrativa das mães, dos dias atuais, me cansou demais. Achei desnecessária a quantidade delas. Poderiam ser reduzidas e ainda assim passariam a mensagem que queriam. Penso que, por Raphael tê-lo escrito pensado em um filme, fazia sentido os cortes para as mães, mas como não era um filme, não rolou.

Foi uma leitura arrastada. Só não abandonei por dois motivos: 1 - Não tenho o hábito de abandonar mesmo. 2 - Pelas experiências anteriores, já estava curiosa pelo final do livro. 

E não me decepcionou. De fato o final foi uma grande surpresa, como tem sido com todos os livros de Raphael. Mesmo assim, até o momento, é o livro que eu menos gostei, mesmo tendo uma trama super interessante. Se eu pudesse cortar 80% dos cortes que vão para as mães, possivelmente eu gostaria bem mais. 

Já leram? O que vocês acharam?
Conta pra mim!

Beijos e até o próximo post.




Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!














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2 comentários:

  1. Eu AMEI esse livro, apesar de ser longo eu li em dois dias porque ficava acordada de madrugada lendo eiuheiuheuihe acho que a parte das mães poderia ter sido um pouco cortada, sim, mas em geral foram essas partes que acabaram criando mais tensão e deixando a leitura mais fluida, pois quebrava aquela "coisa" no porão, além de deixar a gente super tenso pra descobrir o que aconteceria a seguir
    O final NOOOOOOOOOOOOOSSA fiquei de cara mesmo eiuheuiehuieh Raphael é bom demais ♥ estou só esperando chegar os livros físicos que comprei dele, pois só não li Dias perfeitos ainda. Suicidas até achei a edição física mas tava muito caro :(

    Duas Leitoras - no Top Comentarista de Março você pode escolher entre 4 livros!

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    Respostas
    1. Oi, Kemmy! Tudo bem? Obrigada pela visita <3
      "Dias Perfeitos" é incrível!!! Conta depois o que você achou!

      Beijos

      Excluir

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