quarta-feira, 22 de março de 2017

Impressões sobre o filme "Elle"

Olá, tudo bem com vocês? 



Muitos de vocês devem ter acompanhado minha tentativa de fazer uma maratona com os filmes indicados na categoria de "Melhor Filme". Mas, como eu havia dito, vou continuar falando sobre os demais filmes que vi e for vendo dentre os indicados em todas as categorias. 



"Elle" é um filme que, além de estar presente no Oscar através da indicação de melhor atriz da Isabelle Huppert, também enquadra-se muito bem em nossa proposta para este mês de março! 

Então, fica comigo pra conferir o que achei deste filme, clicando aí no "continuar lendo".





Indicações:

Melhor Atriz (Isabelle Huppert)


"Elle" começa com uma cena bem forte e isto não é spoiler, pois, a partir daí que tudo irá acontecer!

Mas vamos entender como este filme se desenvolve: 

Um homem, com o rosto coberto por uma dessas tradicionais "toucas ninjas", invade a casa de Michele Leblanc e a violenta sexualmente, dando início ao filme já de forma bem perturbadora. 

O que você espera de uma mulher depois que ela é estuprada? Que ela vá até a polícia? Que ela fique emocionalmente enfraquecida? Que ela tenha medo de tudo e todos e busque apoio em todos os lugares?

Michele não passa por nada disso. Terminada a violência, o homem sai da casa, ela se levanta e vai tomar um banho. A cena do banho parece lavar mais que o corpo. A protagonista parece tirar com água e sabonete o que acabou de passar. Sai do banho e vai viver. Como todos os dias!





Michele comanda uma desenvolvedora de games. Um mercado, ainda, muito misógino, com poucas mulheres à frente e que retratam, inclusive, estupros nos próprios jogos. 

Há até uma cena no filme em que a própria protagonista, já violentada, sugere que o estupro de um dos games ali desenvolvido deveria ser mais violento. 

O filme segue o tempo todo - ao menos pra mim - com esse clima de incômodo e curiosidade em saber aonde o Diretor Paul Verhoeven iria nos levar. 






E Michele segue sua rotina turbulenta entre: comandar a empresa de games; tentar encontrar um apartamento para o filho morar com a namorada grávida, ao mesmo tempo em que tenta convencê-lo de desistir dessa ideia; administrar sua vida sexual que está atrelada à suas amizades; aproximar-se das novas namoradas do ex-marido com a finalidade de aprovar ou não o relacionamento; lidar com a mãe e sua ideia de casar com um jovem interesseiro; carregar um passado bem pesado que envolve seu pai que está preso e uma série assassinatos.

Ufa!

Michele é a louca do controle! Tudo na vida dela tem de estar sob seu controle e planejamento. O que torna ainda mais estranho (ou compreensível, depende muito do ponto que se vê) o fato dela não surtar ao ser estuprada.

Mas, ok! 

É um filme que não te promete nada, nem mesmo o suspense que a capa sugere. Rola, inclusive, uma pitada de humor. 



O roteiro é bem amarradinho, não ficam pontas soltas, mas fica um incômodo que pode te agradar muito ou não. Acredito que, dificilmente, você sairá indiferente a este filme!

É bem difícil escrever sobre ele, pois, qualquer coisa que eu diga a mais, pode tirar a experiência de vocês o sentirem como deve ser. Este é um daqueles filmes para se ver e sentar depois com os amigos pra debater e trocar sensações. Tenho certeza que cada um verá por uma perspectiva, cada um terá uma sensação, uma compreensão... 

Assistam, Elle! E depois me contem o que acharam de Michele, sua reação e os desfechos para cada situação apresentada no filme.




Beijos e até o próximo post!




Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!


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