segunda-feira, 22 de maio de 2017

Eu não sou sua inimiga!

Eu reparei esta semana que você me excluiu da única rede social que tínhamos em comum. Nós não nos falávamos recorrentemente, não éramos amigas, mas eu fiz questão de tentar demonstrar que você podia confiar em mim, eu só não sabia como fazer isso. 

Recebi você em um ambiente em que só pessoas íntimas foram convidadas, fazendo questão de tê-la lá. Sempre deixei claro que as portas da minha casa estavam abertas pra você, e nunca foi por hipocrisia ou tentar parecer ser qualquer coisa que não faço ideia do que possa ser. Era sincero. Na primeira oportunidade que tive de conversar com você, contei coisas íntimas, falei da minha saúde física e, principalmente emocional, eu queria apenas que você entendesse que eu estava ali, de braços abertos pra tê-la por aqui.

É comum incentivarem a rivalidade entre as mulheres. Sei bem.
Mas por aqui as coisas correm diferentes!

No passado, pensei que amava um cara. Levei tempo pra entender o que era amor e que aquilo lá era uma outra coisa bem diferente. Passei maus bocados. Coisa que quase ninguém sabe. Coisa que nem eu sabia direito o que era, do que se tratava exatamente cada coisa. Mas a culpa era minha se eu sofria, não é mesmo? Afinal, eu continuava com ele.

Não.

Mas esse “não” eu também levei algum tempo pra descobrir. Me perdoar foi o segundo passo mais difícil. Encontrar o equilíbrio entre envolver-me em uma rocha e muitos escudos, e voltar a relacionar-me com pessoas, foi o primeiro.
O que eu passei no tempo em que ficamos juntos, e no tempo em que ficamos separados, mas em que eu continuava sendo controlada psicologicamente, eu vou me abster de falar aqui. Não foram coisas fáceis, nem simples, nem comuns a qualquer relacionamento ruim. E não vou poupar-me de falar por medo ou por vergonha, mas apenas porque o assunto aqui é você.

Eu tinha você naquela rede social, porque eu queria ter certeza que DESSA vez eu poderia fazer alguma coisa, já que na anterior a você, a única coisa que eu pude fazer foi escutar histórias criminosas e ficar de mãos atadas.
Mas, não, dessa vez eu te conhecia. Eu tinha um rosto, um nome. Eu podia sonhar que ele iria mudar (mesmo sem acreditar), mas podia. Mas... Caso não acontecesse, eu sabia ao menos aonde ir.

Eu só queria tê-la por perto. Mesmo que distante!

E eu ainda quero dizer que não desisti.

Que eu não sou sua inimiga, nem sua rival e que, hoje, qualquer coisa que eu faça é pelo bem-estar de outrem. E, se isso está te afetando: ou você está sendo muito enganada, ou você precisa rever tudo aquilo que você tenta passar como filosofia de vida!


E, por fim, queria dizer que, com tudo isso: eu ainda vou estar aqui! 


Um beijo, e até o próximo post!



Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

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2 comentários:

  1. Adorei esse post. Isso, de certa forma, aconteceu comigo. Algumas pessoas, maioria mulheres, tende a achar que a outra é inimiga, que queremos coisas que são dela, ou algo parecido. Nunca entendi isso. Muitas vezes a gente só quer alguém pra conversar e ter uma amizade. Pena que as pessoas não exergam

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    Respostas
    1. Pena mesmo, Nayane! E tomara que isso mude com o tempo. Acho que já mudou bastante, se formos comparar com gerações passadas. Mas ainda temos muito caminho pela frente!
      Que bom que gostou! :)

      Beijos <3

      Excluir

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