quinta-feira, 18 de maio de 2017

Maternidade Compulsória - Vamos falar sobre isso?

Olá, tudo bem?

No último domingo foi dia das mães - todos sabem - e, passado este momento em que cada um comemora/sente/vive à sua maneira, vamos conversar um pouco sobre isso!

Eu tinha me programado pra postá-lo na segunda-feira, logo após as festividades maternas, mas fiquei bem doente essa semana toda e atrasei um pouco o cronograma aqui do Blog! 

Mas tá tudo beeem e já volto com uma conversinha daquelas que a gente gosta! Vem conversar comigo, vamos trocar ideias!!!


Toda mulher tem o direito de ser mãe, de querer ser mãe, de desejar isso, de sonhar com seus filhos, esperar por eles, criar fantasias com seus um, dois ou oito filhos. 

Da mesma forma, toda mulher tem o direito de não querer ser mãe. Apenas por não querer. Ela pode estar em sua plena saúde física e psicológica, mas não ter a mínima vontade de ter filhos. 

A gente faz um esforcinho e tenta entender uma pessoa lá da década de 50, 40, não entender isso. Até uma da década de 60 que tenha sido criada de forma mais tradicional. Mas, por favor! 2017 e ainda tem gente reproduzindo o discurso de que "uma mulher só é completa depois de gerar um filho"!!! Apenas parem!!!

Cada vez que uma frase dessa é dita, estamos insistindo na cultura de que a mulher é um objeto reprodutor. 

A gestação é um processo que só diz respeito à mulher. Só diz respeito à mulher que desejou gerar aquele filho. Não diz respeito aos amigos dela, não diz respeito à família dela, aos médicos e nem ao marido/namorado/peguete/amante.

Não vou entrar na questão aborto aqui (talvez outro dia), mas o que eu quero dizer é que apenas a mulher tem o direito de decidir se ela quer ou não engravidar. Se é ou não "a hora". E ninguém mais tem nada a ver com isso!

A maternidade só é linda, uma dádiva, uma benção, quando ela é desejada. Lidem com isso. 
Acontece da pessoa não desejar, passar uma gestação do cão e depois ser mega feliz com o filho? Sim.
Mas o que mais temos nesses casos, de gravidezes indesejadas, são mulheres com o resto de suas vidas modificadas de forma negativas e crianças prejudicadas. 

A pressão é tanta, que até aquelas que realmente desejam ter filhos e tentam se programar para melhor recebê-los, têm de lidar com os comentários, afinal, e o temido "relógio biológico"?

Ser mãe não é o papel principal da mulher. Não é seu destino. É apenas uma escolha! 

A maternidade não define a totalidade de uma mulher. Ninguém deveria perder sua identidade por ter sido mãe. 
Só que a vida não é fácil, o governo não ajuda, pais não assumem sua parcela nessa empreitada, logo, sim, muitas perdem sua identidade e viram mães acima de qualquer coisa, como se isso fosse a coisa mais maravilhosa do mundo. E pode ser que seja mesmo para algumas. 
Mas para outras, não. O fato de colocar uma criança no mundo, não quer dizer que a vida da mãe deve parar para viver em função dessa criança. Você pode escolher que sim? Pode. Eu posso achar que você poderia pensar que temos mais alternativas? Posso. Porque se tem uma coisa nessa vida que a gente pode, é poder! Aprendam!

Mães não precisam deixar de sair, ter vida social, outros namorados e experiências sexuais (caso seu relacionamento com o pai da criança não dê certo), deixar de estudar, deixar de fazer nada! Esses fatores apenas tornam-se mais difíceis, por dois grandes motivos:

1 - A ausência paterna em exercer sua função de pai, arcando com metade das obrigações (e prazeres) da maternidade. 

Amores, as únicas coisas que um pai não pode fazer, são: Gerar a criança, parir e amamentar. De resto, tá sussa! Tudo liberado. Sem essa de "coisa de mãe" e "coisa de pai".

2 - As convenções sociais. Colocaram na sua cabeça, há muito tempo, que mulher que é mulher de verdade (adoro esse termo, sempre me sinto uma Barbie em muitos casos), é aquela que tem filho e o coloca a frente de toda sua vida, felicidade, satisfação etc.

Alooow!!! Há uma palavrinha muito esquecida ultimamente, mas ainda em voga, que é o tal do equilíbrio!

Você pode amar seu filho incondicionalmente, fazer tudo o que achar possível por ele, até alguns impossíveis e, ainda assim, ter sua vida, sua intimidade, sua vida livre da maternidade!

Sei que, em muitos casos, isso torna-se impossível, devido à falta de apoio, recursos, e outras coisitas necessárias para deixar os pequenos bem, enquanto vamos curtir uma balada, por exemplo. Mas, tendo essa oportunidade, lute por ela e não sinta-se culpada! 

Você não é SÓ mãe. Lembre-se de quem você é! 

E, por favor, deixem àquelas que não querem ter filhos, independente de quanto tempo namoram ou são casadas. Da idade que têm, de seus "relógios biológicos" ou qualquer outra coisa! 

Quem sabe se quer colocar uma criança nesse mundo insano em que vivemos, somos nós! Acontece que algumas de nós somos um pouco mais insanas e logo colocamos, outras já pensam mais, planejam mais. 

E pras cucuias com esse relógio biológico! O momento é de cada uma. E só de cada uma!

E, se depois de tudo, ela decidir que tá muito ok a vida sem filhos, tá MUITO OK A VIDA SEM FILHOS! 

Vamos respirar, contar até dez, aprender a superar e não infernizar a vida da coleguinha com tantos questionamentos e perguntas sobre "quando vem um neném?" "Tá na hora, hein!?" "Já passou da hora, tá esperando o quê?". 

Talvez estejam esperando paz de espírito. Talvez não estejam esperando nada. Apenas não querem e não mudarão de ideia! 

Óquêi? 

Um beijo para todas as mamães que leem o Blog!
Um beijo para todas as mamães de anjos que também leem aqui!
Um beijo para todas que ainda não sabem se querem ou não ser mães, ou que estão se planejando para isso.
Um beijo para as que não querem e já estão decididas.
Um beijo para as que não podem tê-los pelas vias naturais! 


E um beijo ENORME pra você que respeita o lugar da coleguinha e a posição dela em decidir o que é melhor pra ela, para o corpo dela e decidir se está - ou não -  confortável em todos os sentidos para hospedar por 9 meses ( ou menos) dentro dela, e o resto da vida no coração. 

Você só é mãe se quiser! E não porque é mulher e tem que ser!!! 

Óquêi?


P.S: Neste texto, reafirmo que desconsiderei todas as formas de abuso e possíveis gravidezes resultantes disso. Falaremos mais pra frente sobre!


Um beijo, e até o próximo post!


Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!




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6 comentários:

  1. Olá Eliza!
    Nossas postagens de hoje se completaram, né?! hahaha
    Eu super concordo com você, infelizmente a gente tem que lidar com as pessoas achando que tem direito de dizer qual é a hora correta de alguém engravidar. O povo se mete em tudo, vergonha na cara ninguém quer né? rs
    Esse Relógio Biológico é cruel, aliás toda essa baboseira que o pessoal fala que mulher só vira mulher de fato quando tem um filho, acaba sendo cruel. E quem não pode ter filho? Ou teve alguma perda? Vi uma youtuber que teve uma perda horrível e não sabe mais se quer ter filho, ela não vai virar "mulher" completa por causa disso?
    Outra coisa nisso também é que mãe não pode fazer mais nada da vida, né? Tem que fazê-la girar em torno do filho, não sou mãe ainda, mas pretendo algum dia... É ridículo, pô, a mulher não pode ter mais ambição, trabalhar por causa de um filho? Não pode se divertir, porque tem que ficar em casa, porque mãe que é mãe não pode sair pra se divertir. Sem noção total. Já ouvi muito por aqui pessoas dizendo que fulana não era uma boa mãe, porque saia a noite pra se divertir. E o pior é que muitas mulheres tem esse tipo de pensamento, se privando de tanta coisa porque a sociedade a faz acreditar que pra ser uma boa mãe, ela tem que seguir esse caminho e se não o fizer, a culpam. É bem cruel.

    No mais, como você bem disse que tem que escolher somos nós se seremos mães ou não. E a hora certa é a gente quem diz também. É uma responsabilidade muito grande, e vejo de perto um caso onde a mãe foi irresponsável, o pai mais ainda e hoje quem cuida são avós. Quem sofre é a criança e sinto por ela... e pra piorar, a avó tem Alzheimer. Então imagine. Já tô te dando outro assunto! E quero os outros mencionados na postagem. kkk Adoro tuas opiniões.

    Enfim, as coisas são tão claras, mas o pessoal insiste em embaçar. Se pelo menos tomassem conta das suas vidas, já ajudaria tanto.
    Beijos

    www.lendoeapreciando.com

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    1. Oi, Ka! Pois é, nossos posts se complementaram! Achei isso ótimo!!!
      Obrigada pelo comentário e fico muito feliz em saber que gosta das minhas opiniões. Eu também adoro quando vocês acrescentam ao debate com a opinião de vocês. Muito obrigada!

      Concordo com tudo o que você disse e... Seguimos lutando pra mudar isso, não é?
      Beijos <3

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  2. Sou mãe , amo minha filha , mas durante algum tempo só pude ser mãe ,fui obrigada por circunstâncias que não preciso colocar aqui,Durante algum tempo , quando me dei o direito de voltar a ser mulher-mãe ,me senti muitas vezes culpada , por deixar minha menina de 3 anos ,aos cuidados de minha mãe , mas minha mãe não tinha vontade de sair , e nunca deixei minha filha sozinha , doente pra cair na gandaia .Não me via apenas como mãe , eu era mãe e pai , mas sou mulher , meus desejos não se acabaram por ter tido um filho ,amo dançar , tomar minha cerveja , beijar na boca(tá um pouco difícil ultimamente),mas são coisas da vida .Não saio com o intuito de arrumar um homem , senão vou voltar para casa arrasada,saio para dançar ,me divertir , vestir minhas roupas , que como diz minha filha , vc é perua demais ,Mas não deixei de viver porque tive uma filha , o que vou dizer não é uma ofensa , mas eu a tive para ficar com o pai dela ,mas não rolou ,e eu segui em frente ,cuidando , brigando ,ficando de mal , sim ,ficando de mal mesmo , por meses, por dias ,por horas .Sou feliz sendo mãe e avó (mais ainda ), mas não posso dizer se seria se não os tivesse .Sou mãe , avó , amo isso tudo .Se eu pudesse e tivesse condições físicas ,seria barriga solidária sem o menor medo ,ajudaria de bom grado ,mulheres que tem o sonho de ser mãe e não conseguem ,mas agora não dá mais .Então sou feliz sim , amo demais minha filha , muito ,acho que ela tem noção do quanto ,porque tem o pequeno dela ,mas nunca deixei e vou deixar de ser mulher ,antes de tudo !Adorei o texto !

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    1. Obrigada!!!
      Não podemos deixar de ser mulher, de sermos nós mesmas por nada, nem ninguém!
      Beijos <3

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  3. Eu não sou mãe, mas eu pretendo ( bemmm mais na frente, depois dos 30). Concordo com tudo que você disse! Eu tenho "duas " mães: biológica e a de coração ( que não tem filhos biológicos). Eu vejo o lado das duas e sei como o teu pensamento funciona, pois penso da mesma forma. Hoje temos direitos de escolha sobre a nossa vida e a vida que queremos viver. Não somos obrigadas a fazer aquilo que os outros querem ou esperam de nós. Ser mãe é uma grande responsabilidade e que exige muito da mulher. Não é fácil. Mas eu pretendo encarar esse desafio um dia. De uma coisa eu sei: ser mãe ou não ser, já somos mulheres maravilhas só por ser mulher! Não conheço um ser humano tão vitorioso quanto a mulher. Somos perfeitas e humanas sendo mãe ou não!
    Abraços e ps: adorei a postagem e a troca de pensamentos ;*

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    1. É verdade, Nayane, só por sermos mulheres já somos vitoriosas nesse mundo. Porque olha... Quanta dificuldade nos é imposta!
      Ser mãe, quando desejamos ser, é uma responsabilidade imensa. Mas o maior amor que você vai experimentar em sua vida (dizem que com os netos aumenta, mas como só tenho filho, por enquanto desconheço amor maior kkkk).

      Obrigada por participar da conversa! <3

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