sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bienal Internacional do Livro - Curiosidades e Pontos negativos

Olá!!!

No último post eu fiz um resumão do que rolou nos dias que fomos na Bienal do Rio. Hoje vou contar só algumas curiosidades que aconteceram lá com a gente, ou que observamos. 

Bora!


Como eu já deixei bem claro, a Bienal é um evento incrível para quem ama o universo literário. Estar lá, conhecer pessoas desse meio, os autores, outros blogueiros, leitores, tudo é muito encantador para quem nós que somos apaixonados por tudo isso. Mas nem tudo são flores. O evento é tão grande, recebe tanta gente, que é claro que fica vulnerável a acontecer alguma coisa ou outra fora do previsto, ou simplesmente por falta de melhor planejamento e organização. E é disso que eu vou falar agora.

1 - Estacionamento - Entrada - Alimentação

A  Bienal deveria ser um evento cultural voltado para incentivar a população ao acesso à leitura. Lá dentro é bastante possível você ser envolvido por tudo e ser levado a querer levar alguns livros para casa, mesmo não sendo um assíduo leitor. Há livros e revistas para todos os gostos. Ponto para o evento. Mas me respondam: como você alcança a parcela da população que mais precisa desse incentivo quando só a entrada já custa R$24,00 por dia? Quando um hambúrguer custa R$23,00 (como eu citei no post anterior)? Se você vai de carro ainda tem que pagar R$25,00 pelo estacionamento.
Se vai de transporte público e não é do Rio de Janeiro, boa sorte para chegar ao local com pouca informação. 

2 - Arena Verde

A Arena Verde recebeu, entre outras coisas, as salas interativas. A novidade do "Geek & Quadrinhos" foi um sucesso, no entanto, o excesso de barulho das atividades ali realizadas era tanto que era muito difícil ouvir o que estava sendo dito nas entrevistas na sala ao lado, na Arena #SEMFILTRO. Total falta de planejamento. Esses espaços não poderiam ter ficado lado a lado. Espero que seja repensado para 2019.

3 - Senhas

A falta de organização com as senhas foi vergonhosa!!!
Havia um espaço especialmente para a distribuição de senhas. Esse espaço ficava localizado separado dos pavilhões, dos estandes, para que o público pudesse organizar as filas para cada senha que desejasse pegar. 
Em toda programação - tanto no site, quanto no jornal da Bienal - havia a informação de que qualquer senha só seria distribuída 1 hora antes do evento pretendido. Acontece que isso não acontecia sempre. As senhas eram distribuídas em diferentes horários e locais. Vou contar algumas experiências que tivemos com esse problema das senhas:

  • No bate-papo que a Fernanda Young participaria na Arena #SEMFILTRO, nós fomos até o setor de "distribuição de senhas" 1 hora antes do evento, como anunciado. Chegando lá havia outras filas, para outros eventos, tudo organizado para cabines diferentes. 
    A fila para a Evelyn Regly estava IMENSA, adolescentes ensandecidos e os organizadores das filas dando conta de tudo e nos informando com precisão aonde era o nosso lugar. Fomos para a nossa fila (que ainda estava vazia), pegamos nossa senha e pronto. Tudo certinho!

  • Na hora do bate-papo que a Carina Rissi, Isabela Freitas, Luly Trigo e Clara Averbuck participariam, era preciso pegar uma senha no mesmo local. E se quisesse participar dos autógrafos da Carina depois do bate-papo, precisava pegar outra senha no estande da Galera Record. A fila na Record estava imensa desde cedo e eu não quis pegar a senha, mas resolvi ir até a distribuição de senhas tentar a senha para o bate-papo. Chegando lá, a fila estava super pequena e eles estavam distribuindo senha para os dois eventos: bate-papo e autógrafo. Então pense: enquanto as pessoas estavam em uma fila enorme lá no estande da Editora e muitos pensando ter que escolher entre um evento ou outro, ao mesmo tempo era possível pegar as duas senhas com tranquilidade no outro local. Total falta de organização e informação. Uma amiga perdeu tanto tempo pegando a senha para o autógrafo no estande que desistiu de ir atrás da senha do bate-papo. Quando eu a avisei o que estava acontecendo ela já estava cansada e indo para outro lugar. Mas o "pior" ainda estava por vir... Na hora dos autógrafos da Carina, uma fila por ordem numérica - de acordo com a numeração da senha recebida - se formou nas laterais do estande da Record. Acontece que um tumulto se iniciou pois pessoas que estavam com senhas de numeração alta (por exemplo: 150) haviam retirado as senhas antes de pessoas que estavam com numerações baixas (exemplo: 10), por conta de uma divisão de pulseiras que fizeram e não controlaram as entregas! Pensa na confusão!!! Para solucionar, a cada 4 pessoas de numeração pequena que entrava, eles liberavam um de numeração grande para entrar. Todos aceitaram e deu tudo certo no final. Porém, desnecessário, né!?

  • A autora Karin Slaughter deu uma entrevista bastante interativa no Auditório Madureira, com mediação da Frini. Fomos até o local de distribuição de senhas e, chegando lá, nos informaram que era para pegar a senha diretamente na porta do Auditório. Perguntamos sobre a senha para o autógrafo da autora e nos informaram que esta seria ali naquele setor, porém só a partir das 16:30h. Ou seja, nós teríamos que retornar para o Auditório, assistir a entrevista, depois sair, esperar um tempo e então ir até o setor de distribuição de senhas para pegar a senha do autógrafo e retornar para o lado do Auditório para pegar os autógrafos. Pensa nessa logística!? Mas, ok. Chegando ao Auditório, foi quando descobrimos que não precisávamos de senha, por estarmos credenciados como Imprensa. Outra informação que não nos foi passada em momento algum até este momento!!! Saímos da entrevista, esperamos dar um tempo e fomos até a distribuição de senhas (para autógrafos de autora internacional ainda precisamos de senha). Ainda não eram 16:30h, no entanto, chegando lá a mesma pessoa que nos deu a informação do horário e local das senhas nos informou que as senhas já tinham acabado!!! Fiquei muiiito chateada pois recebi os livros da Karin através da HarperCollins Brasil e queria muito estes autógrafos. Resolvemos, então, ir até o local dos autógrafos para vermos se, por acaso, não poderia ter ocorrido algum erro como já havia acontecido e não estariam entregando senhas no próprio local. Chegamos lá, conversei com o rapaz da organização, ele verificou nossa credencial de imprensa e liberou a entrada! 
Percebem quanta confusão poderiam ter sido evitadas se tivesse sido melhor organizado, e informado? 

4 - Livros técnicos 

Como eu já falei várias vezes, encontrei bastante livros com preços acessíveis lá. Alguns livros que eu queria eu nem encontrei e outros não estavam com preços vantajosos. Mas vim pra casa bem feliz e com mais livros do que eu planejava. No entanto, o Rafa, meu namorido, tinha planos de comprar alguns livros técnicos, de estudo etc, e foi frustrante. Praticamente não havia opção e a pouca opção que tinha estava com preço altíssimo!!! Os poucos com preços acessíveis que encontramos eram bem ultrapassados, do tipo que não adianta trazer pra casa. Isso foi bem chato!

5 - Ar-condicionado

Acho que todo mundo conhece o calor do Rio de Janeiro, ao menos de ouvir falar, né!? rs Em nosso primeiro dia, ironicamente, não estava calor. Inclusive levamos casacos. Mas nos dois dias seguintes o tempo mudou totalmente e fez o calor habitual da cidade. Achei bem tranquilo andar pelos pavilhões. Não passei "aperto" com o clima nesses espaços. Já dentro dos estandes, não importando se estavam cheios ou vazios, em vários deles não dava vontade de ficar mais que dois minutos. Vi muita gente reclamando que eles estavam desligando o ar-condicionado na parte da noite mas eu, sinceramente, não sofri com isso nos corredores/calçadas dos pavilhões, como disse. O problema mesmo foi em algumas livrarias. 

Quando fui pegar o autógrafo da Carina Rissi, bem na minha vez, ela se sentiu mal, teve uma queda de pressão por causa do calor. Os organizadores do local disseram que o ar estava ligado, mas realmente estava MUITO quente no cantinho que ela estava. Um fato curioso: o marido dela trouxe bombons para ela comer um doce e sentir-se melhor. Enquanto isso eu aguardava ao lado dela, preocupada com o bem-estar dela e ela super preocupada de estar me deixando esperando. Pedindo mil desculpas toda hora (como se precisasse, né!?). Uma querida! Na hora dos bombons, o marido dela trouxe 4 para ela escolher, ela pegou um e ele virou para sair. Ela chamou ele de volta e disse: "Ei, dá um pra ela, né!?" Hahahahaha Ele ficou todo sem graça, disse que era o nervoso, eu disse que não precisava, eles insistiram, eu peguei um bombom! hahahaha Ela melhorou, comentou sobre o meu nome, disse que ama e acha lindo (por causa da Elisa dela :) ), e eu saí de lá com 3 livros autografados e um bombom Suflair! 

Essas são as minhas considerações negativas e algumas curiosidades a respeito da Bienal. Acho importante dar os dois lados da moeda para quem ainda não foi possa se preparar para eventuais empecilhos e se preparar bem para as possíveis surpresas que venham a surgir. 

A autora e editora da Ler Editorial, a Catia Mourão, deixou sua avaliação na página oficial da Bienal do Livro, no facebook sobre toda a organização. Veja:


É isso, gente! E vocês, o que acham desses pontos que destaquei?
Conta pra mim se passaram por algo que não citei ou se já passaram em algum outro evento. 

Beijooos e espero vê-los no próximo post!



Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Layout: Equipe Epifania | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©