quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Season 32



Dia 10 deste mês completei mais um ciclo de vida! Sou libriana com ascendente em peixes e lua em virgem. O que isso interfere na minha vida? Não faço ideia. Mas não ouso desacreditar por completo. Não sigo a vida regida por horóscopos, tampouco acompanho as alterações em meu mapa astral. Mas sei que faz muito sentido sobre mim o pouco que já aprendi dos quadrantes que irritam qualquer pessoa de humanas quando tentam entender os astros. 

Essa lua em virgem vem para me trazer mais razão às emoções transbordantes de libra. Autocontrole e autoanálise constante. A criatividade e imaginação soltas de libra se encontram com a praticidade e a necessidade urgente de entender tudo o que me rodeia. Tenho pressa. Perder tempo com o que não me tem funcionalidade não é uma opção. E essa característica se enquadra em tudo em minha vida!

Sonhar é bom e necessário para nos manter sãos nesse mundo tão desigual, tão doído, tão 'infernal'. E, por isso, "eu ando na lua com os pés no chão". Tentando sempre buscar o equilíbrio entre o que deve, o que eu quero e o que eu posso.



Cheguei aos 32 e muitas coisas não mudaram. 

A natureza continua não gostando de mim, rs (muito urbana, sim!), ainda sou a louca das corujas, ainda quero que muitas pessoas saibam que Frida Kahlo não é só modinha pop e, sim, uma grande mulher, artista, política, militante... Marilyn Monroe segue sendo minha diva-mór, minha paixão, minha obsessão! E saber que sua história é tão deturpada por décadas e décadas é bem triste. The Beatles ainda é a minha banda preferida (e ainda é a maior banda de rock de todos os tempos. A banda que revolucionou o mercado fonográfico e mudou a maneira de se fazer música. Fazer o quê!? Os caras foram fodas). Charlie Brown Jr ainda não foi superada como melhor banda nacional, mas ainda amo Pitty e muitas bandas alternativas. Churrasco é minha comida preferida, meu livro da vida ainda é "Alice no país das Maravilhas" e minha cor, roxo. Não vivo sem internet. Sou completamente viciada em séries. Amo tudo que envolve cinema e meu ator da atualidade preferido, sem dúvidas, é Leonardo DiCaprio. Não tem melhor, uma pena que muitos o subestimem e não  o enxerguem por conta do popular Jack de Titanic. Sigo vendo todos os realities shows que consigo. E os livros ainda são o melhor lugar para se estar! Além de "Alice", "Mary Poppins" é outro clássico que mora em minha cabeceira. Tim Burton é meu diretor preferido e tudo que ele faz (menos Batman =D) eu AMO. A propósito: Spider é meu super-herói preferido. Ainda. Sigo fazendo barulho constrangedor de porquinho quando rio muito, balançando o pé para dormir, odiando telefonemas (me manda mil mensagens de texto, 300 áudios ou um de 5 horas, mas nunca faça meu telefone tocar. Obrigada! Aliás, ele está SEMPRE no modo silencioso, então, se eu demorar a responder, respire e aguarde). Continuo tendo Skin Picking e muitas fobias. Mas sigo nas terapias. Sigo tendo mais amigos próximos do que familiares. Minha TPM parece um aviso prévio para matar, minha cólica parece o parto de um Alien. Nenhuma novidade sobre a hipertensão intracraniana: sigo tendo dores - de cabeça, nas pernas, nos pés - sem poder fazer exercícios físicos, me estressar, me aborrecer, fazer esforço... (Viver?) rs Tá tudo bem. Juro. (Será?)



Algumas coisinhas mudaram... 

Não consigo mais seguir minhas rotinas. Coisas básicas do dia a dia como: comer, tomar banho e dormir viraram sacrifício. Nenhum avanço nesse aspecto. Eu, que adorava sair, dou a vida pra ficar em casa de pijama. Quando me obrigo e saio para alguma distração, acaba sendo ótimo. Mas o processo de esperar chegar a hora de ir, me arrumar, sair de casa... AHHH vontade morrer!
Não consigo mais escrever como antes. Escrever por escrever. Escrever "por inspiração". Eu nem me lembro qual foi a última vez que escrevi algo que não fosse em contexto opinativo. Perdi o tesão. Talvez um dia volte, não sei! Só pra escrever essas linhas aqui  estou há oito dias tentando. Tenho encontrado tesão em outras coisas... 
Todo esse tempo em que estou afastada do trabalho, ociosa, me deu tempo pra refletir sobre muitas coisas. Principalmente... Trabalho! E é preciso mudar. É preciso ir atrás do que vai me fazer feliz. E essa é a meta principal de ontem em diante! =) 

Tracei metas pra minha vida muito cedo. E, mesmo com algumas coisas inesperadas no caminho (como ter perdido um ano na escola por conta da Hipertensão e ter tido meu filho aos 19 anos - minha maior riqueza da vida <3), ainda sim cheguei onde planejava antes do que supunha. 

Com 26 anos estava me formando em Pedagogia e faltando 6 meses para terminar minha pós-graduação em Gestão de Ensino e Supervisão Escolar. No dia da minha Colação de Grau tive uma entrevista de emprego em uma Escola Técnica-Profissionalizante para ser Pedagoga de lá, onde fui indicada por um de meus professores da Graduação. 
Enquanto a Escola ficava pronta (reforma) e eu aguardava o telefonema para começar, fui chamada pela Prefeitura da cidade para dar aula. Eu havia feito concurso público aqui pro meu município e eles estavam chamando para contrato antes de surgir vaga real para que eu tomasse posse. Então... Adeus Escola Técnica, lá fui eu dar aula. Tudo muito rápido!

Trabalhei "dobrando" (de manhã em uma escola, em uma turma de AEE - Atendimento educacional especializado - e de tarde em outra, em uma sala de aula regular) durante o ano de 2012 todo. Ainda tinha a pós e eu dava aula particular a noite. (Como eu aguentava???) E em 2013 fui chamada em outro município onde eu havia prestado concurso também. Abri mão de uma das escolas daqui e lá fui eu. Até que em 2014 fui chamada em outro concurso aqui do meu município, só que dessa vez para Supervisora Escolar. 
E assim estou desde então: Supervisora aqui, em Valença, e professora em Rio das Flores. 

Meu filho tem hoje 12 anos. Separei do pai dele há muitos anos e foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Manter relacionamentos falidos só fazem com que a gente se machuque cada vez mais. E, tendo uma criança no meio disso tudo, as coisas só tendem a piorar. 

Vivi MUITO antes e depois do Arthur. Namorei muito e muitos, saí com muitos caras diferentes, me relacionei com diferentes pessoas e não me arrependo disso. Tenho muita história pra contar (se quisesse =P ). Essas histórias, e tudo o que faz parte da minha vida, fez o que eu sou hoje. 

Meus relacionamentos fizeram com que eu me divertisse, sofresse, me entediasse, criasse escudos... Mas, sobretudo, fez com que eu soubesse muito bem o que eu quero e o que não quero pra mim em uma relação pra vida toda. E, hoje, posso dizer que tenho a relação mais saudável e satisfatória que já tive na vida.



Então... Tenho formação superior, empregos, filho, um relacionamento muito bacana que entrou em minha vida pra somar de uma forma que eu nem esperava mais... Moro em um apartamento que tem tudo o que eu preciso e gosto: principalmente PAZ

O que me falta então? 

Parece até ingratidão dizer que falta alguma coisa, né!? "Reclamar de barriga cheia", diria minha avó. Mas a verdade é que tem sempre alguma coisa que precisa ser colocada no lugar. 

Não sou Pollyana. Tô muito longe de ser "good vibes", aliás, longe até de querer ser. Então falta sempre alguma coisa, sim. 

Falta estabilidade emocional. Falta saúde pra todo mundo por aqui, porque olhaaaa... Falta repensar o emprego que já não satisfaz mais. Se não for pra fazer algo que me encha de tesão, eu nem saio de casa. 

Fora isso, estamos muito 'que' bem, obrigada! 

Para esse novo ano espero apenas saúde para nós e muita energia positiva para todos!!!

Beijos, até!

Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!













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