30 de janeiro de 2018

Minhas Impressões | A Forma da Água (Projeto Oscar 2018)


Título Original: The Shape of Water

Ano de produção: 2017

Direção: Guillermo Del Toro

Estreia no Brasil: 01 de fevereiro de 2018

Duração: 119 minutos

Nota: 8.5/10

Sinopse: Uma história de amor num mundo mágico e misterioso na América em 1963. Elisa (Sally Hawkins) é uma zeladora muda que trabalha em um laboratório onde um homem anfíbio está sendo mantido em cativeiro. Quando Elisa se apaixona com a criatura, ela elabora um plano para ajudá-lo a escapar com a ajuda de seu vizinho. O mundo exterior do laboratório, no entanto, pode revelar-se mais perigoso para o homem anfíbio do que Elisa poderia ter previsto.



Olá, pessoas! Tudo bem?
Como anunciado no post anterior, farei por aqui um projetinho do Oscar deste ano, tentando assistir os filmes das principais categorias (melhor filme, melhor ator e atriz, melhor ator e atriz coadjuvante, melhor roteiro original e adaptado). 

A tabela com todos os indicados está fixada no menu do Blog, em "DESAFIOS" e, a cada livro lido, eu edito lá. Aos poucos vou dividindo em post minhas impressões com vocês. 

Escolhi começar com a Fábula de Guillermo Del Toro, diretor de um filme que eu AMO - O Labirinto do Fauno, de 2006 - mesmo não tendo sido o primeiro que eu assisti, pois, foi o "bambambam" de indicações.

Veja:

Melhor Filme
Melhor Atriz - Sally Hawkins
Melhor Ator coadjuvante - Richard Jenkins
Melhor Atriz Coadjuvante - Octavia Spencer
Melhor Roteiro Original
Melhor Fotografia - Dan Laustsen
Melhor Edição de Som
Melhor Trilha Sonora Original - Alexandre Desplat
Direção de Arte 
Melhor Edição
Melhor Direção - Guillermo Del Toro
Melhor Figurino
Mixagem de Som




O negócio anda tão difícil hoje em dia, é tanto homem bosta por aí, que Elisa tratou de se apaixonar pelo humanoide mantido em cativeiro pelo governo americano.

A Forma da água se passa nos anos 60, mais precisamente no auge da Guerra Fria. E é em uma base militar que a protagonista Elisa trabalha. Sempre ao lado de Zelda, sua amiga, intérprete e fiel escudeira, interpretada por Octavia Spencer, os momentos das duas juntas serão os leves alívios cômicos do filme. 

Uma Fábula linda, porém nada original, que irá mostrar o encantamento, evolução e efetivação do romance entre uma humana e uma criatura desconhecida. Convenhamos, nada novo por aqui! Quantos e quantos filmes românticos entre humanos e criaturas de outras espécies já vimos? Pois é. O diferencial aqui se dá pela pitada de erotização no ponto adequadíssimo - um Conto de Fadas que começa a ser ambientado com uma bela cena de masturbação feminina na banheira, mostrando e escondendo ao mesmo tempo, tudo no ponto certo.

Outro diferencial bem certeiro é a vilania. Nada de lutas de espadas ou princesas sendo disputadas. Quem sofre aqui é a criatura mesmo que, após ser capturada pelo governo americano de um país da America do Sul - como será contado durante o filme, brevemente - vem sendo mantido preso com a intenção de descobrir-se o "quê" ele é. Estudos estariam sendo feitos e, claro, tudo o que pudessem tirar proveito para derrotar os russos na corrida espacial estariam dispostos. 

E aí que entra o personagem de Michael Shannon, perfeito na pele de um super vilão que torna a vida daquela criatura ainda mais difícil. Torturas, sofrimento, sangue, dedos amputados... Tudo isso será visto. 

E é aí que Elisa entra em ação. 

Em minha opinião, a maior beleza do filme está na construção de contato, aproximação e até diálogo que a zeladora irá criar com o homem-anfíbio ao longo do filme. É sutil, é delicado, é humano demais. 

Não entendi a indicação de Octavia como melhor atriz coadjuvante. Sinceramente achei sua atuação bem mediana e a personagem bem pequena para tal. 
Sally deu o tom certo que Elisa precisava e consegue passar tudo que pretende falar através do olhar e suas expressões faciais. Incrível. 

O desenrolar final é todo bem amarradinho e bonito. É o tipo de filme que você vê achando que vai piscar na tela umas estatuetas do Oscar (tipo aqueles anúncios Jequiti)... Filme feito pra agradar a Academia, sabe!? Isso me incomoda um pouco.

No mais, boa fábula para se repensar valores morais, amar o próximo, não priorizar aparência, respeitar etc e já temos mil filmes disso. 







Beijos,

espero vê-la no próximo post!




Liza AlvernazEliza Alvernaz |  Twitter - Skoob |  Todos os posts do autor
Pedagoga, especialista em Supervisão Escolar e Gestão de Ensino. Leitora compulsiva, libriana desastrada, apaixonada por filmes e séries, viciada em internet e corujas. Mora no interior do Rio de Janeiro, mas não desiste de ganhar e mudar o mundo!





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