11 de janeiro de 2018

Minhas Impressões | A Guerra dos Sexos - filme #1

Título Original: Battle of the Sexes

Ano de produção: 2017

Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris

Estreia no Brasil: 19 de outubro de 2017

Duração: 122 minutos

Nota: 4/10

Sinopse: Na sequência da revolução sexual e do surgimento do movimento feminista, a partida de tênis de 1973 entre a campeã mundial feminina Billie Jean King (Emma Stone) e o ex-campeão dos homens Bobby Riggs (Steve Carell) foi divulgada como A Guerra dos Sexos e se tornou um dos eventos esportivos televisionados mais vistos de todos os tempos, chegando a 90 milhões de telespectadores em todo o mundo. À medida em que a rivalidade entre King e Riggs aumentava, fora de campo, cada um enfrentava batalhas mais pessoais e complexas. Juntos, Billie e Bobby apresentaram um espetáculo cultural que ressoou muito além da quadra de tênis, provocando discussões em quartos e salas de reuniões que continuam a reverberar hoje.


Olá, pessoas! Tudo bem com vocês!? 

O primeiro filme que escolhi para ver em 2018 traz como protagonistas uma de minhas atrizes preferidas, Emma Stone, e um ator que eu gosto muito em cena, Steve Carell. Não sou de ler sinopse, nem ver trailer. Já falei isso aqui muitas vezes mas, como estamos com muitos leitores novos <3 vou repetir resumidamente: eu acho que as duas coisas podem estragar minha experiência, criando altas expectativas - que dificilmente são superadas ao assistir os filmes - ou me fazendo perder a vontade de vê-los, sendo que podem ser ótimas produções, só que com péssimas sinopses ou trailers. Depois de passar por muitas dessas experiências, simplesmente parei de me apegar a essas duas coisinhas. 

Vejo filmes que amigos indicam, que leio críticas de blogs, sites, críticos que confio e são bem escritas, sem qualquer spoiler... E assim vou dando meu jeitinho! Sem contar nos indicados e/ou "possivelmente" indicados ao Oscar que sempre tento assistir o máximo possível. 

Enfim... Dá certo! Juro! 

Maaaas... Fugi de minha própria regra. Um amigo me indicou "A guerra dos sexos", eu já o tinha visto em algumas listas de previstos para o Globo de Ouro, mas passei batido e não assisti. Quando parei para prestar atenção de fato, e vi que era com a Emma Stone, com esse título que já me dá borboletas no estômago... Fiquei ansiosa para ver. Pronto. Era só colocar o filme e assistir! Mas, não. Eu tinha que burlar minhas regras e ir ler sinopse. Pensa na expectativa que eu criei? 

E meus amores... Não criem expectativas. Nunca. Apenas, não!



Neste filme, Emma interpreta a tenista americana Billie Jean King, hoje com 74 anos, consagrada nos anos 70 e considerada até hoje como uma das melhores tenistas de todos os tempos e, Carell dá vida a Bobby Riggs, um dos melhores tenistas das décadas de 30 e 40.

Ambientado no ano de 1973, o filme pode ser dividido em três partes: 
  • a descoberta da sexualidade de Billie Jean que, casada com Larry (interpretado por Austin Stowell), passa a ter relações com sua cabeleireira Marilyn (Andrea Riseborough). E alguns conflitos no casamento de Bobby, seu vício em apostas e machismo assumido. 

  • a luta de Billie por igualdade salarial e direitos dentro do Tênis, visto que o esporte masculino é declaradamente privilegiado em relação ao feminino, independente dos ótimos resultados e desempenho das mulheres em quadra.

  • o jogo que ocorreu no ano de 1973, que ficou conhecido como "Battle of the Sexes", entre Billie e Bobby.

Logo no início do filme já podemos ter uma vaga ideia da personalidade de Billie: forte, assertiva, a frente de seu tempo, segura do que deseja e sem medo de enfrentar quem quer que seja para brigar pelos direitos das tenistas. Sua fraqueza está, claramente, na incerteza de sua própria sexualidade. Casada com Larry, um marido super compreensível, que entende o que a desestabiliza, o que ela pode e o que não pode fazer em tempos de jogos, entende que o Tênis é sua prioridade, entende, entende. 

Quando ela se rende à Marilyn pela primeira vez, deixa nítido sua vontade de estar com ela e, também, sua insegurança por nunca ter estado com uma mulher antes. O filme passa longos minutos nessa autodescoberta, no entanto, em minha opinião, de maneira bastante superficial. 

Compreendemos que ainda é um tabu muito grande uma esportista do calibre dela - e casada - simplesmente assumir um romance homossexual (e, na verdade, Billie tinha pais homofóbicos, o que a impediu de assumir-se de imediato e, por isso, arrastou o casamento com Larry por mais uns anos), mas o filme deixou tudo isso bem raso e acabou deixando uma impressão de "encheção de linguiça". Entendem?



Paralelo a isso, a vida pessoal de Bobby não desperta interesse nenhum. Além de chata, tudo nele é extremamente caricato. O que poderia ser um alívio cômico ou outro virou, na real, cenas "pastelão" totalmente fora de contexto. 

Billie pede por salários igualitários, se ofende ao ouvir que os jogos femininos não são tão interessantes quanto o dos homens, ameaça boicotar torneios, suspende jogos... Melhores momentos do filme, sim. Mas, lamentavelmente, são bem poucos e soltos na trama. 

Essa pegada não se sustenta.
Billie J. King é, hoje, uma advogada que luta contra o sexismo nos esportes e na sociedade. Em qualquer entrevista que você possa ler de tenistas que jogaram contra ela, poderá encontrar relatos sobre a personalidade forte, centrada e fechada de King. Seu "lema" era que não devia deixar que lhe conhecessem demais pois, sem conhecê-la, ninguém seria capaz de atingir suas fraquezas para usar contra ela. E, assim, teria se tornado a melhor do mundo. 
Mas não é isso que vemos no filme. 

Fora os poucos momentos que citei acima e o jogo final, o filme se arrasta numa tentativa de mostrar algo que não se concretiza. O tom de comédia passa do ponto e o ativismo perde a força no meio disso tudo. Não emociona, não empolga!

Não é um filme ruim, embora depois de tudo o que eu falei possa estar parecendo. Não é isso. É o lance da expectativa!!! Criei e me decepcionei. 

Alguns filmes baseados em histórias reais acabam não fazendo jus ao fato que estão se inspirando. Esse é um desses casos. Uma grande história, uma adaptação bem rasa. 

Um filminho de terça-feira na sessão da tarde, comendo pipoca com guaraná e umas amigas! 



E você, já assistiu? 
Teve uma experiência diferente da minha? 

Conta pra mim nos comentários! 

Beijos e espero vê-lo no próximo post!


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4 comentários:

  1. Oi Eliza,
    Eu achei mais ou menos que você sobre esse filme.
    E ele parece confuso, não sabe do que quer contar.
    Esse personagem do Steve é insuportável haha

    bjs
    Nana - Canto Cultzíneo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Nana!
      Também senti esse aspecto de confusão. Quando passa da vida da personagem da Emma pro personagem - insuportável - do Steve parece que são filmes diferentes. Não funcionou!!!

      Bjooos

      Excluir
  2. Poxa, uma pena, né? Ainda não tinha ouvido falar do filme, mas por ser com a Emma Stone que também é uma das minhas atrizes favoritas e por tratar de uma história bem legal, fiquei empolgada. Mas uma pena mesmo que eles não tenham sabido aproveitar uma história de vida tão forte quanto a dela! Se o ativismo e o autoconhecimento tivessem em primeiro plano, acho que eu teria muito mais vontade de ver, sabe? Ah, e eu também não costumo ler sinopses e ver trailers e menina, é muuuito melhor hahaha. Amei a resenha e a sinceridade!
    Um beijão,
    Gabs | likegabs.blogspot.com ❥

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pelo comentário carinhoso, Gabs! Eu também achei uma pena mas, se tiver vontade, não deixe de ver. Porque filme tem aquela coisa de identificação, sensação, momento etc, né!? Vai ver você terá uma percepção diferente da minha. Vai saber!?
      Mas pelo que ~ julgo conhecer ~ você, acho que vai pensar parecido comigo.

      Beijão!

      Excluir

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