6 de agosto de 2018

Por que sumi? - Resumo e destaques do mês de julho

Oi, tem alguém aí?

Com certeza esse é o post mais difícil que eu já fiz nesses - quase - quatro anos de Blog. Esse espaço não é minha fonte de renda, não é "famosinho" - deus me livre, mas quem me dera - não é nada disso, mas é meu: meu espaço, meu cantinho, meu lugar preferido dentre muitos. É aqui que conheço pessoas de todo canto do Brasil. Pessoas que dividem as mesmas paixões e fazem, daqui, um lugar muito acolhedor e de incrível pertencimento.

Sou muito grata a quem acompanha o "Aquela Epifania", que me lê sempre, interage, puxa orelha, troca experiências, tudo... E é por isso que não vou omitir um fato ocorrido há exatos 21 dias. 

Eu mencionei aqui, algumas vezes, que eu vinha lutando ao lado de meu marido contra um câncer que o atacou. Pegamos o resultado da biópsia em outubro e, desde então, nossa vida virou de cabeça para baixo.

Foram situações extremamente difíceis, desequilíbrio emocional de ambas as partes, momentos de dor, de brigas, de distanciamento, de amor, companheirismo, paixão... Tudo quase que junto, tudo misturado.

Não foi fácil. Mas eu estava certa, sobretudo, que tudo ia acabar bem. 



O Rafa era extremamente forte, jovem (fez 36 anos no dia em que foi internado pela última vez), batalhador. Eu, realmente, acreditava que passaríamos por isso e sairíamos vitoriosos. Mas não foi o que aconteceu.

Dia 15/07 o Rafa fez 36 anos, como eu disse, e foi um dia bem feliz. Ele não vinha tendo dor, os exames apontavam que já não deveria existir tumor, tudo caminhando... Mas a língua dele estava muito lesionada por efeito da doença e, principalmente, da radioterapia. Isso fez com ele tivesse uma série de hemorragias. 

Ele tinha a hemorragia, ia para o hospital, internava, era medicado, repunha sangue e saía. Aconteceu isso na noite do aniversário dele. Na manhã seguinte, ele partiu.

Eu estava sozinha com ele no momento em que os batimentos dele foram caindo, caindo... Estava sozinha quando a médica me deu a notícia. Eu caí no chão, quebrei meus óculos, senti uma dor profunda no peito - que não me deixou até agora - e pedi, repetidas vezes, para que ele voltasse. Insanamente. Inutilmente. 

Ele não voltou, claro, e os dias que sucederam seguem sendo os piores da minha vida. Talvez eu volte a falar sobre isso, sobre ele... No momento eu só consigo dizer o que houve mesmo. Por isso eu "sumi". Sumi daqui, mas sigo nas outras redes sociais. Não adianta, acabo falando muito do que estou vivendo e sentindo por lá. Esse negócio de ser só feliz em rede social, ou superficial, nunca funcionou comigo. 

Aos poucos vou voltando pra cá. As editoras parceiras têm sido incríveis, entendendo toda minha situação desde o início, e me dando uma super colher de chá em não cobrar prazos e essas coisas que vocês conhecem bem. Continuo mostrando os recebidos lá no instagram, faço pequenos comentários sobre o pouco que estou lendo, tenho algumas resenhas engatilhadas pra liberar (de obras que li antes do ocorrido final), enfim... Tudo vai voltar aos eixos. Eu sei que vocês entendem!

Só queria agradecer a cada um que sempre deixou uma mensagem de carinho aqui, no direct, nos comentários, em qualquer lugar... Tudo isso é um combustível para seguir em frente, acreditem! Muito obrigada!

2 de julho de 2018

Resenha | Os Contos dos Irmãos Grimm (Noel Daniel)

Os Contos dos Irmãos Grimm
Título: Os Contos dos Irmãos Grimm
Autor: Noel Daniel
Editora: Taschen
Número de páginas: 192

Sinopse: Esta antologia preciosa apresenta 14 dos mais queridos contos de fadas dos Irmãos Grimm em esplendor pictórico único, combinando exquisitas ilustrações vintage de Kay Nielsen, Walter Crane e Herbert Leupin com delicadas silhuetas históricas e contemporâneas, bem como um conjunto de bonés para jovens Leitores de personagens e motivos favoritos de conto de fadas.






30 de junho de 2018

Resumo do mês de junho e destaques

Olá, pessoas! Tudo bem com vocês?

Todos torcendo MUITO pelo Brasil? Por aqui tem muito patriotismo na Copa, sim! Nos permitimos torcer, curtir, tentar esquecer a cada 90 minutos os problemas do dia a dia. Em meio a tudo isso, seguimos com nossa programação normal: tratamentos médico, orações, tudo o que podemos para seguir melhorando.

E, claro, tentando nos distrair com nossos pequenos prazeres. Então vem ver o que rolou esse mês por aqui!

27 de junho de 2018

Resenha | Além do Fake (Nathalie D.A.)

Título: Além do Fake
Autor: Nathalie D.A.
Editora: Chiado Editora
Número de páginas: 172



Sinopse: Todos já tivemos um perfil social na Internet. Algumas pessoas tiveram vários. Alguns falsos, os chamados fakes. Foi em um desses que conheci o Thomas. Era uma brincadeira de adolescente e aos poucos fomos compartilhamos muitos sorrisos, histórias, vícios, viagens, experiências e tristezas. Descobrindo muitos gostos em comum. Transformando o virtual em real, quando já estava difícil entender a diferença entre um e outro. Minha vida passava por mudanças e o Thomas, ainda assim, cabia perfeitamente nela. Descobri que é possível nos apaixonarmos através das palavras e além da distância. O amor está em todos os lugares, inclusive atrás de uma tela de computador. Na vida real uma história de amor é apenas duradoura, o fim sempre chega, e ele pode não ser o que desejamos ou imaginamos.


18 de junho de 2018

Resenha | Com amor, Simon



Olá, tudo bem do lado daí?

Depois dessa pausa que nos separou por aqui (mas o instagram segue sempre em dia) por conta de algumas internações do marido e outras coisinhas que qualquer hora a gente conversa com mais detalhes, volto trazendo uma resenha duplamente especial.

Primeiro porque trata-se de um livro muito queridinho, que vem conquistando vários corações. Segundo, porque foi realizada por nosso novo colaborador, êêêÊÊÊêÊê, o Fernando Louzada, ou, simplesmente: Fer. 

Vem conferir a estreia do Fer por aqui!

4 de junho de 2018

Resumo e destaques do mês de maio

Hey, gente! Tudo bem do lado daí? 

Eu nem acredito que já estamos em junho! Vem Copa, vem Festas Juninas!!! Qualquer coisa pra animar tá valendo! hehe

Maio foi um mês delicado por aqui. Namorido passou por duas internações, eu precisei fazer um procedimento a laser na vista que me deixou com dores por vários dias... Fora preocupações externas, com pessoas que gostamos e também tiveram momentos difíceis. Olha, só Deus!!!

Mas... Sigamos! 

Eu não escrevo essas coisas aqui nos resumos para ficar reclamando, expondo à toa, nada disso. Mas eu penso que todo mundo passa por dificuldades, por problemas de diferentes intensidades e complexidades e, omitir isso por completo das redes sociais, por exemplo, dá a entender que a vida é perfeita. E aí, quem acompanha e, por acaso venha a enfrentar algum caos pessoal, acaba se frustrando por não ter àquela "vida perfeita". 

Como aqui é meu espaço, meu cantinho, mesmo que seja mais focado nos livros, filmes e afins, gosto de falar - mesmo que muito pouco - sobre as pedras que às vezes encontro no caminho!

Obrigada pela companhia de sempre. Agora, bora ver o que teve de BOM por aqui! 

VEM!

14 de maio de 2018

Resenha | O Sol na Cabeça (Geovani Martins)


O sol na cabeça






Título: O Sol na Cabeça
Autor: Geovani Martins
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 122

Sinopse: Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.
Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.


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